FRAUDES

Polícia Federal devassa fundo de pensão dos Correios

Foi encontrado rombo de US$ 95 milhões; Sete são indiciados por fraudes no Postalis

Foi encontrado rombo de US$ 95 milhões; Sete são indiciados por fraudes no Postalis

Publicada há 10 anos

Da Redação


Polícia Federal devassa fundo de pensão dos Correios

Funcionários dos Correios são as principais vítimas das fraudes desbancadas pela Polícia Federal



A Polícia Federal indiciou sete investigados na “Operação Positus” por fraudes no período entre 2006 e 2011 na gestão de recursos do Postalis, o fundo de pensão dos funcionários dos Correios. O indiciamento – por crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e apropriação de recursos de instituição financeira –, consta no relatório final do inquérito da PF enviado à Justiça Federal no final de março. 


O documento indica que a PF descobriu uma primeira série de operações ilícitas que comprovam fraude de US$ 16 milhões. E ainda uma segunda sequência de operações levou ao desvio de US$ 79 milhões, totalizando um rombo superior a R$ 332 milhões. Entre os indiciados da Operação Positus – deflagrada em dezembro  – estão o ex-presidente do fundo, Alexej Predtchensky, e o ex-diretor financeiro, Adilson Florencio da Costa, ambos ligados ao PMDB do senador e ex-ministro Edison Lobão (Minas e Energia).


Cinco administradores de corretoras de valores também foram indiciados. O inquérito da PF foi instaurado em 2012 e identificou que dois fundos de investimentos do Postalis promoveram transações por meio de uma administradora de valores com sede em São Paulo, porém, executadas em Miami, nos Estados Unidos.


Uma offshore era usada pela sogra de um dos acusados para ocultar valores e desviar recursos do fundo de pensão do Postalis, causando prejuízo a milhares de funcionários e aposentados dos Correios.


De acordo com a PF, a fraude consistia na compra de títulos do mercado de capitais, por uma corretora americana, que os revendia por um valor maior para empresas com sede em paraísos fiscais ligadas aos investigados. Em seguida, os títulos eram adquiridos pelos fundos do Postalis com um aumento ainda maior no valor dos papéis. Assim, em um período de dois dias apenas e, sem justificativa, a aquisição era realizada por um preço mais de 60% superior ao seu real valor de mercado. O inquérito, já concluído, está agora com o Ministério Público Federal, que deverá se manifestar em breve.

* Com informações do Jornal O Estado de S. Paulo





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