
"Nunca se preocupe com números. Ajude uma pessoa de cada vez e comece pela mais próxima: você".
Madre Teresa de Calcuta
MINUTINHO:
Jesus, sempre Jesus!
Ante o panorama de tantas guerras entre os homens; ante a explosão estarrecedora da violência e dos injustificáveis atentados à vida humana, supliquei ao Mestre Amado:
Senhor Jesus!
Nunca a Terra precisou tanto do Teu respaldo sagrado, de Tua mão misericordiosa, de Teus cuidados. A Humanidade sofrida clama por piedade, à medida que a onda truculenta do mal invade as praias de nossas benditas esperanças. O coração do homem de bem sangra, seus olhos derramam lágrimas amargas e a mente Te busca num pedido de socorro, de luz que venha clarear o caminho. Senhor Jesus! Os homens de bem se veem tão desarvorados, frente a tantas amarguras e atos revoltantes. Maldade e ganância dos inconsequentes chega a extremos inconcebíveis. São tantas as vulgaridades querendo ser eleitas como justas e aceitáveis. Tão grande a hipocrisia dos mandatários terrenos. Tão enganadoras as ilusões que os move nessa bancarrota sem limites... Tanta avidez em subverter valores sedimentados. Tantas mentiras querendo posar de verdades supremas. Tanta dor, tanto sofrimento, tanta desilusão na alma dos que ainda titubeiam na busca da verdade. Tanta aflição no coração das mães que temem pelos filhos que embalam.
Então silenciei, meditei, ponderei. E dei-me conta de que o Mestre a tudo isso previu. E deixou a rota segura para quem O buscasse.
Dirigi-me à biblioteca e busquei o roteiro bendito que Ele nos legou.
Uma vez mais mergulhei a mente na leitura do Evangelho de luz, encontrando ali o meio de acalmar essa agonia que nos invade nestes momentos de dores superlativas, na face da Terra.
Encontrei a primeira gota de consolo ao me deparar com o Seu convite:
Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo.
Em seguida constatei que as bem-aventuranças por Ele anunciadas renovam nossas esperanças, acalmando nossos corações, nos ajudando a resistir ao mal, e nos fazendo instrumentos de Sua vontade:
Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. Bem-aventurados os famintos e sequiosos de justiça, pois que serão saciados.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que deles é o reino dos céus.
E nos elucida ainda mais, ao nos convidar a mantermos puros os nossos corações, a sermos brandos e pacíficos, nos conclamando à misericórdia para com todos.
Esclarece-nos que devemos perdoar para sermos perdoados.
Mais, a perdoar setenta vezes sete vezes cada ofensa recebida, e que esse perdão precisa ser um ato do coração.
Também que perdoar aos inimigos é obter perdão para si próprio, pois quem de nós dele não necessita?
Ensina-nos a sermos indulgentes porque a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta, irrita.
E finalmente, salienta a necessidade de amarmos ao próximo como a nós mesmos, estabelecendo que esse é o mandamento maior.
Redação do Momento Espírita

CRÔNICA
O garoto das
meias vermelhas
Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito. Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa. Todos os outros meninos zombavam dele por causa das suas meias vermelhas.
Um dia o cercaram e lhe perguntaram por que ele só usava meias vermelhas. Ele falou, com simplicidade:
- No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Colocou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo iria rir de mim, por causa das meias vermelhas. Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que era o seu filho.
Ora, disseram os garotos, mas você não está num circo. Por que não tira essas meias vermelhas e as joga fora?
Ele olhou para os próprios pés, talvez para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou:
- É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso, eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me levará com ela.
Autoria desconhecida