Da Redação
O ex-prefeito de Dolcinópolis, município localizado a 50 quilômetros de Fernandópolis, José Luiz Inácio de Azevedo, suspeito de desviar dinheiro da Prefeitura, está preso na Cadeia Pública de Guarani d’Oeste. Desde a terça-feira (21) ele está cumprindo prisão temporária de cinco dias após decisão da Justiça. O ex-prefeito estava morando na Bahia e foi levado pela Polícia Federal para a região noroeste paulista.
O promotor responsável pelo caso diz que trabalha numa denúncia parcial que deve ser apresentada na sexta-feira (24) para a Justiça e deve pedir a prisão preventiva. O ex-prefeito e o suposto 'laranja' do esquema estão presos temporariamente na mesma cadeia e a intenção da promotoria é prorrogar a prisão dos dois. A atual prisão é temporária, vale por cinco dias, e termina no sábado (25).
Na noite desta terça-feira (21), o ex-prefeito prestou depoimento na sede da Polícia Federal de Jales, mas segundo a polícia, ele ficou calado e não deu detalhes dos supostos crimes.
O CASO
A Polícia Federal de Jales em conjunto com o Ministério Público Estadual de Estrela d’Oeste deflagraram nesta terça-feira (21) a Operação Catatau, que investiga suspeita de desvios de recursos públicos durante gestão do ex-prefeito de Dolcinópolis.
Segundo as investigações, milhões de reais em pagamentos suspeitos, realizados durante sua gestão, estão sendo investigados. Consultorias, compras, serviços, convênios e obras com pagamentos suspeitos estão sendo investigados.
A Justiça de Estrela d’Oeste expediu dois mandados de prisão temporária, 10 conduções coercitivas e 11 mandados de busca e apreensão que foram cumpridos nas cidades de Porto Seguro (BA), Dolcinópolis, distrito de Fátima Paulista, Cardoso, Pontalinda e Jales. Os conduzidos foram levados até a sede da PF de Jales para prestar esclarecimentos.
NA BOCA DO CAIXA
O Ministério Público Estadual de Estrela d’Oeste identificou durante as investigações na Operação Catatau, que eram feitos saques na boca do caixa de contas da prefeitura, o que para o MP não é comum.
“De acordo com a documentação apresentada, começamos a identificar também a possibilidade da realização de saques diretamente na boca do caixa de uma das contas da prefeitura de Dolcinópolis, o que para nós não é comum, geralmente os pagamentos são por transferências, depósitos, cheques, e há indícios de levantamento na boca do caixa em espécie por agentes públicos da prefeitura”, afirma o promotor Cleiton Luís da Silva.

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