Por João Leonel
Uma grande passeata teve início na Praça Joaquim Antonio Pereira, ponto de encontro dos cerca de 300 manifestantes que se uniram contra a reforma da Previdência nesta quarta-feira (15). Percorrendo as Ruas São Paulo e Brasil, o protesto passou ainda pela Avenida Expedicionários Brasileiros, gerando grande impacto no "coração" da cidade, chamando a atenção de toda a população que passava pelo local e pelos estabelecimentos comerciais localizados na região central de Fernandópolis. "Um considerável número de professores e alunos de escolas públicas se reuniram na manhã de ontem. A manifestação questionava a Proposta de Emenda Constitucional nº 287 (PEC 287), enviada pelo governo ao Congresso Nacional ainda no início de dezembro de 2016. As alterações na Previdência atingem toda a classe trabalhadora. Diversos alunos apoiaram professores das escolas estaduais e municipais, defendendo a posição dos educadores, totalmente contrária às arbitrariedades do governo federal", destacou o jornalista Reginaldo Prado, que realizava a cobertura da mobilização na cidade.
Escolas Municipais e Estaduais suspenderam as aulas ontem. Diversas Delegacias de Polícia também aderiram à paralisação em toda a região, incluindo Fernandópolis, fechando "simbolicamente" as portas entre as 17h e 18h. Trabalhadores de pelo menos 25 Estados e do Distrito Federal organizaram paralisações pelo Brasil nesta quarta-feira, registrando um posicionamento contrário às reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo de Michel Temer. Se a reforma da Previdência for aprovada como pretende o governo, a idade mínima para se aposentar será 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres. Haverá também um aumento do tempo de contribuição: passará de 15 para 25 anos.



Percorrendo as Ruas São Paulo e Brasil, o protesto passou ainda pela Avenida Expedicionários Brasileiros, gerando grande impacto no “coração” da cidade