REUNIÃO DA APM

Intervenção do MP e auditoria seriam a “salvação” da Santa Casa

Intervenção do MP e auditoria seriam a “salvação” da Santa Casa

Dívida de ‘honorários médicos’ soma um total de R$ 4,9 milhões, mas profissionais, mesmo sem receber há 3 meses, mantêm atendimentos, pois paralisação - que não foi totalmente descartada

Dívida de ‘honorários médicos’ soma um total de R$ 4,9 milhões, mas profissionais, mesmo sem receber há 3 meses, mantêm atendimentos, pois paralisação - que não foi totalmente descartada

Publicada há 8 anos

Por Lívia Caldeira


O verdadeiro “caos” que atinge o maior hospital de Fernandópolis continua. Em reunião realizada na noite da última sexta-feira (10), na sede da Associação Paulista de Medicina (APM) foram debatidas alternativas e propostas para solucionar a atual crise enfrentada pela Santa Casa. 


Estiveram presentes médicos prestadores de serviços da Irmandade, prefeitos, vereadores e secretários municipais da Saúde da região, além de membros da APM estadual. O médico infectologista Dr. Márcio Gaggini, presidente da APM local, destacou a importância da entidade para a população fernandopolense. “Sofremos por esta situação há anos, mas agora ela se tornou insustentável. Apesar das dificuldades enfrentadas, estamos lutando para que o hospital continue de portas abertas para a população. Pelas vidas pelas quais é responsável. É a instituição mais importante da cidade”, declarou. 


Durante a reunião, médicos da Santa Casa lembraram que, embora não recebam seus pagamentos há meses, continuam a prestar atendimento à população. Segundo um levantamento apresentado durante a reunião, a dívida acumulada nos últimos anos referente aos “honorários médicos” soma um total de R$ 4,9 milhões. 


Questionado sobre a possibilidade de paralisação dos atendimentos, Dr. Gaggini disse que o corpo clínico está fazendo o possível para que isso não ocorra. “Seria uma tragédia. Em hipótese alguma temos a intenção de abandonar a entidade, nosso objetivo é encontrar uma solução”, completou.


 Uma das propostas levantadas é de que o Ministério Público seja acionado para intervir na causa, pois "seria um grande aliado da classe médica, contribuindo para que Santa Casa mantenha os atendimentos, tese que reforça o pedido por uma auditoria nas contas do hospital". Um dos membros da APM ressaltou também que a associação precisa usar toda a sua força política para conseguir recursos junto ao governo do Estado, já que, “na maioria dos casos, o repasse público cobre cerca de apenas 40% dos custos efetivos com a saúde”. 


Diante do catastrófico cenário, a Irmandade havia estipulado um prazo de 60 dias para “encontrar soluções” e hoje, há 19 dias do término desse prazo, os médicos continuam aguardando uma resposta, sem tomar nenhuma medida, enquanto trabalham sem receber.


A dívida acumulada nos últimos anos referente ao pagamento de honorários médicos soma um total de R$ 4,9 milhões



Formaram a mesa diretora da reunião o Dr. Márcio Gaggini - presidente da APM Regional de Fernandópolis , Dr. João Sobreira - Diretor de Defesa Profissional APM São Paulo; Dr. Marcos Pimenta – Assessor Médico da APM do Estado de São Paulo, Dra. Elaine Castilho - Assessora Jurídica Institucional; Dr. Helencar Ignácio – Diretor Distrital da APM.




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