MEDIDA DRÁSTIC

Silêncio e vazio: o primeiro dia da Santa Casa sem o PS

Silêncio e vazio: o primeiro dia da Santa Casa sem o PS

Publicada há 9 anos


Por Jorge Pontes


Hoje, 26, os trabalhos no setor do Pronto Socorro começaram de forma mais tranquila. Os poucos pacientes que compareceram ao local foram orientados a procurar as suas UBSs e também a UPA – Unidade de Pronto Atendimento-, já que o PS teve o atendimento paralisado nesta segunda-feira às 7h como medida de contenção de gastos e falta de recursos para pagamento dos médicos que se recusam a trabalhar sem a certeza de quando receberão pelo serviço.


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No entanto, para quem achou que as portas estariam fechadas se enganou. O atendimento e recepção continuam funcionando normalmente já que a paralisação temporária atinge especificamente o Pronto Socorro. Os funcionários que atuam no balcão continuam o atendimento uma vez que o hospital segue disponibilizando as especialidades Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ortopedia e Obstetrícia para atendimento em regime de urgência e emergência, para cirurgias e internações nas áreas mencionadas acima e os pacientes que foram atendidos anteriormente em outros serviços e encaminhados para os plantonistas do hospital.

Se culturalmente os pacientes procuram logo o PS da Santa Casa, agora terão de reaprender a buscar as UBSs para os casos mais simples e atendimento preliminar.


Os poucos pacientes que chegaram ao PS sem saber do fechamento foram orientados a buscar atendimento nas UBSs e na UPA



Na região, todas as Prefeituras também foram comunicadas via Ministério Público e via Assessoria de Comunicação da Santa Casa sobre a paralisação temporária do atendimento no PS para que encaminhem os pacientes a hospitais de outros municípios, como por exemplo, em Ouroeste, no Hospital João Veloso, ou ainda que realizem o atendimento preliminar nas próprias UBSs. Nos casos de internações ou cirurgias o procedimento continua normalmente com o entendimento entre os corpos-clínicos.


De acordo com a Comunicação da Santa Casa, alguns municípios não realizaram seus repasses sequer uma vez este ano, o que colaborou para a medida drástica do hospital. O total de valor devido por Fernandópolis (R$ 360 mil) e os demais quatro municípios inadimplentes chega a R$ 460 mil.

 Para janeiro, a situação continua preocupante, uma vez que com a inauguração de fato da UPA, o hospital não contará mais com o repasse mensal da Prefeitura de Fernandópolis, que somente pode ser utilizado para despesas do setor como pagamento do corpo clínico. Fernandópolis, especificamente, cessou o repasse no mês de julho. Se a caso houver o pagamento de agosto, setembro e novembro, a Santa Casa poderá voltar as atividades do PS pelo tempo que o dinheiro for suficiente.

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