PROBLEMAS DE SE
Vandalismo, roubo e tráfico “assombram” os cemitérios municipais
Vandalismo, roubo e tráfico “assombram” os cemitérios municipais
Traficantes e usuários de droga destroem os túmulos e jardins na intenção de esconder os entorpecentes; consumo também é feito no local: DISE realizou recentes operações e prendeu quatro pesso
Traficantes e usuários de droga destroem os túmulos e jardins na intenção de esconder os entorpecentes; consumo também é feito no local: DISE realizou recentes operações e prendeu quatro pesso

Polícia Civil investiga a ação de traficantes nos dois cemitérios da cidade; até túmulos são usados para esconder drogas
Por Breno Guarnieri
As queixas de vandalismo dentro dos dois cemitérios municipais de Fernandópolis estão cada vez mais frequentes por parte da população. Enquanto não há solução definitiva para o problema as ocorrências se repetem. Segundo apurou a Reportagem de “O Extra.net”, traficantes têm escondido drogas em túmulos do cemitério da Saudade, o mais antigo da cidade, e do cemitério da Consolação.

A Polícia Civil investiga os casos e, recentemente, uma quadrilha de traficantes, que usava um dos cemitérios da cidade para estocar drogas, foi presa. De acordo com a DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), o fato dos cemitérios serem lugares tranquilos, que não levantam suspeitas, e o pouco movimento de pessoas, além das várias opções de esconderijo, são as motivações para os traficantes, que acabam danificando os locais. Vasos de flor, capelas e até túmulos são usados para esconder as drogas. Em menos de duas semanas quatro pessoas foram presas traficando nesses locais e foram apreendidas porções de crack, maconha e embalagens utilizadas no crime, que prevê de 5 a 15 anos de prisão, em caso de condenação.
DROGAS EM CIMA DAS CAPELAS

No cemitério da Saudade, os investigadores da DISE encontraram drogas em cima de algumas capelas e em meio aos galhos de uma árvore. A Polícia diz que os suspeitos usavam até uma escada para ter acesso aos pontos mais altos das árvores. A falta de segurança é o principal problema apontado pela Polícia, já que o portão fica aberto o dia todo, o muro é baixo e não há nenhum vigia no local. No cemitério da Consolação também não há nenhum controle de quem entra e sai. Os sinais de abandono estão nas placas quebradas do muro da entrada e na sujeira acumulada nos fundos.
FAMILIARES LAMENTAM
Um dos recentes casos foi denunciado à Reportagem pelo empresário Marcos Almeida Silvares, de 32 anos. Ele conta que o pai esteve visitando o túmulo da mãe na semana passada e percebeu que três floreiras de granito foram roubadas. Os pisos da sepultura também foram quebrados pela ação dos vândalos. No mínimo, R$ 500 de prejuízo, segundo a família. “Meu pai chegou ao cemitério da Saudade e estava tudo revirado. Ele voltou para a casa chateado. É uma situação delicada. Isso não deve acontecer”, lamentou Marcos. Conforme João Wilson Medeiros, de 38 anos, os estragos no túmulo de sua avó são provocados há tempo. “Não podemos mais ver o que está ocorrendo. Eles não têm respeito nem mesmo pe
lo cemitério. Os vândalos estão destruindo os túmulos, quebrando vidraças das capelas e danificando as cruzes. Falta de respeito total”, acrescentou.

NÃO HÁ VIGILÂNCIA

A Prefeitura de Fernandópolis informou que os cemitérios fecham às 18h e que, para melhorar a segurança, o município colocou mais iluminação em todos eles. A Prefeitura disse ainda que está consertando os muros e aumentando a altura deles. Sobre vigilância, no momento, o município não dispõe de profissionais para o serviço. As reclamações de vandalismo podem ser feitas por meio da Ouvidoria Municipal no telefone 0800 7724550.