Lá se vão uns vinte e tantos anos mais ou menos, e o recém criado Ibama, queria por que queria acabar com as plantações de alho do Córrego do Cervo, na região de Santa Fé do Sul. O problema é que desde que haviam chegado naquelas paragens por volta de 1950, os agricultores faziam o plantio de alho nas áreas de várzea do pequeno córrego, e o órgão fiscalizador queria porque queria que eles desocupassem o local, porque o plantio que faziam era região de nascentes. Aí para resolver o impasse, o então governador Fleury, mandou para lá o seu secretário de Meio Ambiente, um tal de Alaor Caffé Alves.
Ecologista de gabinete com ar condicionado, o granfino Alaor Caffé andava desajeitado pelo brejo acompanhado de perto por um grupo de aspones, pelas autoridades locais, políticos, cupinchas, imprensa e uma legião agricultores. Alguns lavradores irritados com o governo, diziam que o “Caffé ia sair dali torrado e moído”. Lógico que ele percebeu que o clima não era dos mais amistosos, e querendo bancar o simpático com o povo, puxou conversa com o velho Belarmino, um dos lavradores mais antigos do lugarejo.
--- Como é mesmo o nome dessa região? Perguntou o secretário do Meio Ambiente, e Belarmino, muito simples e recatado como todo bom caipira, respondeu na bucha:
--- O nome certo memo é Córgo do Cervo, mais prá nóis, aqui é o Córgo do Pisa Macio!
--- Interessante, muito interessante os dois nomes. Mas porquê vocês chamam esse lugar de “Pisa Macio”?
---Ah, seu dotô, é que aqui tem tanta cobra, mas tanta cobra, que a gente vise pisando macio!