Erica Cristina

Fisioterapia: qualidade de vida a pacientes com câncer

Fisioterapia: qualidade de vida a pacientes com câncer

Por Erica CRISTINA Tazinaffo

Por Erica CRISTINA Tazinaffo

Publicada há 9 anos

Proporcionar qualidade de vida a pacientes com câncer antes, durante e depois do tratamento é uma das maiores preocupações dos fisioterapeutas que atuam na área oncológica. Esse recursofisioterapico pode ser utilizado em todos os casos, como nos de câncer de mama, tumores de cabeça e pescoço, além dos relacionados ao sistema músculo-esquelético (ossos e músculos). 


No caso do câncer de mama, o grande problema é o esvaziamento ganglionar, ou seja, a retirada dos gânglios linfáticos existentes na axila. Isso pode causar edema e dificuldade na movimentação do braço da mama operada. O tratamento auxilia na recuperação e na prevenção dos distúrbios linfáticos.  


A fisioterapia oncológica é indicada tanto para quem foi diagnosticado com a doença, mas não foi submetido a procedimentos cirúrgicos, como para quem foi submetido à cirurgia e apresenta limitações funcionais, se queixa de dores ou imobilização em alguma região do corpo, ou edema em membros superiores ou inferiores (linfedema).


Fisioterapia oncológica é uma especialidade da fisioterapia. Nesse caso, o foco para o tratamento do paciente com câncer deixa de ser somente a cura e controle da doença. O fisioterapeuta participa ativamente da manutenção da qualidade de vida do doente, tanto no pré, durante, como no pós-operatório, ou nos tratamentos de quimioterapia e radioterapia.


A fisioterapia tem uma atuação fundamental dentro da oncologia. A preocupação dela não é focal, mas sistêmica. Ou seja, não se preocupa apenas com o local afetado pelo câncer, mas com a repercussão do problema em todo o organismo da pessoa, além da sua auto-estima e qualidade de vida. A principal meta da fisioterapia oncológica é mostrar ao paciente a necessidade de retomar as atividades diárias e oferecer a ele condições para isso.


Principais atuações da fisioterapia:


Redução ou desaparecimento da dor;

Recuperação da capacidade cardiorrespiratória;

- Exercícios para ganho de amplitude de movimento, melhorando o movimento do membro afetado;

- Exercícios para fortalecimento ou recuperação muscular;

Melhorar os sintomas da fadiga oncológica (cansaço constante e alterações do sono);

Redução de aderências, queimaduras e endurecimento da pele;

- Melhora na qualidade das cicatrizes;

Drenagem linfática manual para diminuição de edemas (linfedema);

- Eletroterapia (para dor e fortalecimento muscular, em casos indicados).



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