POLICIAL

Jovem é encontrada com tiro no rosto em apartamento de policial civil

Jovem é encontrada com tiro no rosto em apartamento de policial civil

Polícia apura, mas perícia aponta elementos compatíveis com hipótese de suicídio

Polícia apura, mas perícia aponta elementos compatíveis com hipótese de suicídio

Publicada há 1 hora

Foto: Reprodução / Fonte: Instagram

Da Redação

A Polícia Civil investiga a morte da jovem Letícia Camolez D'Assumpção, de 25 anos, encontrada com um disparo de arma de fogo no rosto dentro do apartamento do ex-namorado, um policial civil, na noite de segunda-feira (29), no bairro Bosque das Laranjeiras, em Catanduva (SP).

O caso foi registrado como morte suspeita e está sendo apurado por meio de inquérito policial. Até o momento, as autoridades afirmam que as conclusões são preliminares e dependem da finalização dos laudos periciais.

De acordo com o boletim de ocorrência, Letícia foi até o apartamento do ex-companheiro para conversar com ele. O policial informou em depoimento que, durante a conversa, foi ao banheiro e, ao retornar, encontrou a jovem caída na cozinha com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo.

Segundo seu relato, a vítima teria utilizado uma pistola que estava sobre uma mesa da cozinha. O policial afirmou ainda que retirou a arma da mão da jovem e pediu ajuda a vizinhos, que acionaram o serviço de resgate.

Relacionamento havia terminado recentemente

As investigações apontam que Letícia e o policial mantiveram um relacionamento entre 2024 e maio deste ano, marcado por términos e reconciliações. Na noite da ocorrência, ela teria procurado o ex-namorado para uma conversa.

A perícia técnica esteve no local e, conforme registrado no boletim de ocorrência, não encontrou elementos suficientes, naquele momento, que justificassem a prisão em flagrante do policial. Entretanto, novas diligências e exames periciais foram determinados para esclarecer completamente as circunstâncias da morte.

Hipótese inicial

Segundo o perito responsável, os primeiros levantamentos indicaram características consideradas compatíveis com a hipótese de suicídio. Entre os elementos observados estão a posição do corpo, a localização da arma, a trajetória do disparo e a ausência, em uma análise preliminar, de sinais aparentes de luta corporal ou ferimentos de defesa.

Apesar dessas constatações iniciais, a Polícia Civil reforça que todas as hipóteses continuam sendo analisadas até a conclusão do inquérito.

Material apreendido será periciado

Durante as investigações, os policiais apreenderam a arma de fogo utilizada no disparo, além dos telefones celulares da vítima e do policial civil. Também foram solicitados exames necroscópico e toxicológico, bem como perícias nos aparelhos eletrônicos.

Em depoimento, a mãe de Letícia afirmou não ter conhecimento de episódios de agressão física, violência doméstica ou ameaças envolvendo o relacionamento da filha com o policial.

Os investigadores também apuram a existência de uma carta de despedida supostamente deixada pela jovem para a família, além de informações de que ela teria organizado suas contas bancárias para destinar recursos aos pais. Todo esse material será analisado durante o inquérito.

Investigação continua

O caso é investigado pelo 2º Distrito Policial de Catanduva. Paralelamente, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento para acompanhar a ocorrência e apurar a conduta funcional do policial envolvido.

Até a conclusão das investigações, a Polícia Civil ressalta que não há definição oficial sobre a dinâmica do caso e que os laudos periciais serão fundamentais para o esclarecimento dos fatos.

ATENÇÃO! 

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.

  • Por chat: Clique aqui para iniciar o chat;
  • Por telefone: Ligue 188: gratuito para todo o território nacional, 24 horas por dia;
  • Por e-mail: https://www.cvv.org.br/e-mail/

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da sua cidade também disponibilizam atendimento gratuito.

últimas