SOLIDARIEDADE
História da viagem de casal e seus cãezinhos comove a região
História da viagem de casal e seus cãezinhos comove a região
Seis dias de viagem à pé com Milady e Paçoca e os pertences em carrinho de mercado
Seis dias de viagem à pé com Milady e Paçoca e os pertences em carrinho de mercado

Fotos: Reprodução / Fonte: Facebook
Da Redação
Uma história que tem comovido as pessoas que a conhecem e que acontece bem aqui pertinho, na região, mais precisamento com início em São José do Rio Preto e, agora, em Votuporanga.
Um casal percorreu aproximadamente 80 quilômetros a pé entre São José do Rio Preto e Votuporanga após ser impedido de embarcar em um ônibus intermunicipal com seus dois cães de estimação. Carlos e Renata — mulher transexual — decidiram seguir viagem caminhando ao lado dos animais, Milady e Paçoca, após a recusa da empresa de transporte.
De acordo com o relato, o embarque foi negado mesmo com as passagens adquiridas. A negativa segue a resolução nº 1.383/06 da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros, que proíbe o transporte de animais domésticos em ônibus intermunicipais.
A jornada teve início na manhã de sexta-feira (8), quando o casal deixou Rio Preto levando um carrinho de supermercado com pertences, malas e os dois cães. A caminhada durou seis dias, com paradas em postos de combustível, distritos e pequenas cidades para descanso, alimentação e hidratação. Na primeira etapa, eles chegaram até o município de Mirassol.
Ao chegarem em Votuporanga, Carlos e Renata buscaram abrigo, mas enfrentaram dificuldades para encontrar um local que aceitasse os animais. Diante da situação, passaram a ocupar um barracão abandonado no bairro Boa Vista para não se separarem dos cães.
O casal recebeu apoio de uma organização não governamental de proteção animal, que prestou assistência aos animais e orientou a busca por atendimento junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Além disso, uma familiar, Alexandra, tem auxiliado diariamente com alimentação e higiene.
Carlos trabalha como padeiro e, segundo ele, há perspectiva de emprego na cidade. Já Renata aguarda inclusão em um projeto municipal que possa garantir renda inicial para o casal custear o primeiro aluguel. Ambos reforçam que não pretendem se desfazer de Milady e Paçoca.