Por Diário da Região
Pamela Alves de Andrade, 29 anos, e o marido, Carlos Augusto Morelli, de Cajobi, foram presos no início da noite desta segunda-feira, dia 11. Eles são suspeitos de provocar a morte de Júlia Alves Romero, 1 ano e dez meses, filha de Pamela, enterrada no sábado, dia 9, em Guapiaçu. Carlos, padrasto da criança, vai responder por homicídio. A mãe é acusada de maus-tratos e lesão corporal. Ele foi para a cadeia de Severínia e ela, para a cadeia feminina de Colina.

Júlia, de 1 ano e dez meses, morreu no Hospital da Criança
A criança ficou internada quatro dias no Hospital da Criança de Rio Preto, com costela quebrada, trauma na coluna e sinais de maus-tratos. O casal já tinha sido denunciado pelo Conselho Tutelar e era investigado pela Polícia Civil. A delegada de Polícia de Cajobi, Maria Teresa Ferreira Vendrame, diz ter solicitado na Justiça, em Olímpia, a prisão preventiva do casal, depois de ter acesso ao laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Rio Preto.
“O padrasto alegou que a criança tinha se machucado numa queda do sofá, mas o legista diz que a explicação era incoerente com os ferimentos de Júlia. Além disso, o corpo da criança apresentava sinais de antigas agressões”, diz a delegada. O pai de Júlia, o pedreiro Márcio Aparecido Romero Pietro concorda com a prisão. “ Toda vez que falei com a Pamela, ela dizia que minha filha tinha se machucado numa queda. Eu nunca acreditei. Espero que os dois sejam julgados”. Por decisão do pai, os dois rins de Júlia foram doados.