INCONFORMISMO G

“Se não nos unirmos seremos atropelados”, dispara Flávia Resende

“Se não nos unirmos seremos atropelados”, dispara Flávia Resende

Ex-diretora da Drads de Fernandópolis abre o jogo sobre exoneração da Drads

Ex-diretora da Drads de Fernandópolis abre o jogo sobre exoneração da Drads

Publicada há 9 anos

Por Jorge Pontes


Após adotar cautela por meio do silêncio, a ex-diretora da Drads – Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social-, abriu o jogo e falou sobre sua exoneração, ocorrida no último sábado (30), após oito anos na pasta, e consequentemente, da nomeação de Meire Regina de Azevedo e Silva, de Votuporanga para seu lugar.


 Com a presença de autoridades e da imprensa de Fernandópolis, Flávia expôs sua indignação tanto por ter sido exonerada na surdina quanto pelo fato de o secretário do Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, ter nomeado uma votuporanguense para assumir o cargo da unidade de Fernandópolis.

 Coletiva foi realizada na Padaria Fama, no centro da cidade



“Não sabia de nada. Uma servidora da Drads, responsável por acompanhar os atos oficiais que me avisou logo pela manhã (de sábado). Eu não tinha conhecimento algum disso. Já estávamos sofrendo um desconforto enquanto instituição, sinalizando para um desrespeito. Uma coisa é ouvir nos corredores, outra é o que de fato aconteceu”, contou Flávia Resende.


 Em relação à interferência velada do deputado Estadual Carlão Pignatari, Flávia contou que sabia que algo poderia acontecer em relação à Drads de Fernandópolis, porém, jamais pensou que seu cargo estaria em risco. “Nos últimos meses as coisas mudaram. Os eventos da pasta (secretaria estadual do Desenvolvimento Social) não eram mais realizados aqui. Em uma oportunidade, o secretario (Pesaro) disse que não tinha nada contra mim, me elogiou, mas disse que tinha uma fatura para pagar com o Carlão e que precisava privilegiá-lo. E o secretário nunca pisou em Fernandópolis. O que mais machuca não é o fato de ter me tirado do cargo confiados pelos três últimos secretários –Rogério Amato, Rodrigo Garcia e Rogério Hamam-, mas sim de ter nomeado uma pessoa de Votuporanga. Temos muitas pessoas em Fernandópolis com muita capacidade para assumir este cargo. Isso é inadmissível”, destacou.


Flávia Resende entrou na Prefeitura ainda na gestão de Newlton Camargo, atuando ainda com Adílson Campos, Ruy Okuma e Ana Bim. No entanto, com disparidades na forma de trabalhar entre ela e Bim, Flávia deixou a Prefeitura de Fernandópolis e rumou à Drads, a convite de Julio Semeghini para um dos três núcleos existente na diretoria regional, o de avaliação e supervisão, onde ficou por dois anos até chegar à gestão da Drads de fato.     “Sempre tive tranquilidade para exercer minha função e por isso fico a vontade de estar aqui hoje com vocês. Não tem motivo para exonerar alguém sem diálogo. É a primeira vez que isso ocorre na Drads. Sei do que fiz, sei da minha história, então para que tomar uma decisão dessas?”, questionou ela, afirmando ainda que se não houver união na cidade Fernandópolis será atropelada.

últimas