Chico Piranha

Marca Jacaré

Marca Jacaré

Por Chico Piranha

Por Chico Piranha

Publicada há 9 anos

Dia desses, um daquelesbelos “Amigos da Onça” passando aqui pela redação, contou porque todo mundo chama o Nelson Moreno,  ex-Coferauto e Faria Veículos, de “Nerso Jacaré”. Diz a lenda que quando ele era mocinho, foi pescar com um grupo de amigos no Rio Grande, lá pelas bandas de Santa Albertina. Naquele tempo, lá por volta da metade dos anos sessenta, o lugar era conhecido como o “paraíso dos peixes de couro”.


Prepararam a tralha para a chamada pesca pesada e se mandaram. Chegaram bem cedinho, amanhecendo o dia e logo trataram de escolher um dos melhores pontos de pesca, apoitando o barco no canalão do rio. Iscaram minhocuçús e espadinhas (tuviras) e o Nelson, precavido por natureza, animado como sempre, tratou de armar logo duas varinhas.


Passa hora, entra hora, sai hora e... nada! Nenhum puxão, nenhum cutucão. Já estavam desistindo de tentar naquele lugar e o Nelson começou recolher uma das varinhas, pra conferir a isca, e derepente, o “trem” pesou e a varinha emborcou...

É enrosco! Não é enrosco! E o Nelsonresolveu ir puxando devagarinho... e a varinha continuou emborcando e a linha zunindo de tão esticada, mas a coisa vinha... de vez em quando dava um galeio prá lá, um galeio prá cá, mas nada de correr ou puxar para o fundo. Aquilo era a coisa mais esquisita desse mundo, sô!

E o nosso herói não desanimou, continuou recolhendo... e todo mundo curioso, esperando, olhando...  até que a coisa apareceu na flor d’água... era uma lata velha, já bem enferrujada, daquelas antigas de querosene, de vinte litros! Claro que o pessoal caiu na gargalhada, tirando o maior sarro na cara do coitado.


Calado, muito aborrecido, pegou a lata e despejou no rio a água que havia dentro dela. Foi quando escutou blam-blam-blam... havia alguma coisa viva se debatendo dentro daquela lata. Não teve dúvida, pegou o canivete e abriu a tallata, e lá dentro, acredite se puder, havia um enorme barbado de uns doze quilos!


O danado entrou dentro dela pelo furo de saída do querosene, quando ainda era alevino... cresceu e não conseguiu sair mais! Cresceu tanto, mas tanto, que acabou espremido dentro da lata e acabou ficando com o lombo gravado em alto relevo: “Querosene Jacaré!”.

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