FEBRE AFTOSA

Prazo para vacinação termina no próximo dia 31

Prazo para vacinação termina no próximo dia 31

Estado de São Paulo é livre da doença desde 1994

Estado de São Paulo é livre da doença desde 1994

Publicada há 9 anos

Por Jorge Pontes


Teve início no último dia 1º e vai até o próximo dia 31 o período para vacinação do rebanho contra a Febre Aftosa em todo Estado de São Paulo, onde não são registrados casos há 22 anos. Nesta primeira etapa, bovinos e bubalinos, de até 24 meses de idade, deverão ser vacinados, lembrando que a declaração do rebanho imunizado deverá ser feita até o dia 7 de junho.


O médico veterinário responsável pelo EDA – Escritório da Defesa Agropecuária de Fernandópolis, Felipe Guerra Gobbi, lembra que tão importante quanto à vacinação é a declaração do rebanho. “Nós temos de ter um controle sobre o índice do rebanho vacinado, e a falta de declaração acarreta numa multa de 03 UFESPs por animal, ou seja, R$70,65 por cabeça que deixar de comunicar a vacinação”, destacou.


Já para aqueles que não vacinarem a multa é ainda maior, 05 UFESPs, ou seja, R$ R$117,75 por animal não vacinado.  


Desde 2014, o pecuarista pode realizar a declaração sem sair de casa. Isso porque o Sistema GEDAVE – Gestão de Defesa Animal e Vegetal-, proporcionou a possibilidade de declarar a vacinação pela internet. Praticamente todos os pecuaristas da região abrangida pelo EDA já ativaram seu cadastro e possuem acesso para desfrutar de tal mecanismo, que possibilita ainda a emissão da GTA - Guia de Trânsito Animal. De acordo com Gobby, a estimativa é de que 90% dos produtores já realizam declaração pelo GEDAVE.

Nos municípios abrangidos pelo EDA de Fernandópolis, o rebanho total é de 230.186 bovinos e 191 bubalinos. Na última campanha contra a Febre Aftosa, em novembro do ano passada, 99,94% desta população bovídea (bovinos e bubalinos) envolvida foi imunizada, cumprindo a meta e colaborando para que o Estado de São Paulo continuasse livre da doença altamente contagiosa. No Estado, o percentual foi de 99,55%.


ORIENTAÇÕES PARA UMA BOA VACINAÇÃO

 -Revisar as instalações para o bom andamento e segurança da vacinação;

-Adquirir as vacinas de revendedores confiáveis e em quantidade compatível com o número de animais a ser vacinados;

-Manter rigoroso controle do acondicionamento das vacinas, mantendo em geladeira na temperatura entre 2 e 8 ºC ou em caixas térmicas com duas partes de gelo para uma de vacina. É muito importante a conservação adequada, pois tanto o congelamento quanto o calor anulam a eficiência da vacina;

-Manter a seringa dentro da caixa térmica mesmo nos pequenos intervalos entre as aplicações;

-Evitar deixar os animais presos por períodos prolongados;

-Disponibilizar aos animais fácil acesso a água e alimentos após a vacinação;

-Evitar estressar e maltratar os animais, o que pode causar prejuízos (abortos, traumatismos, etc.) e prejudicar a resposta imunológica à vacinação;

-A dose a ser aplicada em cada animal deve ser aquela indicada no rótulo do frasco de vacina. Uma dosagem menor do que a indicada pelo fabricante não proporcionará proteção desejada;

-Devem ser utilizadas agulhas de tamanho adequado, limpas e com bom estado de conservação. Agulhas de calibre muito grosso podem provocar refluxo de vacina e reduzir a quantidade aplicada;

-As vias de aplicação devem ser observadas no rótulo ou na bula das vacinas;

-Zelar pela limpeza e assepsia dos equipamentos e instrumentais utilizados na vacinação;

- Verificar a adequada contenção dos animais, preservando sua integridade e da equipe de vacinação e evitando riscos desnecessários;

- Não aplicar a vacina em partes impróprias e/ou sujas do corpo do animal;

- Utilize uma agulha só para retirar a vacina do frasco, minimizando a contaminação do conteúdo do frasco com a agulha que teve contato com o animal;

- Trocar a agulha a cada lote de 10 animais vacinados, substituindo por uma limpa e em bom estado, descartando agulhas desgastadas e/ou tortas, lavando e desinfetando agulhas em condições de ser reutilizadas.


últimas