Crônica: Da parada - Por: Paulo Coelho: às vezes, é preciso parar

Crônica: Da parada - Por: Paulo Coelho: às vezes, é preciso parar

Leia também: Mensagem - Por São Francisco de Assis

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Publicada há 11 horas

Minutinho: Mensagem

Por: São Francisco de Assis

Imagem: Ilustração / Fonte: IStock

Quando não há nada mais a ser dito, silencia.

Quando não há mais nada a ser feito, permitas apenas ser, apenas estar e fica na companhia do teu coração e este indicará o momento apropriado para agires.

Quando a lentidão dos dias acomodar tua vontade, enlaçando-te com os nós da intranquilidade, descansa e refaz tua energia.

Não há pressa, a prioridade é que tu encontres novamente a tua essência para que tenhas presente em ti a alegria de ser e estar.

Quando o vazio instalar-se em teu peito, dando-te a sensação de angústia e esgotamento, repara tua atenção e encontra em ti mesmo a compreensão para este estado.

É necessário descobrirmo-nos em tais estados, para que estes não se transformem no desconhecido, no incontrolável.

Tudo pode ser mudado, existe sempre uma nova escolha para qualquer opção errada que tenhas feito.

Quando ouvires do teu coração que não há nenhuma necessidade em te preocupares com a vida, saibas que ele apenas quer que compreendas que nada é tão sério a ponto de te perderes para sempre da tua divindade, ficando condenado a não ver mais a luz que é tua por natureza.

Não te preocupes, se estiveres atento a ti mesmo verás que a sabedoria milenar está contigo, conduzindo-te momento a momento àquilo que realmente necessitas viver.

Confia e vai em teu caminho de paz.

Nada é mais gratificante que ver alguém submergindo da escuridão apenas por haver acreditado na existência da luz.

Ela sempre esteve presente…

Era só abrir os olhos…

Crônica: Da parada

Por: Paulo Coelho

Não se esqueça que, às vezes, é preciso parar. Caso contrário, os pés ficam feridos, a mente se distrai, e o cansaço empobrece a busca.

A tradição acadêmica tem o “ano sabático”: a cada sete anos de trabalho, o professor passa um ano longe da Universidade. Ao sair da rotina, ele abre espaço para novos conhecimentos.

Na antiguidade, os camponeses dividiam sua terra em sete terrenos: a cada ano, um deles ficava abandonado, sem produzir nada. Ali cresciam ervas daninhas, mato, tudo que a natureza tivesse vontade de produzir sem interferência do homem. Desta maneira, a terra se revigorava e era capaz de, no ano seguinte, aceitar a semente do agricultor.

Quem não para por livre vontade, termina sendo paralisado pela vida. Na busca - como em tudo o mais - ação e inação tem a mesma importância.

O texto é de livre manifestação do signatário que apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados e não reflete, necessariamente, a opinião do 'O Extra.net'.

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