Nesse quase (falei quase) meio século de vida aprendi muitas coisas das quais gostei e outras nem tanto, mas todas me fizeram aprender. Algumas que, até posso compartilhar para o prazer ou desprazer de alguns. Aprendi que muita gente viaja na maionese, e: na mostarda, no catchup, no molho inglês se lambuza toda. é tanto molho que pode levar ao enjoo.
E depois de tanta navegar por esta estrada pastosa eis que aparece aquela vontade imensa de “vomitar” uma verborreia tamanha e tão melada de enredamento dos menos favorecidos “neuroniamente”, vamos assim dizer. E o pior é que acreditam nas baboseiras recitadas. Aprendi que boa parte desse grupo se intitulam donos da verdade, uma verdade um tanto ínfima, é claro, uma vez que é proferida apenas de um ângulo, o ângulo do próprio umbigo. Uma verdade que leva à desarmonia, intrigas, desavenças. Apenas querem ocupar o posto do trono de ferro, fira a quem ferir, forjando marcas que levaram anos para dissipar. Aprendi que existem pessoas esponjas, aquelas que absorvem os maus fluídos e depois de um apertão descarrega toda sujeira com o maior prazer esperando que o odor se espalhe como o pólen que fecunda a flor, só que neste caso não teremos um jardim e sim um espinhal.
Pragas daninhas insistindo para aproveitar do florescer e dizimar com a harmonia natural do ciclo vital. E nessas andanças aprendi que em meio a tantas agruras, ainda existe pessoas do bem. Aquelas que nos confortam com um olhar amigo, uma palavra de incentivo. Pessoas que ficam ao nosso lado mesmo que o barco esteja preste a naufragar.
Nesse viver, que por vezes parece pouco tempo, vem acompanhado de tantas transformações, mudanças agradáveis e perturbadoras, que aliviaram e que chocaram e todas indubitavelmente são peças imprescindíveis para formar o quebra-cabeça de uma vida que se encaixa no tempo e no espaço. Uma existência que não busca a perfeição, uma vez que o viver já é perfeito por si só, mas busca apreciar o que lhe é oferecido. Agradecer sempre e sorrir a cada amanhecer. Viver por mais meio século, próximo projeto a ser colocado em andamento. “Viver e não ter a vergonha de ser feliz.”.