POLÍTICA
Vereadores querem fornecimento de Mounjaro na rede pública municipal
Vereadores querem fornecimento de Mounjaro na rede pública municipal
Tratamento da obesidade grave como medida preventiva e de economia
Tratamento da obesidade grave como medida preventiva e de economia

Foto: Ilustração / Fonte: Eli Lilly
Da Redação
A bancada do Republicanos na Câmara Municipal de Fernandópolis apresentou, durante a sessão ordinária desta terça-feira (03), indicação que propõe a criação de um Programa Municipal de Tratamento de Obesidade Grave na Atenção Básica, com previsão de fornecimento do medicamento Mounjaro (tirzepatida) para pacientes classificados como de alto risco.
A proposta foi protocolada pelos vereadores Afonso Luis Pessutto de Souza, Carlos Antônio de Jesus Cabral, Daniel de Domênicis e Rosana Maria dos Santos Arouca Poço, todos integrantes da legenda, e será encaminhada ao Poder Executivo para análise técnica e financeira.
Segundo os parlamentares, embora o medicamento tenha atualmente custo elevado, a implantação do programa deve ser analisada sob a ótica de médio e longo prazo.
Os vereadores destacam que a obesidade grave é considerada porta de entrada para uma série de outras enfermidades, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, insuficiência renal e complicações ortopédicas. Para a bancada, investir no tratamento estruturado da obesidade pode representar, futuramente, significativa redução nos gastos com internações, cirurgias, medicamentos contínuos e tratamentos de alta complexidade.
De acordo com os autores da indicação, ao tratar a causa base — o excesso de peso em grau avançado — o município pode reduzir drasticamente despesas futuras na rede pública de saúde, além de melhorar a qualidade de vida da população.
O Mounjaro (tirzepatida) é um medicamento injetável de uso contínuo que tem se destacado no controle metabólico e na redução de peso. No entanto, o valor mensal na rede privada ainda é considerado elevado, o que restringe o acesso a parte significativa da população.
A proposta sugere que o Executivo estude a viabilidade de incluir o tratamento dentro da Atenção Básica, com critérios clínicos bem definidos para pacientes com obesidade grave associada a comorbidades.
A eventual implantação dependerá de: Levantamento do número de pacientes elegíveis; Definição de protocolos médicos rigorosos; Cálculo do impacto financeiro anual; Compatibilidade com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e Análise jurídica e administrativa da medida.
A indicação agora será analisada pela Prefeitura de Fernandópolis, que deverá se manifestar quanto à viabilidade da proposta.
Para os vereadores do Republicanos, a iniciativa insere no debate local a necessidade de políticas públicas preventivas, com foco na redução de doenças crônicas e no equilíbrio financeiro da saúde municipal.
O tema deve gerar discussão nas próximas semanas, especialmente em razão do custo inicial do medicamento e da tese defendida pelos parlamentares de que o investimento presente pode significar economia significativa no futuro.
Fonte: Assecom Fernandópolis