POLÍTICA

Pinato e grupo de empresários listam medidas a serem discutidas diante da crise

Pinato e grupo de empresários listam medidas a serem discutidas diante da crise

Reunião foi realizada por vídeoconferência, com cerca de 50 empresários de diversos setores

Reunião foi realizada por vídeoconferência, com cerca de 50 empresários de diversos setores

Publicada há 4 anos

Da Redação

Na última terça-feira, 31, Pinato participou de uma reunião realizada por vídeoconferência, com cerca de 50 empresários de diversos setores.

O objetivo foi discutir a conjuntura ante as necessidades geradas a partir do COVID19 e consequente turbulência na economia do País. Após a reunião, chegaram as seguintes conclusões.

A hora é de uma ampla e irrestrita união nacional, união do povo brasileiro e dos Poderes constituídos. O presidente da República, o Congresso Nacional, o Poder Judiciário, os governadores e os prefeitos, devem empunhar na mão esquerda uma bandeira branca (da paz e entendimento) e na direita a bandeira brasileira, nosso símbolo maior, do patriotismo, da ordem e do progresso. Espírito que foi abraçado por todos.

A pandemia está aí e já deixou um rastro de destruição em todos os países que contaminou.

O Ministério da Saúde brasileiro, de ombro dado com os estados e municípios, estão fazendo um belo trabalho.

O PROBLEMA

Contudo, a ajuda financeira do governo federal para socorrer as empresas brasileiras ainda é tímida e lenta, comparada com a velocidade da deterioração da economia das empresas, em especial ao varejo.

A hora do governo federal agir é já e agora, pra evitar o fechamento das empresas e o consequente estouro do desemprego.

O Governo Gederal deve usar nossas Reservas Internacionais para manter o emprego do povo brasileiro. A considerar que em um ano de gestão a frente do BC, a atual diretoria já se desfez de cerca de 29 bilhões de dólares, a título de estabilizar o câmbio.

A SOLUÇÃO

As Reservas giram hoje em torno de 370 bilhões de dólares, é imperioso que sejam usadas para que os empresários tenham fôlego pra pagar a folha de pagamento, não demitir, e continuar de portas abertas.

Devem ser usadas para estancar a estagnação, os prováveis saques aos mercados e a fome.

O governo federal não deve aceitar as manjadas dificuldades e morosidade impostas pelo BNDES, porque este mesmo banco já foi rápido no gatilho, quando fez empréstimos a juros subsidiados e com carência a perder de vista, pra Cuba e alguns países africanos, e o BC em vender as Reservas.

Agora, sim, o interesse é brasileiro, é NECESSÁRIO QUE O ESTADO DE SUPORTE E BANQUE A FOLHA DE PAGAMENTO dos empregados, durante a vigência da quarentena. Assim salvará a economia.

Abaixo, estão descritos pontos relevantes do encontro, onde representantes do comércio, indústria e serviços manifestaram grandes preocupações com a condução da crise.

  • “Não é o momento de disputas políticas”.
  • Houve demora na tomada de decisões e providências para fazer frente à catástrofe que se aproximava
    Em vez de entrar os bombeiros, entraram os incendiários em campo.
  •  A maneira como o filho do presidente se manifestou contra a China, publicamente, foi irresponsável
  •  Foi unânime a opinião entre os empresários de que o governo precisa urgentemente criar mecanismos financeiros para atender às pequenas e médias empresas, que representam cerca de 70% da força de trabalho do país.
  •  A economia já vinha fragilizada; e continuamos sem um plano econômico que gere crescimento e desenvolvimento
  •  As medidas, até agora, ficam na esfera tributária e só terão efeito a longo prazo
  •  Com a crise provocada pela paralização, as empresas pequenas e médias ficaram completa e totalmente descobertas
  •  Os empresários não têm caixa para bancar dois meses de salários e já iniciaram demissões.
  •  Há um temor generalizado de se instalar o caos no país, com saques e crimes em série
  •  Dizem eles que o governo está basicamente atendendo ao setor bancário, o mais robusto e preparado para esse tipo de enfrentamento.

Outra queixa dos empresários é a lentidão do governo em instalar medidas que possam flexibilizar a tomada de capital no sistema bancário ou

– Liberação de depósitos judiciais para empresas
– Utilização de FGTS para impulsionar pequenas e médias empresas
– Prorrogar por 3 meses os vencimentos dos empréstimos Bancários sem a cobrança de juros
– Crédito com carência de pelo menos 24 meses
– Prorrogar pra 10 meses o Seguro Desemprego igual aos EUA
– Extinção da exigência de CDN para tomada de crédito

  •  O sentimento desses empresários

– Até agora as medidas só estão no papel
– Paulo Guedes abusa do proselitismo político, enquanto mantém o olhar sobre os banqueiros. “É impossível dar satisfação apenas aos banqueiros”
– O governo precisa entender que em 2018 /2019 as empresas apenas se financiaram
– Não há medida nenhuma postergando pagamento de dívida. E os bancos estão aumentando os juros
– Não há política para empresas pequenas e médias e nenhum banco está preparado ou orientado nessa direção
– O sistema Caixa Econômica Federal é draconiano, antigo, defasado e inoperante
– O governo até agora não sabe como vai distribuir o dinheiro e já estamos há duas semanas de pandemia
– Os planos de PG são voo de galinha a serviço dos banqueiros e as pessoas já estão descobrindo que o Posto Ipiranga não tem combustível (não sabe conduzir políticas públicas mínimas)
– Temos que usar nossas reservas, SIM, para colocar a economia para funcionar. É para isso que serve o Fundo Soberano
– Falta planejamento estratégico e coordenação à equipe governamental
– É fundamental a suspensão da dívida pública dos municípios, a exemplo do que ocorreu para os Estados


Fonte: faustopinato.com.br

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