Por Beto Iquegami
ABUNDAM NOMES, E FALTAM CANDIDATOS
Vamos lá! Tentaremos arrolar todos, mas sempre há o risco de algum nome ficar fora. Ana Bim (se concorrer) e Zambon; Zambon e alguém do PSDB; André Pessuto e Chico Arouca; Renato Colombano e Henri Dias; Carlos Lima e alguém; Ricardo Franco ou outro nome do PMDB; Cida Pessoto ou outrém do PP e até mesmo o tucanato em voo solo (ou ao menos encabençando uma coligação). E ainda sobra o PT que dificilmente liderará alguma composição majoritária mas tem força em qualquer coligação. Resumindo, sobram nomes, mas faltam candidantos; faltam definições. E já estamos adentrando o mês de maio.
MAS NÃO É SÓ POR AQUI!
Mas não deduzam que tal “fenômeno” só ocorre por aqui. Ledo engano! Ele se repete com frequência absurda região afora, quiçá até mesmo no país. Vejamos, sucintamente, só por aqui. Na vizinha Jales, Pedro Callado pode entrar na disputa, porém reluta em busca de cenário mais favorável, causando clima de suspense similar ao daqui. Até o democrata Flá Prandi, adversário de primeira linha, protela o ingresso no pleito; em Votuporanga, nem mesmo o grupo denominado “Centrão”, que por lá domina há 16 anos, sabe o que fazer: apoiar João Dado, tentar emplacar Helton Borges, relançar Carlão Pignatari ou outro nome?
TEM EXCEÇÕES, PORÉM POUQUÍSSIMAS
Na nossa microrregião, tudo exatamente similar. Dos mais de 30 municípios de circulação deste “O Extra.net”, apenas se tem a certeza da participação de Pedro Itiro em Estrela, de Lene Marssola em Macedônia e de Rosa Caldeira em Valentim. Isso sem que qualquer dos três externasse confirmações. A ratificação é mais fruto de deduções lógicas. E notem bem que a indefinição abrange, inclusive, muitos daqueles que podem pleitear a reeleição, sentados na máquina administrativa (o que pode representar uma vantagem) e, mesmo assim, relutam em tornar às urnas.
MAS, AFINAL, QUAL O MOTIVO?
Eis a indagação remanescente! Muitas têm sido as considerações, embora todas posssam serem questionadas. A mais corrente é o clima político nacional confuso, que além de paralisar a economia, a geração de empregos, também asfixia a política; outra e não sem fundamento, reside no imenso abismo financeiro que paira sobre as Prefeituras, sem qualquer perspectiva de melhoras; outra na tendência dos eleitores em renovarem os nomes de seus representantes, processo esse que por aqui, carece de novos expoentes. Enfim, somatizando-se todas essas alegações com a falta de dinheiro nos bolsos dos candidatos, chega-se a conclusão óbvia.
PERGUNTAR OFENDE?
- Não é obrigação da oposição lançar seus nomes primeiros? Claro! Então por que não o fazem?
UTOPIA? VILA ESPORTIVA DE R$ 1 MI?

George Hilton, ex-ministro do Esporte
Parece que tudo por aqui é mais difícil! Lembram-se da promessa do então ministro dos Esportes feita em janeiro de investir R$ 1 milhão numa Vila Olímpica em Fernandópolis com cinco núcleos? Pois o tema repercutiu na última sessão, com vereadores cobrando informações da municipalidade sobre o andamento do convênio. A resposta isentou a administração municipal de culpa: o projeto foi feito e a União cadastrou no sistema. Então o que falta? Pareceres técnicos diversos e o principal: existência de recursos financeiros para a empreitada e sua liberação. Detalhe: quem prometeu, hoje sequer é ministro.
MAIS UM ANO PARA SE ESQUECER
Se 2015 não deixou saudades, este ano deve merecer o esquecimento completo. A crise só se exponencia! E a dimensão mais exata de sua quantificação pode ser extraída de dados divulgados pela Justiça Trabalhista. Ano passado, o número de processos afetos cresceu assustadores 12,3% no país, com cerca de 2,6 milhões de ações ajuizadas.
MAS AINDA TEM PIOR!
E para provar que 2016 será pior - e muito -, eis outro dado preocupante: somados apenas os três primeiros meses deste ano e parte de abril, a Justiça Trabalhista local - de Fernandópolis -, já recebeu o mesmo volume de ações de todo o ano passado. Pasmem! Já ingressaram por aqui cerca de 1,8 mil processos! Quantos anos serão necessários para a recuperação?
FUTEBOL EM BAIXA
Após a terrível campanha que culminou com o rebaixamento do Fefecê, mais uma equipe da região - o Jalesense Atlético Clube - que iria disputar a Liga Paulista, parece ter sucumbido. O investidor, um empresário de Presidente Prudente que prometera bancar a equipe, bateu em retirada após discórdia com diretores local. Não se sabe o futuro do Jalesesnse.
POR AQUI, MAS COM A CABEÇA POR LÁ

Márcio França, vice-governador do Estado de São Paulo
E o vice-governador paulista passou ontem por aqui, logicamente de olho nas composições partidárias local com vias para outubro. Mas informações confidenciais indicam que o interesse mor fica um pouco mais distante. Na real sua visita foi com a intenção de definir a candidatura do PSB, seu partido, para enfrentar Edinho Araújo-PMDB, em Rio Preto. O atual prefeito - Valdomiro Lopes - é do mesmo partido - e apregoou a candidatura do deputado estadual Orlando Bolçone, também do PSB, para o Executivo. Eles sofrem pressão de Alckmin para coligarem com o PSDB de Vaz de Lima.
DADO: ENGOLINDO CARLÃO E HELTON BORGES

João Dado, ex-deputado federal
Cada vez mais graúdas lideranças têm feito essa colocação: João Dado, aos poucos, vem demolindo a pré-candidatura do tucano Helton Borges, nome escolhido e bancado pelo deputado Carlão Pignatari, a ponto de muitos componentes do grupo que governa Votuporanga há 16 anos, proporem um acerto com Dado ou o lançamento de outro nome, com o pupilo de Pignatari indo para vice. Nesta hipótese o nome mais ventilado é do empresário Renato Martins. Até por lá sobram indefinições!
MINHA FATIA DO BOLO? ALOYSIO NA CHANCELARIA?

Aloysio Nunes, senador
Com a iminente queda de Dilma e do PT, a cada dia surgem mais comentários a respeito da composição do futuro governo. Uns desarroados; outros fundamentados. E no rol dessa última apareceu o nome do senador rio-pretense para ocupar o posto de Chanceler. Caso vingue, Aloysio será o primeiro político, após 13 anos de governo PT, a ocupar o cargo, até então destinado exclusivamente aos embaixadores. A preliminar é: o PSDB irá participar de um futuro governo de Michel Temer?
FRASE DA SEMANA
"Tenho que dizer que eu evolui"
Do senador Ronaldo Caiado, respondendo ao questionamento da ministra Kátia Abreu, em defesa da presidente Dilma, que o acusou de ser um dos 33 votos que apoiou o então presidente Collor e ficou contra o impeachment.