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Operação da PC cumpre 14 mandados na região contra suspeitos de golpes virtuais

Operação da PC cumpre 14 mandados na região contra suspeitos de golpes virtuais

Ação em Fernandópolis, Ouroeste, Meridiano, Mira Estrela e Indiaporã

Ação em Fernandópolis, Ouroeste, Meridiano, Mira Estrela e Indiaporã

Publicada há 1 hora

Fotos: Divulgação / Fonte: PC-SP

Da Redação

A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PC-SP) deflagrou, nesta semana, a sexta fase da Operação CyberConnect, uma ação coordenada pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior 5 (Deinter-5), sediado em São José do Rio Preto, para combater organizações criminosas especializadas em fraudes eletrônicas. A ofensiva ocorreu simultaneamente em diversas regiões do Estado e teve como foco os golpes virtuais que vêm causando expressivos prejuízos financeiros à população.

No âmbito da circunscrição da Delegacia Seccional de Polícia de Fernandópolis foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão domiciliar. Eles foram expedidos pela Justiça Estadual após investigações conjuntas da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Fernandópolis e das Delegacias de Polícia de Meridiano, Mira Estrela, Ouroeste e Indiaporã.

Golpes do falso advogado e da falsa central bancária

As investigações concentraram-se em duas modalidades de fraude que têm registrado crescimento em todo o país: o golpe do falso advogado e o da falsa central bancária.

No primeiro caso, criminosos entram em contato com vítimas se passando por advogados ou representantes de escritórios de advocacia. Eles informam que há valores judiciais disponíveis para saque, mas condicionam a liberação do dinheiro ao pagamento antecipado de taxas ou à realização de transferências via PIX.

Já no golpe da falsa central bancária, os estelionatários se apresentam como funcionários de instituições financeiras e alegam movimentações suspeitas ou tentativas de invasão da conta da vítima. Durante a ligação, convencem a pessoa a fornecer senhas, códigos de autenticação ou a realizar transferências para uma suposta "conta segura", permitindo o desvio dos recursos.

Prejuízo já supera R$ 300 mil

Segundo a Polícia Civil, o prejuízo inicialmente identificado nas investigações já ultrapassa R$ 300 mil, mas esse montante poderá aumentar à medida que novas vítimas sejam localizadas e outros casos sejam confirmados.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam:

  • 23 aparelhos celulares;
  • 14 cartões bancários;
  • Seis chips de telefonia móvel;
  • Uma unidade de CPU;
  • Outros materiais considerados relevantes para a continuidade das investigações.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados foram ouvidos e a maioria teria confessado participação nas fraudes, fortalecendo o conjunto probatório reunido durante a apuração.

Material será periciado

Todo o material apreendido será encaminhado para perícia técnica. A análise dos equipamentos deverá auxiliar na identificação de novos integrantes da organização criminosa, no rastreamento das movimentações financeiras e na localização de outras vítimas.

As investigações também buscam recuperar parte dos valores obtidos ilicitamente e identificar eventuais ramificações do grupo criminoso em outras regiões do Estado. A Polícia Civil informou que novas prisões não estão descartadas ao término da investigação.

Operação permanente contra crimes cibernéticos

A Operação CyberConnect integra uma estratégia permanente do Deinter-5 voltada ao enfrentamento dos crimes praticados no ambiente digital, especialmente os golpes eletrônicos que utilizam engenharia social para enganar vítimas e obter vantagens financeiras.

Segundo a corporação, ações como esta têm o objetivo de desarticular organizações criminosas, reduzir os prejuízos causados à população e reforçar a segurança no ambiente virtual.

Como se proteger de golpes virtuais

A Polícia Civil orienta a população a adotar alguns cuidados para evitar esse tipo de fraude:

  • Desconfie de ligações ou mensagens que informem sobre dinheiro a receber ou movimentações bancárias suspeitas;
  • Nunca forneça senhas, códigos de autenticação ou dados bancários por telefone ou aplicativos de mensagens;
  • Confirme qualquer informação diretamente com o banco ou escritório de advocacia por canais oficiais;
  • Antes de realizar transferências via PIX, verifique cuidadosamente a identidade do destinatário;
  • Em caso de suspeita de golpe, registre boletim de ocorrência imediatamente e comunique sua instituição financeira.
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