
Minutinho: Acalma-te
Por: Chico Xavier / Emmanuel
Seja qual for a perturbação reinante, acalma-te e espera, fazendo o melhor que possas. Lembra-te de que o Senhor Supremo pede Serenidade para exprimir-se com Segurança.
A terra que te sustenta o lar é uma faixa de forças tranquilas. O fruto que te nutre representa um ano inteiro de trabalho silencioso da árvore generosa. Cada dia que se levanta é convite de Deus para que lhe atendamos à Obra Divina, em nosso próprio favor. Se te exasperas, não Lhe assimilas o plano. Se te afeiçoas à gritaria, não Lhe percebes a voz.
Conserva-te, pois, confiante, embora a preço de sacrifício.
Decerto, encontrarás ainda hoje, corações envenenados que destilam irritação e desgosto, medo e fel.
Ainda mesmo que te firam e apedrejem, aquieta-te e abençoa-os com a tua paz.
Os desesperados tornarão à harmonia, os doentes voltarão à saúde, os loucos serão curados, os ingratos despertarão...
É da Lei do Senhor que a luz domine a treva, sem ruído, sem violência.
Recorda-te que toda dor, como toda nuvem, forma-se, ensombra-se e passa...
Se outros gritam e oprimem, espancam e amaldiçoam, acalma-te e espera...
Não olvides a palavra do Mestre quando nos afirmou que a Deus tudo é possível, e, garantindo o teu próprio descanso, refugia-te em Deus.

Crônica: Agnes Bojaxhiu ou “Madre Teresa de Calcutá
Por: Meu Sonho Não Tem Fim
Agnes Gonxha Bojaxhiu nasceu em 1910, numa família católica de origem albanesa, na região da atual Macedônia. Perdeu o pai quando tinha apenas oito anos e passou a adolescência empenhando-se em atividades paroquiais. Determinada a seguir a vocação e se tornar missionária, aos 18 anos ingressou na Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, na Irlanda, onde recebeu o nome de Teresa, como a sua padroeira, Santa Teresinha de Lisieux.
De lá, foi enviada pela congregação para a Índia, onde as irmãs de Loreto tinham um colégio. Enquanto viveu em Calcutá, de 1930 a 1940, fez a profissão perpétua e os votos de obediência, pobreza e castidade, além de lecionar história e geografia em uma escola secundária. A partir desta época que passou a ser chamada de Madre Teresa.
Em 1946, durante percurso de trem entre Calcutá e Darjeeling, para o seu retiro anual, ouviu o chamado interior que a incitou a abandonar o convento e viver entre os pobres de Calcutá. Foi a “inspiração” para estabelecer a comunidade “Missionárias da Caridade”, dedicada ao serviço dos mais pobres entre os pobres.
Após dois anos de testes e discernimentos foi autorizada pelo Papa Pio XII a sair do convento de Loreto e viver no mundo dos pobres, com seu característico sári azul de borda branca.

Foto: Reprodução / Fonte: 42-18533307
Conseguiu nacionalidade indiana, visitou famílias em favelas, lavou as feridas de crianças, começou uma escola ao ar livre e cuidou de pobres, doentes e famintos.
Sem fundos financeiros, dependia da Divina Providência e saia com o rosário na mão para encontrar e servir o “indesejado, aquele que não tinha amor, aquele sem cuidados” e, pouco a pouco, foi angariando adeptos à causa.
Em 1950, fundou a congregação das Missionárias da Caridade na Arquidiocese de Calcutá. No início da década de 1960, Madre Teresa começou a enviar suas irmãs para outras regiões da Índia e, o Decreto de Louvor concedido à congregação pelo Papa Paulo VI a incentivou a abrir uma casa na Venezuela, logo seguida por fundações em Roma, Tanzânia, União Soviética, Albânia, Cuba e outras dezenas de países em todos os continentes. Quando Madre Teresa recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1979, já existiam 158 casas de missão.
Madre Teresa fundou a congregação Missionários e Missionárias da Caridade e mais de 600 missões por toda a Índia e em mais de 100 países. Depois de dedicar toda uma vida aos pobres, morreu aos 87 anos de parada cardíaca. Em 2003, foi beatificada pelo Papa João Paulo II.
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