PENSAMENTO DA SEMANA:

"Quando tudo nos parece dar errado acontecem coisas boas, que não teriam acontecido se tudo tivesse dado certo".
Renato Russo
MINUTINHO:
As aflições do mundo
Em conhecida passagem do Evangelho, Jesus diz a Seus discípulos que no mundo eles terão aflições. Os registros bíblicos confirmam a previsão.
Todos os companheiros diretos de Jesus enfrentaram grandes padecimentos. Apenas João Evangelista não foi martirizado.
Evidentemente, houve sensível progresso desde aquela época. Os costumes se refinaram e hoje, na ampla maioria dos países, não se cogita mais de matar alguém por sua fé.
Contudo, o alerta do Cristo permanece atual. A mensagem cristã é a da vida reta e fraterna. O cristão deve ser honrado e solidário.
Não basta viver retamente, sendo necessário amparar os irmãos de jornada. Também não adianta apenas ser generoso com o semelhante. É preciso dar a César o que é de César, no sentido de cumprir rigorosamente os próprios deveres.
Ocorre que quem se aprimora, em geral, passa a esperar conduta idêntica dos que o rodeiam.
A criatura rigorosamente honesta anseia por viver em um meio honesto. Ao desenvolver uma sensibilidade mais apurada, anela por beleza e suavidade.
Entretanto, o mundo segue em seu próprio ritmo.
Um homem pode apenas ditar a cadência de sua evolução.
Quanto aos demais, resta-lhe somente influenciar, mais por exemplos do que por palavras. Afinal, o livre-arbítrio é uma dádiva de Deus aos Seus filhos. Cada um é livre para decidir os seus caminhos e se vai apressar ou retardar o passo rumo à paz.
Bem se vê como é delicada a posição do genuíno cristão no mundo. Ele elege um ideal sublime, esforça-se por vivê-lo e deseja que se expanda, no benefício geral. Contudo, o mundo não corresponde a contento a esse anseio.
O cristão necessita ser o sal da Terra e a luz do Mundo.
Justamente por isso, não pode se afastar dos irmãos de jornada.
Daí vive honradamente em um mundo corrupto.
Por consequência, experimenta contínuas aflições.
Aflige-se pelos filhos que não aproveitam a educação recebida e optam por trilhar estranhos caminhos. Angustia-se pelo esposo ou esposa que não lhe partilha o ideal. Agasta-se por deslealdades que testemunha na vida profissional. Entristece-se pela falta de honestidade de políticos e dirigentes públicos.
Entretanto, se a aflição é esperada, o desânimo não se justifica. O progresso ocorre com vagar, mas é uma lei da vida.
As perfeitas Leis Divinas tratam de colocar tudo em seu lugar, no lento ciclo dos séculos.
O relevante é a paz de consciência de quem age retamente. E a inefável certeza de que transita para fases superiores da existência imortal, na condição de agente do progresso.
Autoria desconhecida
CRÔNICA
Existe vida após o parto?
No ventre de uma mulher havia dois bebes. Um perguntou ao outro:
- Você acredita na vida após o parto?
O outro respondeu: - Sim, claro! Tem que haver algo após o parto. Talvez estejamos aqui para nos prepararmos para o que seremos mais tarde.
- Tolice, disse o primeiro, “não existe vida após o parto. Que tipo de vida seria essa”?
O segundo disse: “Eu não sei, mas haverá mais luz que aqui. Talvez nós andaremos com nossas pernas e comeremos com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não entendemos agora.”
O primeiro retrucou: “Isso é um absurdo! Andar é impossível... E comer com nossas bocas? Ridículo! O cordão umbilical nos supre a nutrição e tudo que nós precisamos”.

O segundo insistiu, “Bem, eu acho que há algo e talvez é diferente daqui. Talvez nós não precisaremos desse cordão físico mais”.
O primeiro respondeu, “Tolice, e além do mais, se há vida, porque ninguém nunca voltou de lá? O parto é o fim da vida e após o parto não há nada além de escuridão, silêncio e esquecimento. O parto nos leva a lugar nenhum”.
- Bem, eu não sei, disse o segundo, “mas certamente nós conheceremos a mãe e ela cuidará de nós”.
O primeiro respondeu “Mãe? Você realmente acredita em mãe? Isso é risível. Se a mãe existe então onde ela está agora”?
O segundo afirmou: “Ela está em todo nosso redor. Nós somos cercados por ela, nós somos dela, é nela que vivemos, sem ela esse mundo não existiria”.
O primeiro disse, “Bem, eu não a vejo, então é logico que ela não existe”.
O segundo sentenciou: “Às vezes, quando você estiver em silêncio, focar e realmente escutar, você poderá perceber a presença dela e você poderá ouvir a sua amável voz, nos chamando lá de cima”.
Analise: pode haver mais semelhanças entre o nascimento e a morte do que pensávamos originalmente?
Útmutató a Léleknek