HISTÓRIA
Museu de Paleontologia recebe lote de fósseis com 115 milhões de anos
Museu de Paleontologia recebe lote de fósseis com 115 milhões de anos
40 exemplares de peixes pré-históricos, oriundos da Chapada do Araripe
40 exemplares de peixes pré-históricos, oriundos da Chapada do Araripe

Foto: Divulgação / Fonte: PMF
Da Redação
O Museu de Paleontologia Cristovão Souza de Oliveira recebeu, na manhã deste domingo (1º), um lote com 40 fósseis de peixes provenientes da Chapada do Araripe, região localizada no sertão do Nordeste brasileiro, entre os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. As peças têm idade estimada em aproximadamente 115 milhões de anos.
O transporte do material foi realizado através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e a Defesa Civil Municipal. A coordenadora Nilva Oliveira, acompanhada de sua equipe, deslocou-se até uma propriedade rural na região do Vale do Ribeira para buscar e transportar o lote até Fernandópolis.
De acordo com a legislação brasileira, fósseis são bens pertencentes à União e não podem ser vendidos, comprados ou mantidos em residências particulares. O procedimento correto é que o cidadão que tenha a posse ou encontre um fóssil no campo o destine a um museu de Paleontologia, a uma universidade pública (preferencialmente que desenvolva pesquisas na área) ou a uma unidade da Agência Nacional de Mineração, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia e responsável pela fiscalização minerária no país.
O material foi recebido pelo curador voluntário do museu, o professor Dr. Carlos Eduardo Maia de Oliveira, conhecido como professor Cadu, que contou com o apoio de Dorival Carlos Trombin para acomodar os exemplares na reserva técnica da instituição.
Entre os fósseis do lote estão espécimes raros, como uma arraia pré-histórica — peixe de esqueleto cartilaginoso e parente dos tubarões — cujo processo de fossilização é considerado mais raro em comparação ao de animais com esqueleto ósseo. Também foram identificados crânios totalmente preservados da espécie extinta Vinctifer comptoni, caracterizada pelo focinho pontiagudo utilizado para revolver o leito marinho. Segundo a literatura paleontológica, o animal possuía dentes e alimentava-se de camarões.
Agora, a equipe do museu dará início ao trabalho de preparação dos melhores exemplares para futura exposição ao público. Todo o transporte foi realizado mediante comunicação prévia à Agência Nacional de Mineração, conforme determina a legislação.
O professor Cadu destacou o apoio do secretário municipal de Cultura e Turismo, Rubens Lopes, e agradeceu à equipe da Defesa Civil pelo transporte seguro do material. “É o Museu de Paleontologia de Fernandópolis auxiliando na preservação do patrimônio fossilífero nacional para que as próximas gerações possam apreciar sua exuberância e beleza”, concluiu o curador.
Fonte: Secretaria de Comunicação de Fernandópolis