REGIME FECHADO!
Trama para matar Dr. Orlando Rosa gera mais de 55 anos de condenação
Trama para matar Dr. Orlando Rosa gera mais de 55 anos de condenação
As investigações indicaram que Dr. Jarbas e a sua mulher planejaram matar o amigo depois de receberem cartas e ligações telefônicas ameaçadoras em nome do Dr. Orlando, mas a Polícia descobriu q
As investigações indicaram que Dr. Jarbas e a sua mulher planejaram matar o amigo depois de receberem cartas e ligações telefônicas ameaçadoras em nome do Dr. Orlando, mas a Polícia descobriu q

Julgamento, que condenou o casal Dr. Jarbas e Sueli, além de Ronaldo e Rodrigo, foi o mais longo da história de Fernandópolis
Por Breno Guarnieri
Encerrou-se na noite de quarta-feira (14), às 23h30, no Fórum de Fernandópolis, o júri popular do médico Jarbas Alves Teixeira e da mulher dele, Sueli Longo Teixeira, acusados de “encomendar” a morte do também médico Orlando Candido Rosa, baleado no dia 12 de junho de 2013. Rodrigo Sampaio e Ronaldo Henrique Mota, ex-motorista do Dr. Jarbas, também foram julgados pelo crime. O julgamento, considerado o mais longo da história de Fernandópolis, durou dois dias.
O médico, vítima do atentado, foi baleado ao abrir a porta de sua residência, situada em um bairro de classe média/alta do município. Ele ficou internado em estado grave, mas se recuperou.
As investigações indicaram que Dr. Jarbas e a mulher planejaram matar o amigo depois de receberem cartas e ligações telefônicas ameaçadoras em nome do Dr. Orlando, porém, a Polícia Civil descobriu, por meio de interceptações telefônicas, que quem tramou as ameaças foi o motorista e “homem de confiança” do Dr. Jarbas, Ronaldo, responsável também por indicar a contratação de Rodrigo (autor dos disparos) para realizar o atentado.
RÉUS
Os quatro réus foram condenados pelo atentado. Todos em regime fechado. Ronaldo Mota, ex-motorista do médico Jarbas, recebeu a maior pena: 20 anos de reclusão. Ronaldo e Rodrigo Sampaio ainda foram incriminados em duas qualificadoras (motivo torpe e recurso que dificulte a defesa da vítima). Rodrigo foi condenado a 17 anos e 6 meses de prisão.
Dr. Jarbas Teixeira e Sueli, acusados de planejarem o crime, também tiveram acréscimo de qualificadora prevista no artigo 121 do Código Penal: recurso que dificulte a defesa da vítima. Sueli foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão. O ex-presidente da Unimed de Fernandópolis, por sua vez, foi quem teve a menor pena aplicada pelo júri. Ele deverá cumprir 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão.
Após o encerramento do julgamento, Rodrigo e Ronaldo foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória de Riolândia/SP. Eles aguardam o parecer da Secretaria da Administração Penitenciária, que definirá um novo local onde cumprirão as suas respectivas penas. Sueli foi encaminhada à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista/SP, onde já estava presa antes do julgamento. Dr. Jarbas, que tem mais de 70 anos, foi o único a não ser algemado na ocasião. O médico saiu do Tribunal na companhia de seu advogado. De acordo com a Justiça, ele está proibido de sair da Comarca e precisa comparecer ao Fórum, uma vez ao mês, para “assinar a carteirinha”.
TESE NÃO ACEITA
O júri foi o mais longo da história de Fernandópolis. Nele um grande número de testemunhas foi ouvido em dois dias. Na oportunidade, os advogados de defesa tentaram “emplacar” a tese de que apenas aconteceu uma lesão corporal, já que os disparos (perícia apreendeu três projeteis) foram efetuados para assustar o Dr. Orlando, sendo que um deles atingiu acidentalmente o médico após ricochetear no chão.
A referida tese foi descartada pelos jurados que mantiveram a inicial da acusação proposta pelo Ministério Público: tentativa de homicídio. A sentença foi proferida pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Fernandópolis, Dr. Vinicius Castrequini Buffulin.