Da Redação
Os números são impressionantes. A Secretaria Municipal de Saúde de Fernandópolis comanda uma complexa rede constituída por nada menos que 40 unidades — 41, se incluirmos a Casa de Apoio de Fernandópolis, que funciona junto ao Hospital de Amor de Barretos.
À frente deste intricado labirinto está um enfermeiro de rica formação acadêmica e profunda paixão pela arte de curar: José Martins Pinto Neto, 58 anos. Graduado em Enfermagem e Obstetrícia pela FEF em 1987, possui mestrado em Enfermagem e Saúde Pública pela USP (1999) e doutorado, também pela USP (2004).
“Zé Martins”, como é conhecido, é professor da Universidade Brasil, Campus Fernandópolis. Na virada de 2024 para 2025, ele aceitou o maior desafio de sua vida.
GUERRA A EPIDEMIAS
Logo no início, deparou-se com uma grande epidemia e casos subnotificados. Ao tomar conhecimento da realidade do quadro, o secretário armou uma verdadeira "operação de guerra": foram criadas 200 áreas de bloqueio contra criadouros, com 107.000 visitas a imóveis, avaliações periódicas de densidade larvária e a eliminação de 10.981 focos.
A Secretaria de Saúde de Fernandópolis leva atendimento a 100% da população, contando com 950 funcionários distribuídos nas diversas unidades. O grande desafio, segundo José Martins, é a territorialização. O objetivo é atender a demanda em locais onde o serviço fica saturado pelo crescimento populacional.
Para um atendimento de qualidade, o ideal é que uma Unidade Básica de Saúde (UBS) atenda cerca de 3.000 habitantes. Atualmente, 25 equipes de Saúde da Família prestam atendimento conhecendo o perfil dos moradores, a demanda local e as medidas específicas necessárias para cada área.
ACAMADOS: HUMANIZAÇÃO
Entre os mais necessitados estão os acamados, que exigem curativos e cuidados especiais. A Secretaria tem como meta atender áreas de 500 pessoas com um agente de saúde; em locais com pacientes acamados, essa proporção cai para um agente para cada 400 moradores.
“Garantimos uma visita por residência pelo menos uma vez ao mês”, afirma José Martins. Além disso, a gestão colocou em vigor 29 atribuições às equipes e as "boas práticas" determinadas pelo Ministério da Saúde — um total de 44 diretrizes que visam aprimorar o atendimento.
BALANÇO
Os números alcançados este ano são robustos:
UPA: 73.356 atendimentos de urgência e emergência (síndromes gripais, agravos cardiovasculares, saúde mental e acidentes).
SAMU: 10.848 pedidos de socorro.
Farmácia Municipal: Mais de 12 milhões de unidades de medicamentos distribuídas, com investimento de R$ 3,5 milhões e contratação de quatro novos farmacêuticos.
Laboratório Municipal: 316.527 exames realizados para 28.458 pacientes, a maioria com resultados no mesmo dia.
Prevenção: 5.000 mamografias realizadas (em parceria com o Hospital de Amor e o Governo do Estado) e campanhas intensas no Novembro Azul.
Odontologia e Programa Fila Zero
Na odontologia, quase 100% dos moradores têm acesso aos serviços. O Centro de Especialização em Odontologia (CEO) realizou 18.990 procedimentos secundários, encaminhados pelos 18 dentistas da rede. Além disso, cerca de 80 pessoas buscam próteses dentárias mensalmente.
Segundo a coordenadora de saúde bucal, Karina Câmara Fernandes, o programa Fila Zero já atendeu 100% dos pacientes do bairro Paraíso e 70% do Caic. Outro foco é a saúde bucal das gestantes e a orientação preventiva para bebês, em uma ação integrada com a Secretaria de Educação.
ZOONOSES
O Centro de Controle de Zoonoses também mantém campanhas intensas contra a raiva e outras doenças. Neste ano, foram realizados 4.005 atendimentos, com 1.983 castrações, além de promover a adoção de cães e gatos.

Fonte: Secom Fernandópolis