Erica Cristina

Síndrome do Desfiladeiro Torácico

Síndrome do Desfiladeiro Torácico

Por Erica Cristina Tazinaffo - Fisioterapeuta

Por Erica Cristina Tazinaffo - Fisioterapeuta

Publicada há 8 anos

A síndrome do desfiladeiro torácico é um termo geral que se refere à compressão das estruturas neurovasculares que passam entre a primeira costela e a clavícula, resultando em sintomas na extremidade superior.


Entre as estruturas afectadas estão plexo braquial (95%), veia subclávia (4%) e a artéria subclávia (1%) que poderão ser comprimidos em 3 passagens a partir da base do pescoço até à axila. A mais importante é o triângulo interescalénico, que é também a mais proximal. Este triângulo é delimitado pelo músculo escaleno anterior, o músculo escaleno médio, e a face medial da primeira costela. Este espaço pode tornar-se mais estreito devido à presença de estruturas anómalas, como bandas fibrosas, costelas cervicais, e retracções musculares. A segunda passagem é o triângulo costoclavicular, que é delimitado pelo terço médio da clavícula, pela primeira costela, e pela borda superior da escápula. A última passagem é o espaço subcoracóide abaixo do processo coracóide, profundamente ao tendão do músculo peitoral menor. Outras condições como a síndrome postural, distensão traumática da coluna cervical, fracturas das costelas ou omoplatas aladas aumentam o risco de síndrome do desfiladeiro.


Compressão sobre os nervos (plexo braquial): pode causar uma dor paralisante, que se inicia no pescoço, e pode irradiar para o ombro, braço ou mão. Também pode causar dormência ou formigueiro na parte interna do antebraço e nos quarto e quinto dedos da mão. Pode sentir fraqueza na mão, tornando-a mais “desajeitada”.

Compressão sobre os vasos sanguíneos: pode reduzir o fluxo de sangue que retorna do braço, resultando em inchaço e vermelhidão. Menos comumente, a compressão pode reduzir o fluxo de sangue que vai para o braço, fazendo-o sentir frio e fadiga/cansaço no braço.


A maioria dos pacientes com uma síndrome do desfiladeiro torácico responde bem a um tratamento adequado de fisioterapia e a cirurgia apenas é indicada no caso de existir uma lesão estrutural que comprometa significativamente as estruturas nervosas ou vasculares.


O tratamento conservador deverá incluir:


A aplicação de calor local ou um banho quente pode ajudar a aliviar os espasmos musculares. Poderão ser utilizadas ondas-curtas apenas se não houverem sintomas neurológicos.


Analgésicos e anti-inflamatórios não-esteróides poderão ser receitados pelo médico para controlar o processo inflamatório e aliviar as dores.


Exercícios de mobilização activa e de fortalecimento da mão para aumento da circulação periférica.


Plano de exercícios específico para melhorar a posição articular do ombro e omoplata (ver síndrome postural)


Perda de peso. Se você estiver acima do peso ideal, o médico poderá recomendar um programa de emagrecimento. Estar acima do peso pode forçar os músculos do ombro que apoiam a clavícula.


Aconselhamento sobre ergonomia no local de trabalho



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