ESPECIAL ELEIÇ

O povo pergunta, Ana Bim responde

O povo pergunta, Ana Bim responde

Publicada há 9 anos



Por João Leonel


Extra.net” encerra nesta edição a série de entrevistas com os quatro candidatos à Prefeitura de Fernandópolis, proporcionando um importante diálogo entre os postulantes ao cargo máximo do Executivo Municipal e a sociedade fernandopolense. Ressaltando que a sequência dos entrevistados foi definida mediante sorteio na Redação deste jornal diário e com a presença de representantes das quatro candidaturas. Já foram sabatinados Ricardo Franco, Guilherme Vilarinho e André Pessuto, hoje é a vez de Ana Bim, que também responde a perguntas de munícipes de diversas classes e setores sociais.




 Geraldo Pedro Paschoalini - Gerente Administrativo da Associação Comercial e Industrial de Fernandópolis



Prezado candidato (a), caso a ZPE se torne realidade, como fará para preparar a cidade nas questões de saúde, segurança, educação e capacitação? O que fazer para realmente melhorar o relacionamento entre os Poderes Executivo e Legislativo?


ANA BIM:   A ZPE não está no condicional: a ZPE é realidade. A empresa Construmil Engenharia e Terraplanagem Ltda, vencedora da licitação, já efetivou o pagamento integral das ações da AZPEF. Primeiro, é preciso levar em conta que Fernandópolis, hoje, não tem crianças fora da escola, atende sua população com 100% de Estratégia de Saúde da Família, ou seja, todo munícipe tem uma Unidade de Saúde de referência, é uma das únicas cidades da região com convênio da Atividade Delegada e possui, além de duas excelentes faculdades, a ETEC, um Polo do Instituto Federal e outros órgãos pela Prefeitura que oferecem cursos técnicos e profissionalizantes, e tudo isso nos dá tranquilidade para planejar as demandas futuras. Realmente, na medida em que o projeto for sendo implantado, haverá novas necessidades nas áreas citadas e em outras, porém, em contrapartida, haverá mais recursos para os investimentos através do aumento natural na arrecadação do IPTU, do IPVA, ISS, etc. Também é preciso lembrar que a ZPE pagará tributos municipais de 2% sobre seu faturamento, o que vai gerar mais receita. Creio em uma mudança gradativa que nos dará condições de realizar as ações que forem necessárias. Sem contar que agora os novos loteamentos podem repassar 3% dos 5% que antes teriam que ser repassados em área para o município, em obras, ou seja, se o município precisar de novas escolas, novos postos de saúde, infraestrutura, poderá ser feito e não necessariamente no loteamento, e sim, onde houver demanda. Aliás, isso já está sendo feito. Um loteador de determinada região vai fazer o asfalto no Alto das Paineiras. Com respeito ao relacionamento entre os poderes: se a pergunta se refere à ZPE, espero que o Executivo tenha o apoio da Câmara porque o projeto é fundamental. Se é genérica, quero dizer que, tendo sido vereadora, sei da importância da boa convivência entre os poderes, e sempre colaborei para isso, mesmo com as divergências naturais que surgem no dia a dia. E acredito que é uma via de mão dupla: o Executivo tem que respeitar o Legislativo, que por sua vez, também deve demonstrar respeito.


 Silmar Olímpio – Vendedor e universitário, concluindo o último semestre de Agronomia na Unicastelo



Sobre a ZPE. Qual o futuro desse projeto, principalmente na questão da geração de emprego: quando a ZPE sairá do papel? Teremos que esperar mais 10 anos para vermos o primeiro emprego gerado na cidade através da ZPE?


ANA BIM:   A ZPE gerará os primeiros empregos já nos próximos meses, pois o presidente Acácio Rozendo Falcão deve iniciar as obras do posto alfandegário e da própria sede da ZPE em breve. Também as lojas de materiais para construção e empresas do ramo terão muito movimento brevemente. Segundo a Construmil, para cada emprego gerado dentro da ZPE existe a expectativa de criação de 5 a 6 empregos fora dela, além disso, eles esperam que em dois anos já tenham produtos sendo exportados. Temos um diálogo muito saudável com a Construmil e estamos atentos quanto às vocações das empresas que se instalarem na ZPE para que a Prefeitura e as instituições de ensino da nossa cidade possam oferecer os cursos necessários para capacitação da nossa população. Não só a mão de obra fernandopolense terá prioridade como também as empresas. Eles deixaram claro que qualquer empresa da cidade que queira se instalar, independente de seu porte, terá oportunidade. Acredito que a ZPE instalada em Fernandópolis será modelo para todo o Brasil. Vale ressaltar ainda que toda programação acordada entre a Prefeitura de Fernandópolis e o grupo Construmil foi cumprida à risca.


 Sidnei Cesar Zulian – Perito Criminal, chefe da equipe de Perícias Criminalísticas de Fernandópolis



Buscando uma maior independência para fomentar o desenvolvimento da cidade, e também clamando para que indústrias se instalem em Fernandópolis, o que deve ser feito em relação aos nossos Parques Industriais? E ainda, seria a falta de vias Marginais o maior entrave? Pois sabemos que a ZPE não depende só do Governo Municipal, mas nossos Parques Industriais sim.


ANA BIM:  Nunca os investidores voltaram tanto os olhos para Fernandópolis como na atualidade. Nossa indústria crescerá tanto dentro da ZPE quanto fora dela, nos Parques Industriais. Estamos trabalhando na implantação de uma alça de acesso ao Distrito 6 para que a infraestrutura possa chegar e as empresas tenham condições de se instalar. Agora, com a casa em ordem, poderemos também dar uma atenção aos distritos já existentes para melhorar as condições das empresas. Isso será feito através do Fundo Municipal de Desenvolvimento, já aprovado pela Câmara. Com relação às Marginais, já asfaltamos aquele grande trecho na região do Ipanema, que era o problema principal. Cabe ressaltar que Fernandópolis tem sido destaque na mídia local, regional, nacional e até no exterior por seus excelentes números, e isso, com toda certeza, é um convite para novos investidores. Podemos destacar recentemente o segundo lugar no Estado e nono do país, no ranking de eficiência elaborado pelo Jornal Folha de São Paulo, como também o primeiro lugar em Educação Básica no Brasil, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas e do jornal da Inglês Financial Times.


 Administrador Titosi Uehara



Se eleito, qual a sua estratégia para buscar o desenvolvimento Agro, Comercial e Industrial de Fernandópolis?  


ANA BIM:   Na Agricultura, vamos manter a bem-sucedida política que adotamos para a agricultura familiar – veja-se o sucesso alcançado por esse projeto, que hoje movimenta mais de R$ 5 milhões/ano. Com o apoio que demos nesse setor Fernandópolis passou a ter Associação e Cooperativa que beneficiam centenas de famílias. Hoje, eles possuem seu próprio espaço, o Packing House, para o qual doamos a área, e vendem para dezenas de cidades da região, inclusive para a vizinha Votuporanga. O desenvolvimento industrial vai na esteira da ZPE, evidentemente. O comércio, por sua vez, vai se beneficiar com o aumento do número de habitantes e, principalmente, com o aumento do poder aquisitivo que a população terá com os novos empregos.


 Professor José Martins Pinto Neto



O município de Fernandópolis já está investindo entre 25 a 30 por cento do orçamento em saúde (muito acima dos 15% exigidos pela Lei Complementar 141, de 13 de janeiro de 2012) e, mesmo assim, há reclamações dos usuários quanto à, principalmente, falta de alguns medicamentos nas farmácias das UBSs, problema que precisa ser resolvido urgentemente, já que o investimento está alto, ou seja, quase o dobro do mínimo exigido por Lei Federal. O que você pensa realizar para promover o fortalecimento da atenção básica para que ela tenha resolutividade acima de 80% dos problemas de saúde da população, haja vista que agora já temos quase 100% de cobertura da população por meio das 16 Unidades Básicas de Saúde, incluindo as que funcionam no Modelo da Estratégia Saúde da Família, e também de já contarmos com todos os profissionais da saúde concursados (exceto os Agentes Comunitários de Saúde)?
PS.: Além da pergunta, gostaria que pensassem na possibilidade da abertura das UBSs do Modelo da Estratégia Saúde da Família com horário mais ampliado de atendimento à população, como, por exemplo, até às 21 horas. Assim, os usuários do SUS poderiam chegar do trabalho e ir até a UBS para consultas médicas, de enfermagem, fazer inalação, curativos, receber vacinas, exame Papanicolaou, etc. É preciso esclarecer, salientar que a UPA não é para isso, a UPA é para Urgências e Emergências ok? E também não microrregional, como são SAMU e CISARF, pois atende somente os munícipes de Fernandópolis e Brasitânia, somente em situações de Urgência e Emergência.


ANA BIM:   Durante toda a minha gestão tivemos uma política voltada a suprir todas as necessidades da população, principalmente em saúde, tanto no acesso às consultas como em medicamentos, e isso continuará sendo feito. Como nosso município conta com um grande leque de opções em medicamentos, informatizamos as farmácias para que pessoas de outros municípios não venham a utilizar dos medicamentos que são para nossos munícipes. Além da Farmácia Central, implantamos mais 4 polos de distribuição em diferentes pontos da cidade para facilitar o acesso. Quanto ao investimento em saúde, não só investimos muito, como fizemos isso com responsabilidade e eficiência. Construímos duas novas unidades de saúde, ampliamos e reformamos diversas outras, investimos em equipamentos de serviço odontológico no CEU e muito mais. É importante lembrar que temos hoje a judicialização da saúde, onde somos obrigados a comprar medicamentos da especialidade, medicamentos esses que não são da nossa responsabilidade, por isso pretendemos realizar um trabalho mais próximo aos juízes para dividirmos as responsabilidades entre as três instancias Federal, Estadual e municipal, de forma justa. Sobre o fortalecimento da atenção básica, após a organização da saúde que realizamos contratando profissionais e implantando 100% de equipes de Estratégia de Saúde da Família para atender toda a população, os próximos passos serão de implantar todos os protocolos do SUS no atendimento ao Hipertenso/Diabético, gestante/puérpera, crianças, idosos e capacitações para que toda a equipe atenda melhor o munícipe. Ampliamos o atendimento na UBS Dr. Gersino Mazi – Pôr do Sol – no período noturno e também todas as Unidades de Saúde abrem nesse período duas vezes ao mês para realizar a saúde dos homens que trabalham e não podem ir na UBS durante o dia. Mas o horário de atendimento estendido para a população que trabalha será uma opção a mais que poderemos viabilizar. Quanto às informações sobre a UPA, é isso mesmo. Seu atendimento é voltado inicialmente para a nossa população, para os casos de urgências e emergências. Ela já está em funcionamento e sabemos que isso tem refletido positivamente para nossa Santa Casa, como era previsto, desafogando o fluxo do Pronto Socorro. É importante lembrar que realizamos fielmente os repasses para a Santa Casa desde 2013, com mais de R$ 1 milhão ao ano e, esse ano, com mais de R$ 2 milhões, sem contar que acertamos repasses atrasados da administração anterior.


 Empresário Luiz Cláudio Barro



Candidatos: o que vejo com preocupação é a quantidade de funcionários da municipalidade, sejam concursados ou indicados e comissionados, que por certo tem um custo importante no orçamento municipal. Qual a vossa visão disso? Há algum planejamento para se reduzir tais custos com atitudes de racionalização de cargos, redução dos comissionados dando assim agilidade na máquina pública, ou minha visão é equivocada sobre o tema, ou seja, o que se tem hoje é o necessário?


ANA BIM:   Nesta gestão, além de enxugar o quadro de cargos comissionados, realizamos concurso público para provimento de diversas áreas na administração. Evidentemente, a seleção por concurso traz para o funcionalismo os mais competentes – e isso leva a um corpo de funcionários mais eficiente e versátil. Quanto ao planejamento para redução de custos, devo dizer que essa tem sido uma grande preocupação da minha administração – tanto que fundimos oito secretarias em quatro, reduzindo significativamente os gastos com folha de pagamento, sem perda na qualidade do atendimento. O mais importante resultado dessa redução de custos foi o pagamento de R$ 28 milhões da dívida de R$ 36 milhões deixada pela administração anterior, fator fundamental para que Fernandópolis resgatasse sua credibilidade junto aos fornecedores e aos próprios funcionários que movem a engrenagem da máquina pública. Porém, a cidade está em pleno desenvolvimento e é natural que tanto o quadro de funcionários sofra alterações, quanto a despesas e receitas, por isso, tudo deve ser e tem sido feito com responsabilidade e planejamento.


 Wilson Granella – mantenedor da Associação Filantrópica “Henri Pestalozzi”



Onde e como você buscará recursos para garantir o bom funcionamento e a manutenção das entidades filantrópicas de Fernandópolis?


 Marcos Vilela, mantenedor do projeto “Os Sonhadores”



Olhando com outros olhos nossa área social, ao que já temos implantado hoje: o que pode ser feito para dar o apoio necessário para os nossos projetos de Assistência Social?

ANA BIM:   Com a política tributária que se pratica no Brasil, o maior volume de arrecadação fica para a União e o Estado. Para o município, sobra muito pouco. Assim, é fundamental inscrever as nossas entidades nos programas assistenciais dos governos federal e estadual. E todos os repasses que competem à Prefeitura têm sido realizados em dia e continuarão sendo. Além disso, a Prefeitura desenvolve eventos pontuais de apoio às entidades onde elas têm a oportunidade de arrecadar recursos. Investimos pesado em capacitação, oferecendo 28 cursos, entre profissionalizantes e técnicos, que já atenderam mais de 2 mil pessoas. O resultado disso é menos assistencialismo e mais geração de renda. E com certeza esse é um trabalho que ajuda muito as entidades, já que resgata a dignidade do cidadão e lhe dá oportunidades. Sou assistente social e posso dizer com segurança: a melhor característica do fernandopolense é a solidariedade. O poder público não pode – e não vai – fechar os olhos para as necessidades das entidades, podem ter certeza.


 Advogado Antonio Carlos Cantarella



Gostaria de abordar duas questões, Limpeza Urbana e Trânsito. Em certos locais, nossa cidade fica muito suja, muita panfletagem, sem controle. E nossa Área Azul? Vejo excesso de vantagens para alguns comerciantes, reservando estacionamentos exclusivos para carga e descarga, realizando rebaixamento de guias. Não tem como implantar uma fiscalização mais rigorosa: estacionou sem cartão, multa, ou fiscais, ou a Polícia Militar, ou uma Guarda Municipal no papel de fiscal, orientando, mas também cobrando o que é estabelecido a todos?


ANA BIM:  O Código de Posturas do Município regulamenta essa questão das guias rebaixadas, que só podem alcançar no máximo 30% da “testada” do imóvel. Claro que há quem desobedeça e que existem dificuldades na fiscalização, o que, esperamos, será resolvido com a contratação das pessoas aprovadas no concurso público que realizamos. Em relação à limpeza pública, sofremos muito nesta gestão por causa da carência de recursos. Tínhamos que pagar as dívidas que encontramos (fazendárias, previdenciárias, etc), ou o município não poderia postular verbas federais e estaduais. É um dilema. Agora, com as coisas entrando nos eixos, vamos dedicar um carinho especial a essas questões. Vamos ampliar o serviço de varrição que agora é realizado pelo município e renovar o maquinário e equipamentos para dar mais mecanismos às Secretarias responsáveis.


 Carlos Sampaio – maître/garçom



- Qual posição o candidato tem na formação de uma Guarda Municipal, e qual o conhecimento para a implantação? Tem como fazer, tem verba? Sem contar que geraria uma média de ocupação de 80 a 120 empregos, diretos e indiretos.


ANA BIM:   Hoje existe a Atividade Delegada, desenvolvida com policiais militares, aliás, como já mencionei, somos umas das únicas cidades da região a ter firmado o convênio, e o número de contratações pode ser ampliado de acordo com a necessidade. Um convênio, aliás, que tem dado muito certo. Mas não descartamos a hipótese da criação de uma Guarda Municipal. Isso dependerá da necessidade e da possibilidade material. Sobre o trânsito, recebemos nesta semana a notícia que dos 15 municípios que celebraram convênio com o Estado no Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, Fernandópolis está entre os que mais reduziram no geral as mortes por acidentes de trânsito e o único que reduziu em 100% a morte de idosos. Isso é resultado de todos os investimentos feitos como instalação de novos e modernos semáforos, rotatórias, lombofaixas e educação no trânsito, que é um trabalho realizado efetivamente. Vale mencionar ainda que a partir de outubro serão feitos novos investimentos no trânsito, o que trará ainda mais fluidez e segurança às vias.


 Adriana Bassi – Frentista e Caixa



Fico muito preocupada com o mato e a falta de iluminação nas proximidades da escola Armelindo Ferrari. Minha filha estuda lá e acho que aquele local merece um pouco mais de atenção. O que pode ser feito?


ANA BIM:  A sua preocupação com a limpeza pública – no caso, o mato no entorno da escola – será comunicada ao setor competente para que as providências sejam tomadas. Aliás, a população ajuda muito quando entra em contato com a Prefeitura através da Ouvidoria, em ligação gratuita para o número 0800 772 4550, pois temos condições de acionar o setor responsável e acompanhar a realização do serviço. Um canal, inclusive, que melhoramos implantando um sistema online no site da Prefeitura, no endereço www.fernandopolis.sp.gov.br . Com relação à iluminação, desde que a Prefeitura assumiu a responsabilidade por esse serviço, a situação em Fernandópolis melhorou muito. No caso das lâmpadas queimadas, basta ligar para a Ouvidoria que o problema é solucionado rapidamente. Já com relação aos pontos escuros, mapeamos todos os bairros e o projeto de eliminação está em curso. Outro importante projeto de iluminação e que também está em curso é a substituição das lâmpadas de sódio por de led. Começamos pela área central, e, aos poucos, iremos para os bairros. As lâmpadas de led são mais econômicas, duram mais e conferem mais claridade às vias, o que reflete em mais segurança para a população e também no trânsito.


 Waine Regina, moradora no Bairro Alto das Paineiras, tem uma reclamação: a rua da sua casa não é asfaltada



- Sobre o poeirão, e, quando chove, o barro danado na Rua Tereza Carmem Arruda, um problema que convivo há pelos menos 4 anos: quando o asfalto vai chegar aqui?


ANA BIM:   Uma das metas do nosso governo é o asfalto 100% e isso está bem próximo de acontecer. Estamos com obras sendo realizadas no Jardim Ipanema, Uirapuru e o próximo a receber é o Alto das Paineiras, justamente o seu bairro. A construção das galerias está sendo concluída e, em breve, começam os trabalhos de pavimentação. Um gestor não pode depender apenas de convênios, principalmente quando o país enfrenta uma crise. Sendo assim, estamos firmando parcerias para que essas obras sejam realizadas e tem dado muito certo, e é o caso desses três bairros.


 Professor Amauri Piratininga Silva -  Diretor do Campus da Unicastelo em Fernandópolis



Considerando que a Unicastelo, no Campus de Fernandópolis, possui 14 cursos, cerca de 3 mil alunos, mais de 160 docentes e 105 funcionários, nossa Instituição desempenha importante papel no plano educacional, econômico, assistencial e cultural em nossa cidade. Assim sendo, gostaríamos de saber: Quais são os seus projetos que poderão intensificar as relações entre nossa Instituição e o Governo Municipal, no sentido de proporcionar maior desenvolvimento socioeconômico e cultural para a nossa população?


ANA BIM:    Um projeto que venho acalentando é o da criação de vagas de estágio para estudantes universitários na administração. É a chance de proporcionar aprendizado prático a quem recebe, na instituição de ensino, o conteúdo teórico. Por exemplo, o aluno do curso de Direito pode fazer estágio no Departamento Jurídico da Prefeitura. Outro aspecto: quando a administração ajuda a Santa Casa, está ajudando a Unicastelo, que possui um curso de Medicina, cujo hospital-escola é a Santa Casa. Acredito, sempre, em trabalho integrado. Nossa administração sempre terá portas abertas às instituições de ensino. Também foi firmado um convênio entre a Prefeitura e a Unicastelo, onde os funcionários municipais e dependentes, matriculados neste segundo semestre, têm 30% de desconto em todos os cursos. A intenção para o próximo ano é de aprimorar o convênio.


 Sophia Ruiz Paggioro Sessino, 17 anos – cursa o 3º ano do Ensino Médio, no JAP: será seu primeiro voto



Como oferecer cultura mais diversificada, sofisticada, para atingir todos os públicos? Vemos peças no Teatro Municipal, algumas delas, com pouca qualidade e até mesmo apelativas. Pode ser algo contemporâneo, desde que um pouco mais contextualizado. Nossa Mostra Estudantil de Teatro poderia ser mais difundida e contar com mais apoio, tanto popular quanto político. Por que, por exemplo, não criar novos projetos culturais, e resgatar o projeto “Filhos da Terra”, uma iniciativa tão rica e fértil?


ANA BIM:  Em nossa gestão, mantivemos os convênios com o governo estadual, como o Circuito Cultural Paulista, e firmamos outros, como o Viagem Literária. Temos parcerias com o Sesc e outras instituições. Em menos de quatro anos, Fernandópolis recebeu cerca de 500 espetáculos artísticos. Criamos festas como “Encantos de Natal”, que durante 11 dias, em dezembro, movimenta o centro da cidade; “Dia da Mulher”, comemorado em 8 de março; resgatamos a “Festa das Nações” e lançamos o “Arraiá Solidário”, em parceria com as entidades, levando a população de volta à Praça Central, e ainda, gerando renda às entidades; realizamos a festa de aniversário de Brasitânia, em agosto, que já é um sucesso sem precedentes; resgatamos o Desfile de Sete de Setembro, e tantos outros. Apoiamos eventos da cidade como o Festival Cultural “Meu nome é Jão” em todas as suas edições, assim como o “Euriso”. A Mostra Estudantil de Teatro já foi regionalizada, mas problemas de logística – não nossos, mas dos grupos de outras cidades – impediram o prosseguimento dessa regionalização. Esses grupos tinham dificuldade de obter transporte, e houve casos de não-comparecimento de grupos. De todo modo, há muitos grupos amadores em Fernandópolis – temos quantidade e qualidade, e a divulgação é eficiente, inclusive sendo destaque de reportagem na TV TEM. Sofisticação? Trouxemos ópera a Fernandópolis, e da melhor qualidade! Quem assistiu aos espetáculos da Companhia Ópera Curta sabe do que estou falando. Com relação ao concurso literário “Filhos da Terra”, tratava-se de um evento privado, que deixou de ser realizado há vários anos. Porém, se houver interesse em retomá-lo, a organização terá todo o nosso apoio e poderá contar com a infraestrutura do Teatro Municipal, do nosso departamento de comunicação e outros auxílios.




Considerações finais
ANA BIM:
Eu gostaria de agradecer toda a população, o carinho com que fui recebida, nos bairros, no comércio, o comércio de Fernandópolis nos recebeu muito bem. Agradecer todo o pessoal que trabalhou com a gente, enfim, na esperança de que dias melhores virão, pois tenho certeza de que nosso trabalho tem que continuar, nosso trabalho não pode parar de forma nenhuma, porque, com uma dívida de mais de R$ 36 milhões, conseguimos arrumar a casa, pagamos R$ 28 milhões, então, foi uma vitória muito grande, e Deus nos ajudou muito. Eu peço que Deus abençoe toda a população de Fernandópolis. Agradeço o entendimento da população, de saber, muitas vezes, quando não pude asfaltar, eu ficava numa situação difícil, ou eu asfaltava ou pagava os funcionários, ou investia em tapa-buraco ou pagava remédios. Então, a gente ficou numa encruzilhada muito difícil. Eu agradeço à população, que soube entender, de fato, que a situação do município era muito difícil. Quando nós chegamos lá (após a eleição de 2012), nós encontramos funcionários sem receber salário, décimo terceiro. A Prefeitura não tinha crédito, ninguém vendia para a Prefeitura porque a Prefeitura não pagava. Tivemos que pedir, implorar para o comércio abrir esse crédito. Sá na Agricultura Familiar nós investimos R$ 5 milhões. Conseguimos colocar as crianças na escola, tinha muita criança fora das escolas. No São Francisco, com 577 casas, não prepararam para a demanda de crianças. Lá, nessa região, implantamos uma Creche-Escola, no Ipanema, estamos construindo outra no Parque Universitário. E precisamos construir mais escolas, principalmente escola de tempo integral. A questão das drogas está pegando feio nas ruas, nossas crianças não podem ficar nas ruas. Muitas famílias não têm onde deixar seus filhos, não têm como pagar alguém para cuidar deles depois da escola. Implantamos 100% de Estratégia Saúde da Família em nossas UBSs, e construímos novas UBSs, foi uma vitória. Muitos perguntam: ‘Como fez isso?’ Não roubando, levando a sério o dinheiro do povo. Estão aí os números. Somos 1º lugar em Educação Básica do país; somos 1º lugar em ranking publicado na Revista Isto é!, como cidade que mais investiu na área social. Ganhamos o Prêmio Mário Covas, pelos investimentos que fizemos na Agricultura Familiar. Então, eu peço a oportunidade, agora, com a casa em ordem, de dar continuidade ao nosso trabalho. Nosso maior investimento é na população de Fernandópolis. Tem muita coisa que ainda precisa ser feita, por isso, peço seu voto.

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