ECONOMIA

Arrecadação federal sobe - Economistas afirmam que o Brasil decolou

Publicada há 9 anos

Arrecadação federal sobe - Economistas afirmam que o Brasil decolou


A Secretaria da Receita Federal, informou nesta quarta-feira (20) que a arrecadação federal totalizou R$ 104,2 bilhões em agosto. De acordo com dados oficiais, comparando com o resultado obtido no mesmo período do ano passado, já descontada a inflação, houve um aumento de 10,7%. Tratando-se do melhor resultado alcançado em arrecadação nos meses de agosto, desde 2015. Destaca-se também, que este foi o maior aumento mensal registrado no ano.         

       

Especialistas comentam abaixo:

 

"A arrecadação federal aumentou 10,7% em agosto, para R$104 bilhões. O aumento da arrecadação foi motivada principalmente pelo aumento dos tributos sobre o lucro das empresas, pelo aumento das alíquotas de PIS e CONFINS sobre os combustíveis e pelo aumento do recebimento de parcelas do REFIS (Programa para regularização de débito de impostos e contribuições para a União). O aumento da arrecadação é consequência da leve recuperação da atividade econômica e deve contribuir para o atingimento da meta de déficit fiscal de R$159 bilhões estimada pelo Governo para 2017, mas ainda é necessário entender qual era a expectativa de arrecadação até agosto que era considerada pela Governo. A nossa percepção é de que isto terá leve reflexo sobre as variáveis macroeconômicas e sobre os mercados", ressalta Vicente Koki, Analista-chefe da DMI Group.  

     

"De modo geral, após termos o pior mês de julho desde 2010 em termos de arrecadação fiscal, é natural que se observe a melhora de um mês para o outro. O que acontece é que realmente existe um sinal de que a economia começará a melhorar, mas, nota-se que há uma conjunção de fatores para que a economia volte a andar e que o país volte a se desenvolver. Ao mesmo tempo, existe esse índice puxado pelo REFIS das instituições financeiras, que acaba distorcendo um pouco esse número. Mas é importante lembrar, que é mais um indicador de que o país começa a criar uma possibilidade de crescimento novamente. Isso acompanhado da inflação praticamente próxima de zero, a queda do dólar, de maior estabilidade política e de um leve crescimento no PIB no último trimestre, acaba tendo alguns fatores que geram uma situação favorável. Mas, isso é um dado do governo, que se isolado não diz muito, portanto, é preciso aguardar a aparição de dados mais consistentes que apontem mesmo a melhora econômica. É um dado relevante, mas que não gera euforia", afirma Pedro Coelho Afonso, Diretor de operações.


"Em linha com as outras importantes variáveis macroeconômicas, a arrecadação federal apresentou uma variação positiva importante. Tanto no dado da margem, de um mês para outro, como no dado anual. Isso vai confirmando nosso diagnóstico de que a economia encontrou, no fundo do poço, um ponto mínimo do primeiro semestre e vai – ainda que lentamente – mostrando recuperação. E mesmo que ela seja modesta, as variáveis se beneficiam muito com isso. Basta a economia se recuperar um pouco, que toda as grandes variáveis vão se recuperando. E assim foi com a arrecadação federal", explica Pedro Paulo Silveira, Economista-chefe da Nova Futura Investimentos.




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