REGIME FECHADO!
As investigações indicaram que Dr. Jarbas e a sua mulher planejaram matar o amigo depois de receberem cartas e ligações telefônicas ameaçadoras em nome do Dr. Orlando, mas a Polícia descobriu q
As investigações indicaram que Dr. Jarbas e a sua mulher planejaram matar o amigo depois de receberem cartas e ligações telefônicas ameaçadoras em nome do Dr. Orlando, mas a Polícia descobriu q

Julgamento, que condenou o casal Dr. Jarbas e Sueli, além de Ronaldo e Rodrigo, foi o mais longo da história de Fernandópolis
Por Breno Guarnieri
Encerrou-se na noite de quarta-feira (14), às 23h30, no Fórum de Fernandópolis, o júri popular do médico Jarbas Alves Teixeira e da mulher dele, Sueli Longo Teixeira, acusados de “encomendar” a morte do também médico Orlando Candido Rosa, baleado no dia 12 de junho de 2013. Rodrigo Sampaio e Ronaldo Henrique Mota, ex-motorista do Dr. Jarbas, também foram julgados pelo crime. O julgamento, considerado o mais longo da história de Fernandópolis, durou dois dias.
O médico, vítima do atentado, foi baleado ao abrir a porta de sua residência, situada em um bairro de classe média/alta do município. Ele ficou internado em estado grave, mas se recuperou.
As investigações indicaram que Dr. Jarbas e a mulher planejaram matar o amigo depois de receberem cartas e ligações telefônicas ameaçadoras em nome do Dr. Orlando, porém, a Polícia Civil descobriu, por meio de interceptações telefônicas, que quem tramou as ameaças foi o motorista e “homem de confiança” do Dr. Jarbas, Ronaldo, responsável também por indicar a contratação de Rodrigo (autor dos disparos) para realizar o atentado.
RÉUS
Os quatro réus foram condenados pelo atentado. Todos em regime fechado. Ronaldo Mota, ex-motorista do médico Jarbas, recebeu a maior pena: 20 anos de reclusão. Ronaldo e Rodrigo Sampaio ainda foram incriminados em duas qualificadoras (motivo torpe e recurso que dificulte a defesa da vítima). Rodrigo foi condenado a 17 anos e 6 meses de prisão.
Dr. Jarbas Teixeira e Sueli, acusados de planejarem o crime, também tiveram acréscimo de qualificadora prevista no artigo 121 do Código Penal: recurso que dificulte a defesa da vítima. Sueli foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão. O ex-presidente da Unimed de Fernandópolis, por sua vez, foi quem teve a menor pena aplicada pelo júri. Ele deverá cumprir 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão.
Após o encerramento do julgamento, Rodrigo e Ronaldo foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória de Riolândia/SP. Eles aguardam o parecer da Secretaria da Administração Penitenciária, que definirá um novo local onde cumprirão as suas respectivas penas. Sueli foi encaminhada à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista/SP, onde já estava presa antes do julgamento. Dr. Jarbas, que tem mais de 70 anos, foi o único a não ser algemado na ocasião. O médico saiu do Tribunal na companhia de seu advogado. De acordo com a Justiça, ele está proibido de sair da Comarca e precisa comparecer ao Fórum, uma vez ao mês, para “assinar a carteirinha”.
TESE NÃO ACEITA
O júri foi o mais longo da história de Fernandópolis. Nele um grande número de testemunhas foi ouvido em dois dias. Na oportunidade, os advogados de defesa tentaram “emplacar” a tese de que apenas aconteceu uma lesão corporal, já que os disparos (perícia apreendeu três projeteis) foram efetuados para assustar o Dr. Orlando, sendo que um deles atingiu acidentalmente o médico após ricochetear no chão.
A referida tese foi descartada pelos jurados que mantiveram a inicial da acusação proposta pelo Ministério Público: tentativa de homicídio. A sentença foi proferida pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Fernandópolis, Dr. Vinicius Castrequini Buffulin.