EXEMPLO
Voluntários buscam limpar e repovoar o Rio São José dos Dourados
Voluntários buscam limpar e repovoar o Rio São José dos Dourados
Mobilização no trecho entre Valentim Gentil e Meridiano teve soltura de 40 mil alevinos
Mobilização no trecho entre Valentim Gentil e Meridiano teve soltura de 40 mil alevinos

Foto: Reprodução / Fonte: TV Tem
Da Redação
Após a mortandade de peixes registrada no ano passado, com a morte de milhares de peixes em um trecho do rio que passa por Meridiano, um grupo de voluntários se reuniu no mesmo São José dos Dourados numa ação visando limpar o trecho entre Meridiano e Valentim Gentil e também promover o repovoamento de peixes.
A ação ocorreu no início do mês e resultou na soltura de cerca de 40 mil alevinos de espécies nativas, reforçando o esforço comunitário pela recuperação ambiental de um dos principais patrimônios naturais da região.
Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a mortandade foi causada por vazamento em uma tubulação de uma usina sucroalcooleira da região, que acabou autuada com multa milionária.
A concentração dos participantes ocorreu no sábado (7), na sede da SOS Rio São José dos Dourados, organizadora do evento. De lá, o grupo seguiu até a prainha de Valentim Gentil, ponto de partida dos caiaques e demais embarcações.
Antes da descida, foram soltos aproximadamente 40 mil alevinos, entre eles exemplares de dourado — espécie que dá nome ao rio. A soltura simboliza a tentativa de recomposição da fauna aquática após impactos ambientais recentes.
“O nosso Rio São José dos Dourados é abençoado. Ele nasce em Mirassol, deságua em Suzanápolis, percorre mais de 336 quilômetros e não podemos permitir que uma natureza tão bela se perca. Esse rio é de todos nós”, afirmou Cleomar Faria Gonçalves, presidente da ONG.
O evento integrou a tradicional descida do rio, que chegou à nona edição. As embarcações percorreram cerca de 14 quilômetros até a região conhecida como Golfo, em Meridiano.
Durante o trajeto, os voluntários recolheram lixo acumulado às margens. Apesar de trechos preservados de mata nativa e da observação de fauna silvestre, como um filhote de sucuri avistado durante o percurso, o volume de resíduos chamou a atenção dos participantes.
“Durante a descida, recolhemos entulho deixado por pescadores e turistas. Todos colaboram. É uma atitude essencial para proteger o Rio São José”, relatou o voluntário Renato Narvaes.
Para os organizadores, além do impacto ambiental direto, o mutirão fortalece o engajamento das famílias e da comunidade regional.