
Por João Leonel
O "Extra.net” proporciona, desde a edição desta terça-feira, um diálogo entre a sociedade fernandopolense e os quatro candidatos à Prefeitura de Fernandópolis. Estamos realizando durante a semana uma série de entrevistas, definida mediante sorteio na Redação deste jornal diário e com a presença de representantes das quatro candidaturas. Dando continuidade à sabatina, que já entrevistou Ricardo Franco e Guilherme Vilarinho, os candidatos respondem a perguntas de munícipes de diversas classes e setores sociais. Hoje, o entrevistado é André Pessuto. Amanhã será a vez de Ana Bim.
Geraldo Pedro Paschoalini - Gerente Administrativo da Associação Comercial e Industrial de Fernandópolis
- Prezado candidato (a), caso a ZPE se torne realidade, como fará para preparar a cidade nas questões de saúde, segurança, educação e capacitação? O que fazer para realmente melhorar o relacionamento entre os Poderes Executivo e Legislativo?
ANDRÉ PESSUTO: Quando a ZPE de fato entrar em atividade, após processo real da compra da área e burocrático junto ao Governo Federal e outros órgãos, entre vários entraves, eu estarei, enquanto prefeito, agindo firmemente para que as novas vagas criadas sejam ocupadas em sua quase totalidade por fernandopolenses, oferecendo cursos de capacitação à nossa gente, conforme a demanda exigida na ZPE. Assim, garantiremos emprego para nossa gente, esforço que será razão maior no nosso governo. Mesmo assim, sabemos que devemos estar preparados em estrutura para áreas essenciais, porque muitos fernandopolenses que deixaram a cidade poderão retornar por conta da oferta de emprego. Para isso, na medida que a ZPE vá se tornando real e visível em termos práticos e burocráticos, estaremos tomando todas as medidas que possibilitem a ampliação dos serviços nas áreas da saúde e educação para atender a demanda dessa nova mão de obra disponível com o retorno de muitos e a vinda de outros para nossa cidade. Mas repito, a prioridade, enquanto prefeito, será de que as vagas na futura ZPE seja, prioritariamente, para fernandopolenses. Quero também registrar que na área da ZPE precisamos - e irei buscar parceria no governo federal, com apoio já dado pelo deputado federal Fausto Pinato -, da consolidação de dois ramais ferroviários que irão interligar a ZPE de Fernandópolis às ferrovias da ALL e Norte-Sul, permitindo assim a melhoria do fluxo ferroviário direto para todas as regiões do Brasil. Quanto ao Executivo, enquanto prefeito, irei respeitar muito a Câmara Municipal. Sou oriundo do Legislativo. Sou um homem de diálogo. Poderemos até pensar diferente em alguns momentos, mas sentaremos e, democraticamente, buscaremos solução para os impasses, se existirem. Meu governo será pautado pelo respeito à Câmara e seus vereadores e vereadoras. Seremos independentes, porém harmônicos entre si, como prega a Constituição Federal. Infelizmente isso não ocorre nos dias de hoje, porque o Executivo acha que o Legislativo deva ser subserviente e homologador de projetos e propostas.
Silmar Olímpio – Vendedor e universitário, concluindo o último semestre de Agronomia na Unicastelo
- Sobre a ZPE. Qual o futuro desse projeto, principalmente na questão da geração de emprego: quando a ZPE sairá do papel? Teremos que esperar mais 10 anos para vermos o primeiro emprego gerado na cidade através da ZPE?
ANDRÉ PESSUTO: O deputado federal Fausto Pinato tem se empenhado para que nossa ZPE seja, de fato, realidade. Todos nós sabemos que será importante, mas hoje em dia também sabemos que o custo da área, sua infraestrutura, a questão burocrática não são tão simples como alguns falam na tentativa de criar falsas expectativas e, por coincidência, no período eleitoral. Mas saibam todos que eu, o Gustavo Pinato, os deputados Fausto Pinato e Gilmar Gimenes estaremos trabalhando duro para que a ZPE saia do papel, seja realidade e possa gerar emprego e renda o mais breve possível. Seria irresponsável em dizer que este projeto será para daqui 10, 15 ou 20 anos, mas sabemos que deverá levar um tempo razoável por conta dos embaraços burocráticos e de investimentos.
Sidnei Cesar Zulian – Perito Criminal, chefe da equipe de Perícias Criminalísticas de Fernandópolis
- Buscando uma maior independência para fomentar o desenvolvimento da cidade, e também clamando para que indústrias se instalem em Fernandópolis, o que deve ser feito em relação aos nossos Parques Industriais? E ainda, seria a falta de vias Marginais o maior entrave? Pois sabemos que a ZPE não depende só do Governo Municipal, mas nossos Parques Industriais sim.
ANDRÉ PESSUTO: Nossos Parques Industriais estão praticamente abandonados pela Prefeitura. Estão esquecidos, deixados à própria sorte. São eles ainda que geram boa parte dos empregos existentes à nossa gente, junto ao nosso comércio e serviços.
Administrador Titosi Uehara
- Se eleito, qual a sua estratégia para buscar o desenvolvimento Agro, Comercial e Industrial de Fernandópolis?
ANDRÉ PESSUTO: Como disse anteriormente, precisamos modernizar nossos Parques Industriais. Terei ação firme no setor de desenvolvimento econômico. Precisamos criar incentivos fiscais para que novos industriais e comerciantes possam abrir seus negócios e novas vagas de trabalho, além de ofertar aos atuais incentivos, infraestrutura e logística. Nos Parques, oferecer asfalto, estrutura na área de TI, calçamento e todo apoio para suas necessidades pontuais. O comércio e serviços também merecem e terão toda nossa atenção. Estarei, no meu governo, fomentando o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico, envolvendo o Poder Público, comerciantes, industriais, micros, pequenos e grandes geradores de emprego e renda e o setor agroindustrial. Vamos criar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico para valorizar e planejar nossa cidade visando seu crescimento, geração de emprego e renda aos fernandopolenses. Quanto ao setor Agro, a Prefeitura pode contribuir muito, principalmente com os pequenos produtores, oferecendo apoio logístico, sementes, maquinário e etc. No meu governo, por exemplo, estaremos estendendo apoio com Patrulha Mecanizada Agrícola, que ficará na própria zona rural e Brasitânia, facilitando, assim, o deslocamento e a atuação para quem produz e gera emprego. Vamos atuar com os produtores na defesa do meio ambiente, mas também dar-lhes condições de produzir, conservar e estender o projeto estadual Melhor Caminho, facilitando o escoamento da produção agrícola.
Professor José Martins Pinto Neto
- O município de Fernandópolis já está investindo entre 25 a 30 por cento do orçamento em saúde (muito acima dos 15% exigidos pela Lei Complementar 141, de 13 de janeiro de 2012) e, mesmo assim, há reclamações dos usuários quanto à, principalmente, falta de alguns medicamentos nas farmácias das UBSs, problema que precisa ser resolvido urgentemente, já que o investimento está alto, ou seja, quase o dobro do mínimo exigido por Lei Federal. O que você pensa realizar para promover o fortalecimento da atenção básica para que ela tenha resolutividade acima de 80% dos problemas de saúde da população, haja vista que agora já temos quase 100% de cobertura da população por meio das 16 Unidades Básicas de Saúde, incluindo as que funcionam no Modelo da Estratégia Saúde da Família, e também de já contarmos com todos os profissionais da saúde concursados (exceto os Agentes Comunitários de Saúde)?
PS.: Além da pergunta, gostaria que pensassem na possibilidade da abertura das UBSs do Modelo da Estratégia Saúde da Família com horário mais ampliado de atendimento à população, como, por exemplo, até às 21 horas. Assim, os usuários do SUS poderiam chegar do trabalho e ir até a UBS para consultas médicas, de enfermagem, fazer inalação, curativos, receber vacinas, exame Papanicolaou, etc. É preciso esclarecer, salientar que a UPA não é para isso, a UPA é para Urgências e Emergências ok? E também não microrregional, como são SAMU e CISARF, pois atende somente os munícipes de Fernandópolis e Brasitânia, somente em situações de Urgência e Emergência.
ANDRÉ PESSUTO: Na saúde, precisamos gastar bem os recursos. Nem sempre quem gasta muito, gasta bem. O município é responsável pela atenção básica, mas estaremos investindo pesado de forma direta, com nosso orçamento, com a contratação de especialistas, além de firmar parcerias para agilizar e ampliar vagas para exames e consultas nos Postos de Saúde. Além disso, vamos oferecer atendimento de excelência à saúde da população, através das Clínicas de Fisioterapia, Enfermagem, Psicologia, Fonoaudiologia, Nutrição, dentre outras, através de convênios com a FEF. Também vamos aproveitar a capacidade da FEF e produzir mais remédios básicos manipulados com qualidade para fornecer gratuitamente ao nosso povo. Outro ponto será a descentralização da distribuição de remédios, hoje, infelizmente, isso foi centralizado, mas nós vamos ampliar os locais de distribuição porque as pessoas não podem se deslocar de locais mais distantes para obter seus remédios de uso contínuo. Com isso, também ampliaremos o reforço da farmácia, atendendo a contento nossa gente. Outro assunto que merece toda atenção é a verba repassada à Santa Casa. Lá se atende toda nossa gente com urgência e emergência, além de situações de média e alta complexidade. Vamos oferecer apoio irrestrito, dentro de nossas condições orçamentárias, para cada vez mais atender com eficiência o fernandopolense e com ajuda plena do deputado Fausto Pinato, cujo partido detém o Ministério da Saúde, iremos dotar a Santa Casa e os Postinhos Municipais com equipamentos de ponta e infraestrutura. São eixos de atuação para parcerias, investimento próprio e recursos que iremos contar do Estado e da União para a melhoria da saúde da nossa população. No campo de recursos humanos, vamos ampliar as contratações no setor da saúde e manter todos os postos que estão atuando nos dias de hoje.
Empresário Luiz Cláudio Barro
- Candidatos: o que vejo com preocupação é a quantidade de funcionários da municipalidade, sejam concursados ou indicados e comissionados, que por certo tem um custo importante no orçamento municipal. Qual a vossa visão disso? Há algum planejamento para se reduzir tais custos com atitudes de racionalização de cargos, redução dos comissionados dando assim agilidade na máquina pública, ou minha visão é equivocada sobre o tema, ou seja, o que se tem hoje é o necessário?
ANDRÉ PESSUTO: O Tribunal de Contas já vem alertando o município há algum tempo para rever seus cargos em comissão. Esse, inclusive, foi um dos motivos pelos quais levaram também a desaprovação das contas da atual prefeita em relação ao exercício fiscal de 2014, além da gestão fiscal que o TCE aponta com desordem com dados não fiéis. Também não adianta cortar alguns e cortar mal. Tem que ter profundo estudo e readequação de funções e atribuições. Precisamos fazer uma nova reestrutura administrativa mais enxuta dos comissionados, adequando os cargos às necessidades reais da Prefeitura, reduzindo e enxugando sua quantidade para diminuir a folha de pagamento. Precisamos de atribuições e competências de cargos comissionados que realmente sejam necessários, mas essa adequação e enxugamento são necessidades prioritárias para a Saúde Orçamentária do Município, além de cumprir fiel e rigorosamente a Constituição Federal. Quanto aos concursados, quem está, fica, pois são estáveis. Outros só serão criados para atender demanda específica para atendimento da população. Estudos serão realizados. Nossa meta é ampliar na Educação e na Saúde, prioritariamente. Os demais setores só mesmo em caso de pronta necessidade para ampliar serviços, programas e projetos. Os efetivos aí estão e por lei não podemos mexer nesses casos e eles têm papel importante na prestação de serviços ao município. Aliás, no meu governo, servidor efetivo não será perseguido. Será sim respeitado e valorizado.
Wilson Granella – mantenedor da Associação Filantrópica “Henri Pestalozzi”
- Onde e como você buscará recursos para garantir o bom funcionamento e a manutenção das entidades filantrópicas de Fernandópolis?
ANDRÉ PESSUTO: O município pode e deve repassar subvenção social às entidades sem fins lucrativos. Estarei analisando cada entidade, sua atuação, abrangência e atendimento por área para repactuar esses repasses no sentido de ampliação. Também podemos e devemos contribuir politicamente para que as entidades reconhecidas como de Utilidade Pública possam receber verbas ou ampliação de recursos de convênios com o Estado e com a União. Seriam os três Poderes colaborando com o Terceiro Setor de Fernandópolis, que muitas vezes faz a parte do Poder Público em todas as esferas de governo. Mas, para isso, precisamos de articulação política e apoio, como temos em nossa Coligação Partidária, para que essas entidades possam receber repasses diretos de recursos estaduais e federal. Como disse, nossa Coligação conta com apoio de ministros de Estado, Secretários Estaduais, governador Geraldo Alckmin, além de deputados federais e estaduais, como Fausto Pinato e Gilmar Gimenes, entre outros.
Marcos Vilela, mantenedor do projeto “Os Sonhadores”
- Olhando com outros olhos nossa área social, ao que já temos implantado hoje: o que pode ser feito para dar o apoio necessário para os nossos projetos de Assistência Social?
ANDRÉ PESSUTO: Ninguém faz nada sozinho. Quero mais uma vez deixar registrado que um prefeito ou prefeita não consegue fazer nada sem apoio. Não consegue investimentos, não consegue ampliar seus serviços que beneficiam a população em vários setores. Insisto sempre na tese das parcerias, sem perder de vista a lição de casa. Além dos programas e projetos existentes no município, vamos ampliar a oferta de serviços de Proteção Social de Alta Complexidade, implantando novos projetos. Vamos intensificar e estender a oferta de serviços assistenciais para pessoas com deficiência, idosos e crianças de zero a seis anos. Outro ponto será a reestruturação da Secretaria de Assistência Social, tornando mais eficaz o atendimento à população carente, otimizando e especializando os recursos humanos. Vamos criar o Centro de Referência e Valorização da Terceira Idade, motivar o Conselho Municipal da Mulher e ampliar a Frente de Trabalho, abrigando jovens do Caefa, Ceads e do Acredite, após desvinculação destes projetos aos 18 anos. Também iremos construir a Creche para Idosos em local adequado, onde poderão passar o dia tendo lazer, alimentação e sendo assistidos por especialistas na área da Saúde. Será um grande passo no setor de assistência a esta faixa-etária.
Advogado Antonio Carlos Cantarella
- Gostaria de abordar duas questões, Limpeza Urbana e Trânsito. Em certos locais, nossa cidade fica muito suja, muita panfletagem, sem controle. E nossa Área Azul? Vejo excesso de vantagens para alguns comerciantes, reservando estacionamentos exclusivos para carga e descarga, realizando rebaixamento de guias. Não tem como implantar uma fiscalização mais rigorosa: estacionou sem cartão, multa, ou fiscais, ou a Polícia Militar, ou uma Guarda Municipal no papel de fiscal, orientando, mas também cobrando o que é estabelecido a todos?
ANDRÉ PESSUTO: A limpeza pública anda de mal a pior. Impossível um município como o nosso não contar com eficiência na limpeza. Vou cobrar sistematicamente a empresa que realiza os serviços. Ou faz como contratado ou irei aplicar as sanções previstas em contrato por descumprimento. Já não chega a população ter sido taxada com pagamento da iluminação nesta administração e mesmo assim nos deparamos com um número muito grande de ruas, praças e avenidas com lâmpadas queimadas e locais escuros. Vamos corrigir essa ineficiência administrativa. O trânsito é outro ponto importante. Precisamos e vamos implantar um projeto de Educação no Trânsito, levando em escolas municipais e estaduais. Precisamos educar, e isso já quando crianças para que sejam adultos responsáveis no trânsito, seja enquanto motoristas, sejam enquanto pedestres ou ciclistas. Usaremos a Atividade Delegada, que hoje foi destinada pela atual administração para apenas aplicar multas de trânsito, invertendo essa lógica para que seja canalizada para a Educação de Trânsito, guarda e proteção em saídas de escolas, praças movimentadas e patrimônio público. Chega da indústria da multa. Os excessos praticados pelo motorista será objeto de fiscalização da PM, no horário de trabalho do Estado e não quando estiver atuando pelo município e a pedido de ordem deste deixar de educar e orientar para apenas punir motoristas. Quanto a possíveis abusos existentes na área central, veremos e analisaremos caso a caso de forma técnica.
Carlos Sampaio – maître/garço
- Qual posição o candidato tem na formação de uma Guarda Municipal, e qual o conhecimento para a implantação? Tem como fazer, tem verba? Sem contar que geraria uma média de ocupação de 80 a 120 empregos, diretos e indiretos.
ANDRÉ PESSUTO: Nas perguntas anteriores, ficou clara a preocupação quanto ao Orçamento Municipal, suas despesas de manutenção, custeio e folha de pagamento. Estamos numa crise econômica e precisamos priorizar setores essenciais como Saúde e Educação. Uma Guarda Municipal nos agrada, mas hoje o município não tem verba suficiente para sua criação e manutenção. É uma estrutura fixa, dotada de novos servidores, equipamentos, armamento, viaturas, etc. Neste momento, priorizaremos ampliação, como disse, na Saúde e Educação. Na área de Segurança, iremos ampliar a contratação através da Atividade Delegada. Ou seja, pagaremos para um policial militar trabalhar em seu contra-turno para reforçar a segurança da nossa gente.
Adriana Bassi – Frentista e Caixa
- Fico muito preocupada com o mato e a falta de iluminação nas proximidades da escola Armelindo Ferrari. Minha filha estuda lá e acho que aquele local merece um pouco mais de atenção. O que pode ser feito?
ANDRÉ PESSUTO: São vários locais que hoje estão iguais. Vamos criar uma equipe de trabalho para roçagem, capinagem e limpeza geral de terrenos públicos que estejam ao redor de escolas e praças públicas. Se for terreno particular, além de notificar e multar o proprietário, estudaremos a criação de lei que permita o município fazer o serviço e mandar a conta para o proprietário, além da multa. Também pretendemos ampliar o valor da multa por metro quadrado para terrenos baldios que ofereçam riscos às pessoas que estejam ao redor de escolas, unidades de saúde e praças públicas.
Waine Regina, moradora no Bairro Alto das Paineiras, tem uma reclamação: a rua da sua casa não é asfaltada
- Sobre o poeirão, e, quando chove, o barro danado na Rua Tereza Carmem Arruda, um problema que convivo há pelos menos 4 anos: quando o asfalto vai chegar aqui?
ANDRÉ PESSUTO: Queremos, num esforço com o Estado, União e recursos próprios, realizar o maior programa de recapeamento asfáltico da cidade. A atual administração prometeu recapear a cidade toda, 100%, há quatro anos, não fez e o que vemos hoje são buracos por toda parte. Mas também quero expandir a pavimentação de ruas que ainda não receberam esse benefício, e essa (R. Tereza C. Arruda) é uma delas.
Professor Amauri Piratininga Silva - Diretor do Campus da Unicastelo em Fernandópolis
- Considerando que a Unicastelo, no Campus de Fernandópolis, possui 14 cursos, cerca de 3 mil alunos, mais de 160 docentes e 105 funcionários, nossa Instituição desempenha importante papel no plano educacional, econômico, assistencial e cultural em nossa cidade. Assim sendo, gostaríamos de saber: Quais são os seus projetos que poderão intensificar as relações entre nossa Instituição e o Governo Municipal, no sentido de proporcionar maior desenvolvimento socioeconômico e cultural para a nossa população?
ANDRÉ PESSUTO: Toda parceria e projetos que visem atender a população sempre serão muito bem recebidos, avaliados e colocados dentro das possibilidades de logística e orçamento em prática em meu governo. Terão portas abertas novos projetos e contribuições. A Unicastelo é um celeiro do pensamento e de projetos práticos que podem ser muito bem aproveitados pela Administração ou que aprimorem nosso atendimento no desenvolvimento socioeconômico e cultural. Estamos abertos para receber essas contribuições e firmar parcerias que possibilitem novos projetos.
Sophia Ruiz Paggioro Sessino, 17 anos – cursa o 3º ano do Ensino Médio, no JAP: será seu primeiro voto
- Como oferecer cultura mais diversificada, sofisticada, para atingir todos os públicos? Vemos peças no Teatro Municipal, algumas delas, com pouca qualidade e até mesmo apelativas. Pode ser algo contemporâneo, desde que um pouco mais contextualizado. Nossa Mostra Estudantil de Teatro poderia ser mais difundida e contar com mais apoio, tanto popular quanto político. Por que, por exemplo, não criar novos projetos culturais, e resgatar o projeto “Filhos da Terra”, uma iniciativa tão rica e fértil?
ANDRÉ PESSUTO: Vamos estimular as ações culturais e turísticas que promovam o município, estimulem, incentivam e ofereçam plenas condições para a formação de grupos de viola, catira, seresta, entre outras manifestações, tanto na área teatral, musical, de dança e etc. Associaremos cultura e cultura com lazer para nossa gente. Vou também retomar a revitalização e reestruturação da Estação Ferroviária para implantar a Estação das Artes, além de elaborar amplo Guia de Eventos e realizar o Festival Gastronômico da região noroeste. Vamos nos firmar como polo regional e a cultura e o turismo são setores geradores de emprego e renda, além do aspecto fundamental na formação do cidadão. Muitas companhias teatrais, por exemplo, diante da sua afirmação, na verdade só existem por esforço de seus membros que na maioria das vezes não contam com quase nenhum, para não dizer nenhum, apoio da Prefeitura. Vamos organizar os setores produtivos culturais, oferecer apoio, incentivo, logística, acompanhamento e parcerias.

Considerações finais
ANDRÉ PESSUTO:
Agradeço o espaço concedido pelo Jornal “O Extra.net” e aproveito para me dirigir a você, eleitor. Neste dia 02 de outubro, no próximo domingo, peço seu voto para prefeito, 25. Formamos uma ampla aliança para unir nossa cidade. Contamos com apoio de deputados, ministros, secretários de Estado, do governador Geraldo Alckmin, de lideranças empresariais, industriais e comunitárias. Quero agradecer cada cidadão e cidadã que entendeu nossa mensagem, de que uma cidade como Fernandópolis não pode ficar isolada. Não pode ficar parada no tempo. Precisamos avançar, progredir, nos desenvolver. Precisamos de emprego, melhorar a Saúde Pública. Ampliar serviços na Educação. Pela união, pela paz e pelo desenvolvimento, peço seu voto.