ADMINISTRAÇÃO
Dívida da Prefeitura de Fernandópolis soma mais de R$ 52 milhões
Dívida da Prefeitura de Fernandópolis soma mais de R$ 52 milhões
Balanço financeiro foi apresentado na manhã desta quinta-feira aos vereadores e imprensa
Balanço financeiro foi apresentado na manhã desta quinta-feira aos vereadores e imprensa
SECOM
O prefeito de Fernandópolis, André Pessuto, e seu secretariado reuniram-se na manhã desta quinta-feira, dia 09, com os vereadores em seu gabinete na Prefeitura e depois seguiram para uma coletiva de imprensa, às 10h, para apresentar um balanço financeiro da administração municipal. Os resultados foram apurados com relação a 31 de dezembro de 2016 e demonstram uma dívida geral de R$ 52.520.659,87, segundo dados extraídos do sistema de contabilidade e que estão disponíveis ao Tribunal de Contas e no Portal da Transparência.
Este valor divide-se entre contas a pagar a curto e longo prazo; Do total, R$ 1.728.791,22 corresponde a dívidas da Secretaria Municipal de Recursos Humanos aos servidores.Destaque ainda para a conta de quase R$22 milhões com o IPREM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal), que deixa o município com o risco de perder o CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária) caso a conta não seja paga até o dia 16 deste mês, a não ser que o Ministério da Previdência Social permita o parcelamento do valor em 240 meses. Sem o “CRP”, a Prefeitura passa a ter dificuldades para receber alguns recursos dos governos Federal e Estadual.
Os dados foram apresentados na coletiva pelo prefeito André Pessuto, o vice Gustavo Pinato, o secretário da Fazenda, Sebastião Carlos Besteti e o consultor Gaspar da Costa, da empresa Meta Pública, que presta serviços há mais de 10 anos à Fernandópolis.Pessuto iniciou a coletiva destacando que a reunião não era um ato político de agressão às administrações passadas, mas uma ação de esclarecimento a toda população da atual situação do município. “Acredito que todos os gestores que passaram por aqui tiveram boa fé e deixo a Prefeitura de portas abertas porque desejo contar com o apoio de todos os ex-prefeitos”, disse.
O chefe do Executivo explicou que só não decretou estado de calamidade financeira para não prejudicar ainda mais o município. “Com este decreto, cai o potencial da cidade, que fica também com dificuldades para comprar, entre outros problemas. Acredito na equipe que tenho e vamos fazer o possível para mudar a situação financeira da cidade”.
O secretário da Fazenda explicou que algumas medidas já foram tomadas para tentar melhorar a arrecadação. “Pretendemos reverter, mesmo que seja parcialmente, a situação. Estamos comprando o que é estritamente necessário; tentando buscar a recuperação do que está em dívida ativa, com a execução dos devedores, e avaliando a possibilidade de vender imóveis”, falou. Também está em estudo a realização de um Refis, que é o parcelamento das contas de contribuintes com a Administração Municipal.
O prefeito comentou ainda que, além das contas, precisa enfrentar uma série de dificuldades, como o sucateamento de máquinas e veículos do patrimônio público. “Todos os dias recebemos informações complicadas, como a informação de que 1.857 alunos não foram cadastrados no Censo Escolar e, por isso, não receberemos recursos do Governo Federal para o atendimento a essas crianças”.
Pessuto contou ainda que o município paga multa diária de R$1 mil por causa de um terreno que estava sendo usado para descarte irregular de lixo. “Já limpamos o local e creio que em breve esta cobrança será estancada”. Há ainda outra multa diária de R$500 por criança fora da escola (hoje são 202).
“Nossa meta hoje é priorizar o pagamentodo salário do servidor público e, com o que sobra, investimos em medicamento, tapa-buracos e outros serviços essenciais. A situação está muito complicada e precisamos do apoio da população”, finalizou Pessuto.


