SOLIDARIEDADE

Família de menina com autismo em Fernandópolis faz campanha para manter tratamento

Família de menina com autismo em Fernandópolis faz campanha para manter tratamento

Alto custo do tratamento levou familiares a iniciarem mobilização solidária

Alto custo do tratamento levou familiares a iniciarem mobilização solidária

Publicada há 1 hora

Foto: Reprodução / Fonte: Facebook

Da Redação

A família da pequena Maria Luisa, de apenas 6 anos, moradora de Fernandópolis, iniciou uma campanha solidária na internet para garantir a continuidade de um tratamento médico considerado essencial para a qualidade de vida da criança. Diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 2 de suporte, a menina enfrentava uma rotina marcada por crises frequentes e regressão de habilidades já desenvolvidas, sem apresentar resposta satisfatória aos tratamentos convencionais.

A mudança no quadro clínico começou a ser percebida após o início do uso do canabidiol, substância derivada da cannabis e utilizada para fins medicinais em diversos tratamentos neurológicos. Segundo a família, a medicação proporcionou avanços importantes no desenvolvimento de Maria Luisa, reduzindo crises e trazendo mais estabilidade para a rotina da criança.

Entenda o diagnóstico

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que pode impactar principalmente a comunicação, a interação social e o comportamento. Os sinais costumam surgir ainda na primeira infância e podem incluir dificuldades na fala, sensibilidade sensorial, comportamentos repetitivos e necessidade de rotina estruturada.

No caso do nível 2 de suporte, como o diagnóstico de Maria Luisa, a criança geralmente necessita de acompanhamento mais frequente e intervenções multidisciplinares para o desenvolvimento de habilidades sociais, cognitivas e comportamentais. Especialistas destacam que o diagnóstico precoce e a continuidade do tratamento são fatores importantes para promover qualidade de vida e maior autonomia.

Custo elevado motivou campanha solidária

Apesar dos resultados positivos, o custo do tratamento passou a representar um desafio para a família. Cada frasco do medicamento custa, em média, R$ 820 e tem duração inferior a um mês. Além disso, a menina também necessita de outras medicações e acompanhamento com terapeutas de diferentes especialidades, cuidados fundamentais para sua evolução.

A situação financeira ficou ainda mais delicada depois que a mãe de Maria Luisa precisou deixar o trabalho para se dedicar integralmente aos cuidados da filha e ao transporte para consultas e sessões terapêuticas.

Os familiares informaram que já buscaram judicialmente o fornecimento gratuito da medicação pelo poder público e aguardam o andamento do processo. No entanto, diante da demora dos trâmites legais e do risco de interrupção do tratamento, decidiram recorrer à solidariedade da população.

Para ajudar Maria Luisa, os pais criaram uma vaquinha virtual. As doações podem ser feitas por qualquer valor por meio da chave Pix:

6026344@vakinha.com.br

Segundo a família, todo o valor arrecadado será destinado exclusivamente à compra dos medicamentos e à manutenção das terapias da menina.

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