ETERNIUN

'Ninguém é tão ignorante que não tenha nada a ensinar'

'Ninguém é tão ignorante que não tenha nada a ensinar'

Publicada há 7 anos

PENSAMENTO DA SEMANA



"Ninguém é tão ignorante que não tenha nada a ensinar; ninguém é  tão sábio que não tenha nada a aprender".


Blaise Pascoal



MINUTINHO:

Quanto mais

Abençoai sempre as vossas dificuldades e não as lastimeis, considerando que Deus nos concede sempre o melhor e o melhor tendes obtido constantemente com a possibilidade de serdes mais úteis.

Quanto mais auxiliardes aos outros, mais amplo auxílio recebereis da Vida Mais Alta.

Quanto mais tolerardes os contratempos do mundo, mais amparados sereis nas emergências da vida, em que permaneceis buscando paz e progresso, elevação e luz.

Quanto mais liberdade concederdes aos vossos entes amados, permitindo que eles vivam a existência que escolheram, mais livres estareis para obedecer a Jesus, construindo a vossa própria felicidade.

Quanto mais compreenderdes os que vos partilham os caminhos humanos, mais respeitados vos encontrareis de vez que, quanto mais doardes do que sois em benefício alheio, mais ampla cobertura de amparo do Senhor assegurará a tranquilidade em vossos passos.

Continuemos buscando Jesus em todos os irmãos da Terra, mas especialmente naqueles que sofrem problemas e dificuldades maiores que os nossos obstáculos, socorrendo e servindo e sempre mais felizes nos encontraremos sob as bênçãos dele, nosso Mestre e Senhor.

Francisco Cândido Xavier/

Bezerra de Menezes




CRÔNICA

Motivo da

infelicidade

O escritor Malba Tahan, hábil contador de lendas e contos orientais, narra em uma de suas valorosas obras a história do livro do destino.

Diz ele que, certa vez, quando um mercador voltava de Bagdad, onde fora vender peles e tapetes, encontrou um homem muito mal vestido que, gesticulando e praguejando sem cessar, chamou-lhe a atenção.

- Eu já fui poderoso! Já tive o destino nas mãos. – Esbravejava ele.

- É um pobre coitado! – Falavam uns. - Não regula bem do miolo! – Afirmavam outros.



Sentindo irresistível atração pela história do desconhecido de turbante esfarrapado, aproximou-se dele e, depois de tranquila conversação, ele lhe confidenciou:

- Eu já tive nas mãos o destino da Humanidade inteira. Afinal, a vida de todos nós está escrita no grande livro do destino. Cada homem tem lá sua página com tudo o que de bom ou de mau vai lhe acontecer. Um dia, quando me encontrava vagando pelo deserto, encontrei uma gruta encantada, em cuja entrada havia um ser bondoso de sentinela. Deixou-me entrar, avisando-me, porém, que só poderia permanecer na gruta por poucos minutos.  Dentro da gruta encontrei o tal livro do destino. Era minha intenção alterar o que estava escrito na página de minha vida e fazer de mim um homem rico e feliz. Bastava acrescentar: “Será um homem feliz, estimado por todos. Terá saúde e muito dinheiro”. Havia tempo de sobra para fazer isso.

Continuando, o “desgraçado” acrescentou:

- Infelizmente me lembrei antes, porém, de meus inimigos. Movido por torpes sentimentos de ódio e de vingança, procurei a página referente a um rival meu e, num ímpeto de rancor, sem hesitar, acrescentei: “Morrerá pobre, sofrendo os maiores tormentos”. Na página de outro inimigo escrevi: “Perderá todos os seus haveres. Perderá seus amores e morrerá de fome e de sede no deserto”. E, assim, sem piedade, fui prejudicando deliberadamente todos os meus desafetos.

Nesse momento, o mercador, que ouvia a história, não resistiu e interrompeu a narrativa.

- E na sua vida? O que você fez na página que o destino dedicara à sua própria existência?

- Ah, meu amigo, respondeu ele - torcendo as mãos nervosamente -. Nada fiz em meu favor. Preocupado em fazer o mal aos outros, esqueci-me de fazer o bem a mim próprio. Semeei infortúnio e dor e, por justa consequência, não colhi a menor parcela de felicidade. Quando me lembrei de mim, quando pensei em tornar feliz a minha vida, estava terminado meu tempo. Sem que eu esperasse, o sentinela me arrastou para longe da gruta, onde jamais consegui retornar porque nunca mais reencontrei o caminho. Perdi a única oportunidade que tive de ser rico, estimado e feliz.

Autoria desconhecida




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