ECONOMIA

Economia! Votuporanga dispara e Jales ultrapassará Fernandópolis em 13 anos

Economia! Votuporanga dispara e Jales ultrapassará Fernandópolis em 13 anos

A segunda publicação da série Projeto Desenvolve Fernandópolis

A segunda publicação da série Projeto Desenvolve Fernandópolis

Publicada há 1 mês

Nesta coluna especial, damos sequência à série 'Projeto Desenvolve Fernandópolis', iniciada no sábado passado, 20, com a publicação intitulada 'Economia! Votuporanga dispara e Jales ultrapassará Fernandópolis em 13 anos'.

Neste capítulo abordamos, através das opiniões do economistas Jair de Moraes, Edson Damasceno e Geraldo Paschoalini, as razões do plano, as causas e os culpados pela queda econômica de Fernandópolis.

Na próxima semana o tema será as explicações dos verdadeiros culpados pelo fraco desempenho da economia, a discussão e a análise, assim como a apresentação à sociedade e aos poderes constituídos e, na subsequente, as soluções que o plano indica para a nossa economia se torne, novamente, a cidade progresso (dos anos 60) agora para os anos 2036/2040.

O Extra.net: Por que os três economistas resolveram levantar esses graves problemas do desenvolvimento econômico de Fernandópolis, nesse momento?

Jair de Moraes: Há tempos vimos observando esse tema, devido basicamente ao meu envolvimento com o desempenho das empresas, já que temos uma empresa de assessoria econômico-financeira, que assessora as empresas da cidade e da nossa região. Mas o ponto culminante, foi quando terminamos o nosso mestrado na área de economia Industrial, e que naturalmente, n sequência viria o doutorado. Dessa maneira, comecei a preparar o que seria a pesquisa da tese de doutorado, cujo tema era algo como “Porque as cidades fracassam no desenvolvimento industrial” (seria um estudo de caso, focado em Fernandópolis). Mas veio a pandemia e fiquei apenas no mestrado mesmo.

Com a divulgação do censo 2020 pelo IBGE, fiquei motivado a elaborar um plano nessa temática, e surgiu a oportunidade quando tínhamos um programa de entrevista na Rádio Educadora FM de entrevistas do tema da economia, proposto pelas lideranças da Igreja católica. Nessa época ficamos empolgado quando entrevistamos outros dois economistas: o Edson Damasceno e o Geraldo Pascoalini, o primeiro, vinha de uma grande experiência pública pela Prefeitura de Fernandópolis, o segundo, estava há mais de 20 anos à frente da ACIF. Foi o ponto de encontro, porque todos nós tínhamos a mesma preocupação e talvez a mesma paixão: o desenvolvimento de Fernandópolis.

A maior indignação nossa (dos economistas) é ver os nossos vizinhos crescerem e gerarem riqueza para a sua população, enquanto a nossa “casa” (nossa cidade) fica para trás em relação a eles, podemos estar ficando mais pobres em Fernandópolis, os problemas e demandas sociais vão crescer, podem aumentar, exponencialmente, no curto prazo.

O Extra.net: Vocês mostraram no estudo que, comparativamente, a economia de Votuporanga avança à nossa frente e Jales já está se aproximando, pergunto: Quais as causas que inibem o crescimento da economia de Fernandópolis?

Jair de Moraes: Se essa pergunta for feita nos “butiquins” ou nas “feiras livres”, a resposta com certeza será a mesma: os políticos de Fernandópolis não fazem nada, não têm capacidade para transformar e fazer a nossa cidade crescer mais, não conseguem trazer indústrias, etc, etc.

Mas isso é falso, não é verdadeiro. As causas verdadeiras são várias: (a) como exemplo, temos que os nossos grandes líderes do passado (seja na política, na indústria e comércio em geral) com raras exceções, eles não conseguiram constituir herdeiros com a mesma vocação; (b) as restrições orçamentárias da prefeitura municipal de Fernandópolis, sobrecarregada com coberturas de verbas atuariais do seu atual regime previdenciário; (c) mas as causas mais importantes, as quais fazem uma cidade, uma região, um país crescerem são as instituições existentes nesses locais. Aqui, em nossa cidade as nossas instituições são egocêntricas, individualistas e funcionam tipo cada uma para si.

Uma empresa, um grupo empresarial, um órgão público, uma Prefeitura, uma Câmara Municipal, uma Universidade, uma escola técnica, um sindicato, uma associação e até uma grande família, podem ser exemplos de instituições.

E ainda vem o mais grave: essas instituições existentes em nossa cidade podem ser EXTRATIVISTAS (socialmente, falando), nesse caso, são poucos os que se beneficiam e são muitos os que ficam para trás. Tudo seria diferente se nós fôssemos mais INCLUSIVOS, mais unidos, mais conectados, mais “coisas públicas” e com certeza seríamos mais felizes.

O Extra.net: Diante dos resultados comparativos desfavoráveis da nossa economia, podemos indicar quem são os culpados por esse fraco desempenho?

Jair de Moraes: O estudo mostrou que os verdadeiros culpados de fraco desempenho da economia de Fernandópolis são as Instituições extrativistas (de mais) e as Instituições Inclusivas (e menos), a falta de união entre elas, a ausência de um PACTO entre os poderes constituídos para operar um Plano do desenvolvimento econômico de Fernandópolis de 12 a 16 anos, com metas agressivas, que a tornaria de fato, uma Cidade Progresso.

O Extra.net: Por que os três economistas resolveram levantar esses graves problemas do desenvolvimento econômico de Fernandópolis, nesse momento?

Edson Damasceno: Primeiramente o assunto é de suma relevância pra toda sociedade, que até o momento não tinha conhecimento desses dados e nem tampouco noção de como mensurar o distanciamento existente em crescimento/desenvolvimento econômico entre municípios tão próximos e com as mesmas características. 

Com a divulgação dos dados do IBGE foi possível chegar às conclusões que aí estão. 

O momento se tornou mais oportuno por ser um Ano Eleitoral, uma vez que o ' Balcão de Venda de Ilusão" é reaberto.

Infelizmente nossa sociedade assiste passiva e conformadamente aos movimentos políticos como se tudo está as mil maravilhas. 

O Extra.net: Vocês mostraram no estudo que, comparativamente, a economia de Votuporanga avança à nossa frente e Jales já está se aproximando, pergunto: Quais as causas que inibem o crescimento da economia de Fernandópolis?

Edson Damasceno: Não existe uma causa específica, é um conjunto de fatores que contribuem para um baixo ou alto desenvolvimento de uma cidade, estado, país ou determinada região. 

No caso de Fernandópolis, entendo que as diferenças políticas associada a falta de engajamento dos empresários e das Instituições contribuíram em muito para nosso fraco desempenho. 

O Extra.net: Diante dos resultados comparativos desfavoráveis da nossa economia, podemos indicar quem são os culpados por esse fraco desempenho?

Edson Damasceno: Os culpados somos todos nós. 

No entanto diante dessa radiografia que nos foi apresentada , está sendo dada a oportunidade de fazermos algo que modifique esse quadro de letargia que vive nosso município.

O Extra.net: Por que os três economistas resolveram levantar esses graves problemas do desenvolvimento econômico de Fernandópolis, nesse momento?

Geraldo Paschoalini: Acreditamos ser um momento muito oportuno, pois estamos praticamente no período eleitoral e é importante ficarmos atentos, se os pretensos candidatos estão realmente antenados com a real situação financeira e orçamentária de nosso município, pois, caso contrário, estarão vendendo ilusões e com isso ficaremos ainda mais estacionados.

Quanto às instituições e população de um modo geral, esse levantamento servirá para reflexão sobre qual é o real papel de cada um, pois se estamos nesse estado, todos teremos que enxergar uma maneira de como podemos contribuir incisivamente para melhorar!

O Extra.net: Vocês mostraram no estudo que, comparativamente, a economia de Votuporanga avança à nossa frente e Jales já está se aproximando, pergunto: Quais as causas que inibem o crescimento da economia de Fernandópolis?

Geraldo Paschoalini: Acreditamos, que com os números do nosso PIB, destacados no CENSO IBGE 2020, onde realizamos um comparativo com o Censo de 2.000 e com o estudo sobre a situação do IPREM, verificamos que é preciso encontrar recursos para investimentos no desenvolvimento do município, caso contrário, os próximos gestores continuarão basicamente administrando a folha de pagamento da Prefeitura.

O Extra.net: Diante dos resultados comparativos desfavoráveis da nossa economia, podemos indicar quem são os culpados por esse fraco desempenho?

Geraldo Paschoalini: Nessas reuniões que estamos realizando com os prováveis candidatos ao pleito de outubro e com alguns empresários de nossa cidade, estamos considerando que não há um culpado específico, acreditamos que é preciso uma mudança radical de postura, pensamentos e estratégias, com foco no desenvolvimento. 

É preciso romper algumas barreiras e termos a humildade de reconhecer nossas falhas, buscar novos caminhos, para que juntos: Poder público, autoridades, empresários, imprensa, Instituições, Igrejas, Faculdades, Maçonarias, Clubes de serviços, ACIF, Sindicatos, sociedade de modo geral, realizem constantes estudos de viabilidade, aprofundados, embasados, para que os segmentos que realmente geram emprego, renda, riquezas e justa harmonia, possam ter um ambiente favorável para prosperar!

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