OPINIÃO
Ruiz Coffees suspende pagamentos; agroempresa de Fernandópolis pode entrar em recuperação judicial
Ruiz Coffees suspende pagamentos; agroempresa de Fernandópolis pode entrar em recuperação judicial
Suspensão vale por 60 dias enquanto rumores atinge gigante do agronegócio local
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A decisão da Justiça que concedeu à Ruiz Coffees a suspensão das cobranças de suas dívidas por 60 dias acendeu um sinal de alerta no agronegócio paulista. Uma das maiores produtoras de café do país, com propriedades agrícolas também na região noroeste do Estado, a empresa busca um período de negociação com credores para tentar reequilibrar sua situação financeira.
A medida cautelar foi deferida pelo juiz Paulo Roberto Zaidan Maluf, da Vara Regional Empresarial de São José do Rio Preto, após pedido apresentado pelo grupo. Com isso, a companhia ganha dois meses para negociar um acordo com seus credores. Caso as tratativas não avancem, o caminho natural poderá ser o ajuizamento de um pedido de recuperação judicial.
O valor em negociação não foi divulgado e o processo corre em sigilo de Justiça.
À frente da empresa está João Luiz Lourenço Filho, que assumiu a condução dos negócios após a morte do fundador do grupo, em março de 2025. A Ruiz Coffees figura entre as maiores produtoras brasileiras de café arábica, com mais de 9 mil hectares cultivados em diferentes regiões do país.
E por falar nisso...
A situação da Ruiz Coffees não é o único assunto que tem movimentado os bastidores do agronegócio regional.
Fontes ouvidas pela coluna relatam que outra empresa de grande porte, ligada ao setor agropecuário e comandada por um tradicional empresário (e familiares) radicado em Fernandópolis também estaria enfrentando forte pressão financeira. Segundo essas informações, vêm sendo avaliadas alternativas jurídicas semelhantes às adotadas pela companhia cafeeira, entre elas um eventual pedido de tutela cautelar preparatória ou até mesmo de recuperação judicial.
As informações, contudo, ainda circulam apenas nos bastidores e não foram oficialmente confirmadas pela empresa envolvida nem atuado qualquer pedido judicial. Estimativas obtidas pela coluna, de forma extraoficial, apontam que o passivo financeiro poderia superar a marca de R$ 100 milhões.
Por enquanto, prevalece a cautela. O mercado acompanha atentamente os próximos movimentos, que poderão confirmar ou afastar as especulações. Em um setor cada vez mais pressionado pelo aumento do custo financeiro, volatilidade das commodities e desafios de crédito, qualquer novo pedido de proteção judicial tende a repercutir muito além dos limites da empresa envolvida.
Aguardemos! Se confirmar, vai dar ruim. Muito ruim!
Por: Beto Iquegami
O texto é de livre manifestação do signatário que apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados e não reflete, necessariamente, a opinião do 'O Extra.net'.