OPINIÃO

Artigo: Respeito cabe em qualquer lugar

Artigo: Respeito cabe em qualquer lugar

Carlos Eduardo M Oliveira é Curador Voluntário do Museu de Paleontologia de Fernandópolis

Carlos Eduardo M Oliveira é Curador Voluntário do Museu de Paleontologia de Fernandópolis

Publicada há 48 minutos

Cabe em qualquer relacionamento, mesmo nas relações hierárquicas.

Sem o respeito, a vida em sociedade se torna praticamente impossível.

Trata-se de uma postura que torna os relacionamentos, mesmo os mais difíceis, minimamente viáveis (você pode não gostar de alguém, mas deve respeitá-lo).

Respeitar não significa adotar postura submissa, subordinada, mas conhecer o seu limite e perceber a do próximo; ter a sensibilidade de se expressar sem ofender, interagir sem ser inconveniente, ter a discrição necessária exigida em determinado ambiente.

Respeitar é tratar as pessoas e os animais com dignidade, preservar a natureza, ter paciência com as crianças e educá-las corretamente, evitando que se tornem adultos desrespeitosos. Ter respeito é levar em consideração a sabedoria e a experiência das pessoas da terceira idade.

Respeitar a opinião alheia, inclusive as divergentes (não concordar não significar desrespeitar) – esta demonstração de respeito anda muito em falta nos dias de hoje, especialmente nas redes sociais.

Quer conhecer o nível de respeito exibido por uma pessoa? Analise o seu comportamento no trânsito! Há pessoas que ficam agressivas ao entrar em um automóvel e colocar as mãos ao volante (lembrei-me de um desenho animado antigo do Pateta, personagem dos estúdios Disney, que abordava com muito humor esse tema).

Respeito é demonstração de humildade, sem se anular ou se humilhar, mas também de sabedoria e posicionamento, sem ser arrogante ou pedante.

Uma pessoa verdadeiramente respeitosa é aquela que trata todos ao seu redor com educação, mesmo aqueles que estão abaixo de sua escala hierárquica, e não somente seus superiores no trabalho, por exemplo - da faxineira a copeira, do colega de trabalho ao presidente de uma grande empresa ou ente federativo.

Uma pessoa respeitosa é aquela que responde, sempre que possível, nem que não seja na hora, uma mensagem do colega ou amigo ao celular.

O respeito torna as relações mais harmoniosas e faz valer aquela máxima: “não faça com os outros o que não gostaria que fizesse com você”. Ah! Mensagem tão antiga e simples, mas nem sempre vemos as pessoas colocá-la em prática. 

É prazeroso interagir com uma pessoa bem educada. Sim, respeito é um dos sinais mais característicos da boa educação. O contrário, é bem desagradável (todo mundo conhece uma pessoa educada e uma desagradável – qual você prefere conviver?).

Pequenos gestos no dia a dia revelam uma postura respeitosa – não jogar papel ou qualquer resíduo no chão, obedecer às leis de trânsito, levar o carrinho do supermercado do estacionamento ao local adequado, abrir com cuidado a porta do carro para não amassar a lataria do carro estacionado ao lado, deixar as pessoas falarem quando você estiver dialogando (não ficar somente você falando igual um papagaio e não deixar o outro falar), prestar a atenção na fala do seu interlocutor, não falar alto em locais inadequados, não furar filas de modo algum, cumprimentar as pessoas conhecidas, parar o automóvel para deixar os transeuntes passarem pela faixa de pedestres, desligar o celular quando estiver em reuniões e em cultos religiosos, enfim, são muitas as situações que demandam o nosso respeito.

Também não podemos nos esquecer de respeitar a crença e a religião das pessoas.

Enfim, ter respeito é ser honesto consigo mesmo, com as pessoas, com a sociedade. Ser respeitoso é dar a sua parcela de colaboração para que os relacionamentos em geral sejam minimamente possíveis, sejam civilizados. 

Você ganha, todos ganham, e a sociedade ganha onde impera o respeito mútuo.

Respeito cabe em qualquer lugar, em qualquer situação, em qualquer relação.

Prof. Dr. Carlos Eduardo Maia de Oliveira (Prof. Cadu) é biólogo e cirurgião-dentista; mestre em Microbiologia e Doutor em Geologia Regional com ênfase em Paleontologia de Vertebrados; professor EBBT; coordenador de Extensão do Instituto Federal de São Paulo, Campus Votuporanga e Curador Voluntário do Museu de Paleontologia de Fernandópolis

O texto é de livre manifestação do signatário que apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados e não reflete, necessariamente, a opinião do 'O Extra.net'.

últimas