Crônica: Amor maior - A 'história' de duas crianças vietnamitas

Crônica: Amor maior - A 'história' de duas crianças vietnamitas

Leia também: O perdão altera o futuro - O ato não muda o passado, mas...

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Publicada há 16 horas

Minutinho: O perdão altera o futuro

Por: Com base na vida de Mary Johnson - The power of forgiveness

A vida daquela mãe foi interrompida de maneira brutal e inesperada. Seu filho foi morto durante uma discussão banal.

Noites de insônia. Lágrimas de dor se seguiram ao dia fatal.

Para ela, o mundo parara de girar. As estrelas deixaram de brilhar e não importava se o dia era de sol, chuva ou frio intenso.

Notícias lhe informaram que o agressor fora preso. A justiça dos homens seguira seu curso, condenando-o à prisão. Ela nem se importou em saber por quanto tempo.

Afinal, dentro dela, tudo permanecia em ruínas. A dor era paralisante. O pensamento retornava, incessante, ao momento da perda. O ódio parecia inevitável, justificável.

Mary não dormia. Não se alimentava direito. Adoecia por dentro. Um dia, um pensamento a alertou. Deu-se conta de algo assustador: além de ter perdido o filho, estava perdendo a própria vida. O sofrimento tornara-se sua prisão interior.

Então, fez uma escolha inesperada. Decidiu visitar o homem que havia matado seu filho. Não para acusá-lo. Não para exigir explicações.

Queria somente lhe dizer algo que surpreendeu a si mesma:

Eu te perdoo.

O encontro foi marcado por lágrimas. O jovem chorou, reconheceu sua culpa.

Naqueles instantes, Mary compreendeu algo essencial: o ódio não traria seu filho de volta e ainda poderia destruir mais uma vida: a sua.

O seu perdão interrompeu o ciclo do mal. Não anulou a responsabilidade. Não apagou a dor. Entretanto, impediu que a violência continuasse a produzir vítimas.

Ela optou por não carregar o peso que não lhe cabia. Escolheu seguir viva por dentro.

O perdão que nasce do amor não muda o passado, mas transforma profundamente o futuro. Liberta quem perdoa antes mesmo de alcançar quem é perdoado.

Crônica: Amor maior

Por: Autoria desconhecida

Morteiros cairiam em um orfanato dirigido por um grupo de Missionários na pequena aldeia vietnamita. 

Os missionários e algumas crianças morreram imediatamente e outras ficaram feridas, incluindo uma com uns oito anos. As pessoas da aldeia pediram ajuda para uma cidade vizinha pelo rádio. 

Finalmente, um médico e uma enfermeira da Marinha Americana chegaram trazendo apenas uma maleta médica. Determinaram que uma menina era a que estava mais gravemente ferida. Sem uma ação rápida ela morreria por causa do choque e da perda de sangue. Era imprescindível uma transfusão e necessário um doador. 

Um teste rápido demonstrou que nenhum dos americanos possuía o sangue correto, restava, portanto, os órfãos que não estavam feridos. Mas havia um grande problema: o médico falava pouco de vietnamita e a enfermeira uma leve noção de francês. 

Usando essa combinação e muita linguagem de sinais, eles tentaram explicar para a plateia assustada que, a não ser que pudessem repor uma parte do sangue perdido, a menina morreria. Então perguntaram se alguém estaria disposto a doar um pouco do seu sangue para ajudar. O pedido encontrou um silêncio estupefato. De repente, uma mãozinha lenta e hesitante, levantou-se, abaixou-se e levantou-se novamente. 

- Qual é o seu nome? Perguntou a enfermeira.

- Heng! Ele foi imediatamente colocado em um catre, os braços limpos com álcool e uma agulha inserida em sua veia. Heng tenso e em silêncio. Depois soltou um soluço, cobriu o rosto com a mão livre e soluçou. 

- Está doendo? Perguntou o médico. 

Heng balançou a cabeça negativamente tentando esconder o choro. 

Aos poucos seus soluços foram dando lugar a um choro constante e silencioso, seus olhos apertados, o punho na boca para abafar o choro. 

O médico ficou assustado. Algo deveria estar errado. Uma enfermeira vietnamita chegou para ajudar. Vendo o sofrimento da criança, falou com ela em vietnamita escutou sua lamentação e respondeu-lhe com carinho. 

A criança parou de chorar e olhou para a enfermeira a interrogando. Quando ela assentiu, um ar de grande alívio se espalhou pelo rosto do pequeno. A enfermeira, olhando para o médico lhe diz: 

- Ele achou que estava morrendo! Entendeu errado. Achou que vocês tinham pedido para que ele desse todo o seu sangue para a garotinha viver. 

E a enfermeira americana perguntou:

- Mas porque ele estaria disposto a fazer isso? 

A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta ao menino e ele simplesmente disse:

- Ela é minha amiga!

O texto é de livre manifestação do signatário que apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados e não reflete, necessariamente, a opinião do 'O Extra.net'

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