POLICIAL
Motociclista de 33 anos morre após ser atingido por linha com cerol em rodovia
Motociclista de 33 anos morre após ser atingido por linha com cerol em rodovia
Vítima ainda conseguiu ligar para a esposa e pedir socorro
Vítima ainda conseguiu ligar para a esposa e pedir socorro

Imagem: Reprodução / Fonte: O Regional
Da Redação
Um motociclista de 33 anos morreu na noite de quinta-feira (30) depois de ser atingido no pescoço por uma linha cortante, aparentemente com cerol, enquanto trafegava pelo perímetro urbano da Rodovia Comendador Pedro Monteleone, em Catanduva.
A vítima foi identificada como André Luiz Barbosa Leite, casado e pai de uma menina de apenas três anos.
O acidente aconteceu nas proximidades da rotatória do Posto Pioneiro. Segundo relatos preliminares apurados após a ocorrência, André teria sido atingido pela linha enquanto seguia pela rodovia e sofreu um grave ferimento na região do pescoço.
Mesmo ferido, ele ainda conseguiu pegar o telefone celular e ligar para a esposa para pedir ajuda, relatando o que havia acontecido. Pouco depois da ligação, porém, perdeu o controle da motocicleta e caiu no canteiro da rodovia.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da concessionária responsável pelo atendimento da rodovia foram acionadas e estiveram no local.
Apesar dos esforços das equipes de emergência, André não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada ainda na rodovia.
A Polícia Militar preservou a área até a chegada da Polícia Militar Rodoviária, que assumiu o atendimento da ocorrência e realizou os procedimentos necessários para o registro do caso.
Familiares e amigos estiveram no local e acompanharam os trabalhos das equipes de emergência em meio à forte comoção provocada pela morte do motociclista.
O caso volta a chamar atenção para os riscos associados ao uso de cerol e de outros tipos de linhas cortantes, principalmente em áreas próximas a rodovias e vias de grande circulação.
No Estado de São Paulo, a Lei Estadual nº 17.201/2019 proíbe o uso, a posse, a fabricação e a comercialização de linhas cortantes utilizadas para empinar pipas. A legislação inclui o tradicional cerol, feito com cola e vidro moído, além da chamada linha chilena e outros produtos ou substâncias capazes de conferir efeito cortante à linha.
A própria Assembleia Legislativa de São Paulo destaca que a proibição alcança não apenas o uso, mas também a posse, fabricação e comercialização desses materiais.
Linhas cortantes podem representar um risco grave para motociclistas, ciclistas e pedestres, especialmente quando instaladas em locais de passagem de veículos.
No caso de Catanduva, as circunstâncias exatas que levaram à presença da linha na rodovia deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis pela ocorrência.
A morte de André Luiz Barbosa Leite deixa familiares e amigos enlutados e reforça um alerta para a necessidade de fiscalização e conscientização sobre o uso de materiais cortantes em pipas.
Uma atividade recreativa tradicional pode se transformar em uma situação de extremo perigo quando são utilizados materiais capazes de provocar cortes graves. Em áreas próximas a rodovias, o risco se torna ainda maior, tanto para quem empina pipas quanto para quem circula pelas vias.