
Minutinho: O perdão altera o futuro
Por: Com base na vida de Mary Johnson - The power of forgiveness
A vida daquela mãe foi interrompida de maneira brutal e inesperada. Seu filho foi morto durante uma discussão banal.
Noites de insônia. Lágrimas de dor se seguiram ao dia fatal.
Para ela, o mundo parara de girar. As estrelas deixaram de brilhar e não importava se o dia era de sol, chuva ou frio intenso.
Notícias lhe informaram que o agressor fora preso. A justiça dos homens seguira seu curso, condenando-o à prisão. Ela nem se importou em saber por quanto tempo.
Afinal, dentro dela, tudo permanecia em ruínas. A dor era paralisante. O pensamento retornava, incessante, ao momento da perda. O ódio parecia inevitável, justificável.
Mary não dormia. Não se alimentava direito. Adoecia por dentro. Um dia, um pensamento a alertou. Deu-se conta de algo assustador: além de ter perdido o filho, estava perdendo a própria vida. O sofrimento tornara-se sua prisão interior.
Então, fez uma escolha inesperada. Decidiu visitar o homem que havia matado seu filho. Não para acusá-lo. Não para exigir explicações.
Queria somente lhe dizer algo que surpreendeu a si mesma:
Eu te perdoo.
O encontro foi marcado por lágrimas. O jovem chorou, reconheceu sua culpa.
Naqueles instantes, Mary compreendeu algo essencial: o ódio não traria seu filho de volta e ainda poderia destruir mais uma vida: a sua.
O seu perdão interrompeu o ciclo do mal. Não anulou a responsabilidade. Não apagou a dor. Entretanto, impediu que a violência continuasse a produzir vítimas.
Ela optou por não carregar o peso que não lhe cabia. Escolheu seguir viva por dentro.
O perdão que nasce do amor não muda o passado, mas transforma profundamente o futuro. Liberta quem perdoa antes mesmo de alcançar quem é perdoado.

Crônica: Amor maior
Por: Autoria desconhecida
Morteiros cairiam em um orfanato dirigido por um grupo de Missionários na pequena aldeia vietnamita.
Os missionários e algumas crianças morreram imediatamente e outras ficaram feridas, incluindo uma com uns oito anos. As pessoas da aldeia pediram ajuda para uma cidade vizinha pelo rádio.
Finalmente, um médico e uma enfermeira da Marinha Americana chegaram trazendo apenas uma maleta médica. Determinaram que uma menina era a que estava mais gravemente ferida. Sem uma ação rápida ela morreria por causa do choque e da perda de sangue. Era imprescindível uma transfusão e necessário um doador.
Um teste rápido demonstrou que nenhum dos americanos possuía o sangue correto, restava, portanto, os órfãos que não estavam feridos. Mas havia um grande problema: o médico falava pouco de vietnamita e a enfermeira uma leve noção de francês.
Usando essa combinação e muita linguagem de sinais, eles tentaram explicar para a plateia assustada que, a não ser que pudessem repor uma parte do sangue perdido, a menina morreria. Então perguntaram se alguém estaria disposto a doar um pouco do seu sangue para ajudar. O pedido encontrou um silêncio estupefato. De repente, uma mãozinha lenta e hesitante, levantou-se, abaixou-se e levantou-se novamente.
- Qual é o seu nome? Perguntou a enfermeira.
- Heng! Ele foi imediatamente colocado em um catre, os braços limpos com álcool e uma agulha inserida em sua veia. Heng tenso e em silêncio. Depois soltou um soluço, cobriu o rosto com a mão livre e soluçou.
- Está doendo? Perguntou o médico.
Heng balançou a cabeça negativamente tentando esconder o choro.
Aos poucos seus soluços foram dando lugar a um choro constante e silencioso, seus olhos apertados, o punho na boca para abafar o choro.
O médico ficou assustado. Algo deveria estar errado. Uma enfermeira vietnamita chegou para ajudar. Vendo o sofrimento da criança, falou com ela em vietnamita escutou sua lamentação e respondeu-lhe com carinho.
A criança parou de chorar e olhou para a enfermeira a interrogando. Quando ela assentiu, um ar de grande alívio se espalhou pelo rosto do pequeno. A enfermeira, olhando para o médico lhe diz:
- Ele achou que estava morrendo! Entendeu errado. Achou que vocês tinham pedido para que ele desse todo o seu sangue para a garotinha viver.
E a enfermeira americana perguntou:
- Mas porque ele estaria disposto a fazer isso?
A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta ao menino e ele simplesmente disse:
- Ela é minha amiga!
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