Assessoria de imprensa
Os médicos da rede municipal de Saúde de Fernandópolis participaram nesta quarta-feira, 23, de uma capacitação sobre a nova classificação clínica da dengue. A atividade, comandada pelo médico infectologista e diretor do Cadip (Centro de Atendimento às Doenças Infecto-parasitárias), Márcio Gaggini, faz parte da Semana Estadual de Combate ao Aedes Aegypti, mosquito que também transmite a chikungunya e o vírus Zika.
Segundo Gaggini a principal mudança está na identificação dos casos graves da doença. “Antes nós distinguíamos a dengue como clássica ou hemorrágica. Hoje nós sabemos que uma pessoa pode sofrer com um quadro grave sem sangramento. O estudo de casos clínicos vai ajudar os médicos no manejo e no tratamento adequado desses pacientes para evitar óbitos”, explica.
Além dos 25 profissionais que atuam nas UBS’s (Unidades Básicas de Saúde) e no Cadip, também foram convidados os médicos da Santa Casa, Hospital das Clínicas e UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e os estudantes de medicina. Todos os participantes receberam materiais impressos com informações importantes para um diagnóstico mais rápido e o tratamento adequado.

Campanha
A Semana de Combate ao Aedes é uma campanha promovida pela Secretaria Estadual de Saúde. Em Fernandópolis, as atividades são desenvolvidas pelo Comitê de Mobilização para o Controle à Dengue. O objetivo é promover um esforço simultâneo do poder público e da população para reduzir níveis de infestação do mosquito.
Na segunda-feira, profissionais da Vigilância Epidemiológica percorreram as emissoras de rádio do município para uma série de entrevistas sobre as medidas que cada cidadão pode adotar para evitar o nascimento do vetor. Eliminar o acúmulo de água em recipientes como vasos de plantas, bebedouros de animais e lixo doméstico ainda é a maneira mais eficiente de impedir a proliferação do Aedes Aegypti.
A partir desta quinta-feira, dia 24, começa o trabalho de panfletagem nas principais ruas e avenidas da cidade.