
Por Josanie Branco
Lágrimas inconformadas, muitos aplausos, homenagens e flores marcaram a manhã triste de ontem (16), em Fernandópolis, quando foi sepultado o Cabo da Polícia Militar, Claudio Roberto Florindo da Silva, de 40 anos.
Muitos familiares, “irmãos” da corporação - de toda região -, autoridades e amigos passaram pela Câmara Municipal, onde seu corpo foi velado, para se despedir do policial que veio a óbito na manhã de terça-feira (15), em decorrência de complicações do ferimento a bala que o PM sofreu na última sexta-feira (11).
Por volta das 9h30, o corpo do policial seguiu em cortejo, sob a viatura do Corpo de Bombeiros, até o Cemitério da Consolação, onde o sepultamento aconteceu com honras militares e salva de tiros.

Entre as autoridades presentes, o comandante geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Ricardo Gambaroni, se mostrou bastante sensibilizado com a morte do policial fernandopolense. “Claudio não é um herói por ter morrido como um, mas por ter vivido como herói. Mas essa solenidade militar, com formalismo, é importante para deixar na memória, mesmo que as filhas não estejam presentes, a lembrança do herói que o pai delas foi. Essa memória vai estar gravada nos corações e na farda de cada um dos policiais militares que encontrarem em sua vida”, pronunciou Gambaroni, que também fez a entrega da Bandeira do Brasil, que permaneceu durante todo o velório sob o caixão, à Lígia Canevassi Fim, viúva do policial. “Essa bandeira nada mais é do que uma recompensa material ínfima, que não traz de volta o familiar, mas que mostra os elevados propósitos pelo qual ele viveu”, concluiu o comandante.

Na sequencia, a cerimônia fúnebre foi conduzida pelo padre Zezinho, que marcou o ritual precedendo o enterro.
Em nota, o Comandante do 16ºBPM/I, Ten Cel PM Antonio Umildevar Dutra Junior também explanou sobre o profissionalismo e as virtudes do Cabo Claudio como policial e cidadão. “Para a história de nossa Polícia Militar o Cabo PM Claudio deixa um legado de exemplo e orgulho aos seus superiores, pares e subordinados, pois constam em seu assentamento individual, inúmeros elogios e Láureas do Mérito Pessoal em quinto, quarto e terceiro grau. Durante os quase 17 anos de serviços dedicados em servir e proteger a sociedade, ele cumpriu seu dever com afinco, dedicação, honra e comprometimento”, disse o comandante.

O POLICIAL
Cabo Claudio pertencia ao efetivo da 1ª Companhia do Décimo Sexto Batalhão de Polícia Militar do Interior, equipe “Delta”. Filho do Sr. Carlos Florindo da Silva e da Senhora Maria Barbosa da Silva, nascido em 22 de julho de 1976, na cidade de Fernandópolis, ingressando nas fileiras da Corporação em 06 de dezembro de 1999, contando com quase 17 anos de carreira. Claudio deixa esposa, e duas filhas, uma de oito anos e uma bebê com quatro meses.
O CASO
A ocorrência que vitimou o Cabo PM Claudio ocorreu por volta das 03h da última sexta-feira, onde a viatura que ele ocupava foi acionada para atender uma averiguação de roubo a caixas eletrônicos no Shopping Center de Fernandópolis. Ao chegar ao local, os policiais foram recebidos a tiros de fuzis, ocasião em que Claudio foi alvejado por uma munição nas costas, altura do pescoço. Após ser baleado, ele caiu para fora do veículo, perdendo o controle da direção.
O policial foi socorrido imediatamente e conduzido ao Pronto Socorro, onde passou por procedimento cirúrgico, sem maiores complicações, e teve alta médica em 13 de novembro. Ele se recuperava em casa, quando na madrugada de terça-feira passou mal, teve uma parada cardiorrespiratória, sendo conduzindo à Santa Casa de Fernandópolis e vindo a falecer momentos depois.
Cerca de quinze criminosos estavam envolvidos no assalto. A polícia segue com as investigações a fim de deter a quadrilha especializada em explodir caixas no noroeste paulista.