Jorge Pontes
O diretor-proprietário da Fundação PIO XII, mantenedora do Hospital do Câncer de Barretos, Henrique Prata, está nesse momento no Fórum de Fernandópolis em uma audiência para protocolar uma ação civil pública contra o governo do Estado de São Paulo. Prata veio até a região para acompanhar o show da dupla Chitãozinho e Xororó, no Salão Villa Rocca em prol do Hospital de Câncer de Barretos – unidade de Jales.
No Fórum, ele foi recepcionado pelo educador, Carlos Cabral, representando os profissionais da Eucação de Fernandópolis e região, que lhe entregou o abaixo-assinado contra o fechamento da unidade do HC de Fernandópolis, cujo documento contém 12.216 assinaturas.
Henrique Prata esteve em Fernandópolis no último dia 31, na oportunidade em que anunciou o fechamento da unidade do HC de Fernandópolis tanto pela falta de recursos estaduais, prometidos pelo governador Geraldo Alckmin quanto pelo não credenciamento SUS da unidade de Jales e de Fernandópolis. Já ontem (14), em entrevista ao jornalista Rogério Constantino, na cidade de Santa Ernestina, o Alckmin foi interpelado sobre o não credenciamento da unidade, o que pode fazer com que esta venha a fechar as portas.

Carlos Cabral entregou o abaixo-assinado nas mãos de Henrique Prata com 12.216 assinaturas

Assinaturas colhidas pelos fernandopolenses
Veja o que disse o Governador Geraldo Alckmin:
“ Existem as unidades do Hospital do Câncer de Barretos, tanto Barretos quanto de Fernandópolis. E o problema é que o governo federal precisa credenciar o hospital para que ele possa receber dinheiro do SUS. Nós aprovamos na comissão bipartite e mandamos faz mais de um ano para o governo federal. O ministério da saúde alega que não tem dinheiro e não credencia o hospital. Então isso não depende do estado, depende do governo federal.
A crítica dele foi injusta. Se pegar os 3 níveis de governo, nenhuma prefeitura dá dinheiro para os hospitais. O governo federal sequer credencia um hospital que está funcionando. E quem está ajudando é o estado. Para você ter uma ideia, nós passamos voluntariamente de recursos do estado 178 milhões de reais nesses últimos 3 anos. Nesse ano, passaremos 36,5 milhões, dos quais 16,4 já repassamos. Eles ainda receberão mais 20,1 milhões nesse ano.
Eu fui ao novo ministro da saúde, Ricardo Barros, e falei sobre o problema. Temos hospitais de câncer, UTIs e tudo sem credenciamento. Então não é justo que São Paulo arque com uma conta que nem é do estado, já que muita gente vem de outros estados para o hospital. E o governo federal, mesmo com aquela tabela do SUS que não cobre nem a metade do custo, eles pagam. Porque eles não credenciam. “Se abriu o hospital, problema seu”. É uma judiação. Mas nós vamos repassar, só neste ano, 20,1 milhões”.
Com informações de: http://jornalcidadesonline.com.br