DADOS POSTIVOS
Mortalidade infantil no município recua 75% em um ano
Mortalidade infantil no município recua 75% em um ano
Taxa de 2015 no município é menor que o índice da Diretoria Regional de Saúde de São José do Rio Preto e que todas as principais cidades vizinhas
Taxa de 2015 no município é menor que o índice da Diretoria Regional de Saúde de São José do Rio Preto e que todas as principais cidades vizinhas
Curso de gestantes oferecido pela rede municipal, entregando kits às participantes
Assessoria de Imprensa
Pesquisa divulgada pela Fundação Seade (Serviço Estadual de Análise de Dados) revela que a redução da taxa de mortalidade infantil atingiu níveis históricos em Fernandópolis no ano passado. A cidade, que já possuía números expressivos, conseguiu em 2015 reduzir em 75% os casos de óbito entre crianças de até um ano. De acordo com o órgão estadual, a taxa era de 13,6 mortes para cada mil crianças nascidas vivas em 2014. Um ano depois esse número foi de 3,4, comparável a paí
ses desenvolvidos. A quantidade de nascimentos com vida (879) torna o índice ainda mais expressivo. Para se ter uma ideia do tamanho da redução em Fernandópolis basta comparar os dados locais com os da Diretoria Regional de Saúde (DRS) de São José do Rio Preto, que abrange 102 municípios e obteve a menor taxa entre as 17 diretorias paulistas, em 2015. A taxa de mortalidade da DRS foi de 8,4 mortes para cada mil nascidos vivos. O índice fernandopolense é menor ainda que o das principais cidades vizinhas: Votuporanga (5,3), Santa Fé do Sul (11,4) e Jales (20,7).
Em todo o estado de São Paulo, a taxa registrada foi de 10,7 óbitos para cada mil nascimentos, o melhor resultado desde que a Seade iniciou a série histórica, há 25 anos. A secretária municipal da Saúde, Lígia Barreto, atribui esse resultado a um conjunto de medidas adotado pela atual administração e a parceria de instituições como a FEF (Fundação Educacional de Fernandópolis), a Unicastelo/Universidade Brasil e a Santa Casa. “A redução significativa da taxa é fruto de um trabalho sério, voltado para a gestante e o bebê. Ampliamos o número de equipes de saúde na atenção básica e reforçamos as que já existiam. Implantamos o curso de gestante e garantimos um mínimo de sete consultas para todas as grávidas durante o pré-natal”, explica. Ainda de acordo com a secretária, a oferta de exames preventivos também ajuda a reduzir a mortalidade. “O protocolo do SUS (Sistema Único de Saúde) prevê apenas uma ultrassonografia, mas aqui nós oferecemos três. Tudo isso combinado com uma equipe de colaboradores compromissados com a assistência da nossa população”, completa. A prefeita de Fernandópolis, Ana Bim, comemorou o resultado e lembrou os investimentos em saúde feitos nos últimos anos. “Fizemos importantes obras e contratamos uma série de profissionais de saúde para atuar na nossa rede e salvar vidas. É prazeroso ver que todo esse esforço deu resultados”, conclui.