Crônica: A grandeza de um pequeno gesto - Você é Deus?

Crônica: A grandeza de um pequeno gesto - Você é Deus?

Leia também: Reparas onde moras - Vivemos na faixa de claridade ou sombra?

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Publicada há 51 minutos

Minutinho: Reparas onde moras

Por: Emmanuel / Chico Xavier

A Terra é Precioso Domicílio da Lei do Senhor onde cada criatura edifica o plano em que passa a viver.

O usurário sofre na furna da miséria.

O delinquente suporta o desvão do remorso.

O insensato grita no inferno da loucura.

O preguiçoso chora no sótão da necessidade.

O intolerante reside no serpentário da aversão.

O egoísta detém-se no cárcere das trevas.

O rico displicente carrega a cruz da responsabilidade.

O pobre inconformado respira no purgatório da angústia.

O simples de coração cresce no templo da paz.

O semeador do progresso vive ao sol da prosperidade.

O servidor fiel repousa na consciência tranquila.

O amigo do estudo mora no lar do conhecimento.

Repara onde resides.

Cada espírito respira na faixa de claridade ou sombra, de dor ou alegria a que se acolhe através da atitude que assume perante a vida.

Não te percas na contemplação prematura das paisagens celestiais, sem haver pago à Terra o tributo de serviço que lhe devemos.

Faze de tua experiência um campo educado no bem para a colheita do amor e a própria casa terrestre em que estagias se transformará para os teus pés em sublime degrau de acesso às Moradas Abençoadas de Luz.

Crônica: A grandeza de um pequeno gesto

Por: Autoria desconhecida

Logo após o término da Segunda Grande Guerra, a Europa começou a ajuntar os cacos do que restara. Grande parte da Inglaterra estava destruída. As ruínas estavam por todo lugar. E, possivelmente, o lado mais triste da guerra tenha sido assistir as criancinhas órfãs morrendo de fome, nas ruas das cidades devastadas.

Certa manhã de muito frio, na capital londrina, um soldado americano estava retornando ao acampamento. Numa esquina, ele viu, do seu jipe, um menino com o nariz pressionado contra o vidro de uma confeitaria. Parou o veículo, desceu e se aproximou do garoto. Lá dentro, o confeiteiro sovava a massa para uma fornada de rosquinhas.

Os olhos arregalados do menino, falavam da fome que lhe devorava as entranhas. Ele observava todos os movimentos do confeiteiro, sem perder nenhum.

Através do vidro embaçado pela fumaça, o soldado viu as rosquinhas quentes, e de dar água na boca, sendo retiradas do forno. Logo mais, o confeiteiro as colocou no balcão de vidro com todo o cuidado. O soldado ouviu o gemido do menino e percebeu como ele salivava. Em pé, ao lado dele, comoveu-se diante daquele órfão desconhecido.

Imagem: Ilustração / Fonte: IA Gemini

- Filho, você gostaria de comer algumas rosquinhas?

O menino se assustou. Nem percebera a presença do homem a observá-lo, tão absorto estava na sua contemplação.

- Sim, respondeu. Eu gostaria.

O soldado entrou na confeitaria e comprou uma dúzia de rosquinhas. Colocou-as dentro de um saco de papel e se dirigiu ao local onde o menino se encontrava, na gélida e nevoenta manhã de Londres. Sorriu e lhe entregou as rosquinhas, dizendo de forma descontraída:

- Aqui estão as rosquinhas.

Virou-se para se afastar. Entretanto, sentiu um puxão em sua farda. Olhou para trás e ouviu o menino fazer, baixinho, a pergunta que mudaria a sua vida:

- Moço, você é Deus?

O texto é de livre manifestação do signatário que apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados e não reflete, necessariamente, a opinião do 'O Extra.net'

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