José Renato Se

Festa, Circo, Cadeia, Luto...

Festa, Circo, Cadeia, Luto...

Por José Renato Sessino Toledo Barbosa - Professor

Por José Renato Sessino Toledo Barbosa - Professor

Publicada há 8 anos

Hoje vamos de “três em um”. Explico: três temas.


Óbvio, primeiro saúdo Fernandópolis por mais uma passagem natalícia. Brindo-a e agradeço-a pela acolhida. Parabéns e muito obrigado, de coração. Faz mais de cinco anos que tenho o privilégio e as bênçãos de residir nesse município. Em meio às mudanças no cenário nacional, por aqui estamos muito bem, a fora um ou outro problema...há “superávit”.


Agradeço a todos que nos acolheram. Todavia, em particular, sou grato pelo maior presente que recebi nessa cidade: meus queridíssimos amigos.


Corta para o segundo assunto. Saúdo, com tristeza, a perda do gigante professor Mestre Antonio Cândido, falecido sexta-feira próxima passada. Aos noventa e oito anos, continuava lúcido e firme em suas convicções. Exemplo de integridade, ética, firmeza, lucidez e coragem intelectual. Responsável por mudanças significativas na crítica literária: introduziu o aspecto econômico nas análises de obras. Visionário: foi o primeiro a perceber a genialidade poética de Manuel Bandeira; a grandeza textual de Clarice Lispector e um dos primeiros, no planeta, a elucidar o crime burro e vergonhoso de acusar Nietzsche de “filósofo do nazismo”... No Brasil, o pioneiro em sair em sua defesa.


 Mestre Cândido nos ensinou ética, discorrendo acerca da mesma em Ricardo Coração de Leão. Belíssima análise. Faz falta.


Em tempo: os canalhas sobrevivem. Parece que só morre gente decente.

Terceiro tema: Domingo, eu, a Jacqueline e a Sophia, fomos a São José do Rio Preto. Passeávamos por um Shopping, na verdade procurávamos um presente para o queridíssimo Helinho e umas plantas.


Enquanto flanávamos – gosto dessa expressão! Me lembra Baudelaire - pelo ambiente, verifiquei a existência de uns brinquedos, devem ser movidos à bateria, próprio para crianças andarem. Até aí, sem problema. Todavia, para meus espantos e náusea, constato, cronologicamente falando, adultos, utilizando-se dos brinquedinhos. Alguém pode indagar: “- Que cara chato! O adulto está a acompanhar as crianças nos brinquedos, apenas por segurança. ”


Se assim o fosse, tudo bem. No entanto, passeavam a sós. Felizes, montados nos bichinhos. Pior: alguns faziam “selfs”! Dá para acreditar?


Onde fica a autonomia?


“- Os jovens têm medo de crescer”. Diria um babaca. E quanto ao fato de serem supostamente adultos? Quando cresceram? Quando acabar a corrupção no país.

Por fim: Parabéns Fernandópolis. Muito obrigado por tudo.


Em Tempo:     “....As porra tão acotechendo...”


                        (Wanderlei Luxemburgo)



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