PALEONTOLOGIA
Pesquisadores encontram fóssil de Bauruchus de 85 milhões de anos
Pesquisadores encontram fóssil de Bauruchus de 85 milhões de anos
Descoberta fará parte do acervo do Museu de Paleontologia de Fernandópolis
Descoberta fará parte do acervo do Museu de Paleontologia de Fernandópolis

Foto: Divulgação / Fonte: PMF
Da Redação
Um grupo de pesquisa científica formado pelo Professor Dr. Carlos Eduardo Maia de Oliveira (Professor Cadu), curador voluntário do museu de Paleontologia de Fernandópolis, o Professor Dr. Rodrigo Miloni Santucci, professor da Universidade Federal de Brasília (UnB) e seus alunos de doutorado, mestrado e iniciação científica (Patrícia, Gabriele, Raíssa e Matheus) fez mais uma descoberta importante na região noroeste paulista.
No município de Jales, o grupo coletou um fóssil bem completo do famoso crocodilomorfo Baurusuchus pachecoi, datado de 85 milhões de anos. Além dele, foram encontrados um dente de Baurusuchus, também em Jales, e cascas de ovos (possivelmente de Baurusuchus) no município de General Salgado – SP.
A expedição faz parte de um trabalho de coleta de fósseis, preparação e publicação de artigos científicos. O fóssil é levado ao laboratório da Universidade Federal de Brasília, onde levará meses em preparação. Passará depois pelos processos de análise e descrição e, por fim, publicação e depósito no museu de Paleontologia de Fernandópolis para apreciação dos visitantes.
“É um trabalho árduo, pesado, quebrar pedras sob o sol escaldante, suportar picadas de insetos, correr o risco de ser picado por cobras e escorpiões, transportar um fóssil de 200 kg por mais de 300 metros no meio da pastagem em solo pedregoso e íngreme, mas o resultado do trabalho compensa todo esse esforço”, destacou o Professor Cadu.
MAIS DE DUAS DÉCADAS
O grupo de pesquisa, formado mais frequentemente pelos professores Cadu e Santucci e vários alunos de pós-graduação, ao longo de 22 anos de trabalho coletou inúmeros fósseis, auxiliou dezenas de alunos de mestrado e doutorado em seus trabalhos acadêmicos e publicou 10 artigos em revistas científicas internacionais, além da apresentação de trabalhos em congressos no Brasil e no exterior. O acervo reunido pelo grupo resultou na criação do museu de Paleontologia de Fernandópolis.
“Sou muito grato ao trabalho do Professor Santucci, de seus e meus alunos ao longo de todos esses anos. Sem eles, a criação do nosso museu não teria sido possível. Também sou grato ao paleoartista Felipe Alves Elias que deixou o nosso museu mais bonito e interessante com suas incríveis paleoartes”, comentou o Professor Cadu.
Patrícia Fabiana Rodrigues Costa, estudante de doutorado em geologia na UnB, participou da expedição. Segundo ela, “a coleta de fósseis na região de Fernandópolis esse ano foi surpreendente, como nas outras duas vezes em que estive aqui. É impressionante a quantidade de fósseis de crocodilo na região, além de ninhos, icnofósseis como bioturbações e coprólitos. É sempre muito gratificante voltar e coletar mais material, o que mostra o quanto era rica a região há 75 milhões de anos”, disse.
Patrícia visitou o Museu de paleontologia de Fernandópolis considerou-o “uma experiência imersiva, o museu conta com três salas expositivas, nas quais podemos conhecer melhor sobre o passado do planeta, conhecer o tipo de vegetação, ambientes e animais sensacionais como o Pterossauro Tupuxuara, Irritator, peixes e Baurusuchus”.
Para ela, “os painéis nas paredes são belíssimos e levam a gente para dentro do cenário. Com certeza voltarei ao Museu no futuro e irei indicá-lo como ponto turístico para amigos e familiares” afirmou.
O professor Santucci considerou a expedição bem-sucedida, com vários achados importantes. Ele visitou o museu de Fernandópolis e se disse “feliz por ver esse espaço se tornando uma fonte importante de conhecimento e um ponto turístico de Fernandópolis”.
Fonte: Secretaria de Comunicação de Fernandópolis