
Semana passada contei aqui o causo do “Rei do Gatilho” e hoje você vai conhecer a história do “Rei do Laço”. Então, senta que lá vem estória...
Apesar de morar num rancho lá pelas bandas de Iturama, lá nas Minas Gerais e adorar pescarias, meu compadre Quinho Nogueira, nunca foi chegado em pescaria embarcada. Depois da tragédia do “BateauMouche”, mesmo depois de vinte e tantos anos, convencer o moço entrar num barco, mesmo com colete salva-vidas, virou uma missão impossível.
Decididamente, o negócio do compadre Quinho é pescaria de barranco, pisando no chão firme. Bom, certo final de semana, com visitas no seu rancho, resolveu providenciar uma mistura extra e resolveu fazer uma de suas raras pescarias noturnas. Pegou uma boa linhada de mão, com uma chumbada média e um belo anzol norueguês, caprichou na isca, preparou o arremesso, girou o corpo, lançou e ...zuuuummm!
Estranho. Não ouviu o barulho da chumbada caindo na água e de repente, a linhada começou esticar, fazendo zigue-zague para cima e para baixo, a coisa mais esquisita desse mundo... Assombração? Não, isso não! Ele não acredita nessas coisas de almas penadas do outro mundo. Mesmo assim, com os cabelos e os pelos em pé, começou recolher a linhada.
Amigo, acredite se quiser, o compadre Quinho conseguiu a absurda façanha de laçar em pleno vôo, um baita dum morcegão!