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Crônica: Vai passar - Dois sábios conselhos para todos os momentos
Crônica: Vai passar - Dois sábios conselhos para todos os momentos
Leia também: Perdão, remédio santo - Há remédios para o corpo e outros para a alma
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Minutinho: Perdão, remédio santo
Por: Emmanuel / Chico Xavier
“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem…” — Jesus (Lucas, 23.34).
Toda vez que a moléstia te ameaça, recorres necessariamente aos remédios que te liberem da apreensão. Agentes calmantes para a dor… Sedativos para a ansiedade…
Em suma, à face de qualquer embaraço físico, procuras reabilitar as funções do órgão lesado.
Lembra-te de semelhante impositivo e recorda que há pensamentos enfermiços de queixa e mágoa, de prevenção e antipatia, a te solicitarem adequada medicação para que se te restaure o equilíbrio.
E se nas doenças vulgares reclamas despreocupação, em favor da cura, é natural que nos achaques do espírito necessites de esquecimento para que se te refaçam as forças.
O perdão é, pois, remédio santo para a euforia da mente na luta cotidiana.
Tanto quanto não deves conservar detritos e infecções no vaso orgânico, não mantenhas aversão e rancor na própria alma.
Perdoa a quantos te aborreçam, perdoa a quantos te firam.
Perdoa agora, hoje e amanhã, incondicionalmente.
Recorda que todas as criaturas trazem consigo as imperfeições e fraquezas que lhes são peculiares, tanto quanto, ainda desajustados, trazemos também as nossas.
É por isso que Jesus, o Emissário Divino, crucificado pela perseguição gratuita, rogou a Deus, ante os próprios algozes: — “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem…” E, deixando os ofensores nas inibições próprias a cada um, sustentou em si a luz do amor que dissolve toda sombra, induzindo-nos à conquista da luz eterna.

Crônica: Vai passar
Por: Autoria desconhecida
Um imperador assumiu o trono disposto a fazer um grande reinado. Para isso, convocou todos os sábios para que eles apresentassem conselhos sobre como o rei deveria agir para cumprir a difícil tarefa.
Os sábios reuniram-se durantes vários dias. Após muita reflexão, concluíram que a melhor forma de ajudar o rei era dar-lhe dois conselhos em envelopes diferentes.
Retornaram ao rei e lhe entregaram os envelopes explicando que cada um continha um conselho precioso e que somente deveriam ser abertos em momentos específicos.
O primeiro envelope era azul e só poderia ser aberto quando o reino estivesse caminhando muito bem.
O outro era vermelho e deveria ser aberto somente quando o reino estivesse passando por problemas terríveis.
Depois de alguns anos, o país prosperava, não havia guerras e o povo estava muito feliz com tudo que conquistaram. O rei estava tão satisfeito com seu reinado que decidiu abrir o envelope azul. Encontrou o antigo conselho de seus sábios:
“O que está acontecendo não é para sempre! Isso vai passar, esteja preparado”!
O rei ficou um pouco perplexo, pois esperava algum conselho grandioso e positivo, não um alerta sombrio. De qualquer forma, continuou seu reinado.
Alguns anos depois houve uma série de acontecimentos terríveis. Uma grande seca trouxe fome para o povo. Pragas acabaram com as plantações. Doenças dizimaram a população. Os eventos climáticos afetaram outros reinados próximos e a disputa por alimento provocou conflitos com os reinos vizinhos. O rei estava muito triste. Sentia-se impotente, derrotado e sem alternativas.
Lembrou-se dos envelopes e do conselho que havia recebido. Mesmo relutante, decidiu abrir o envelope vermelho. Lá encontrou o conselho:
“O que está acontecendo não é para sempre! Isso vai passar, esteja preparado”!
Lembre-se desta história quando estiver passando por um momento triste, difícil, que pareça sem solução. Mas não se esqueça disto também quando estiver vivendo um momento de êxito, sucesso, realização e vitória. O que está acontecendo, seja bom ou ruim, trágico ou imensamente feliz, desagradável ou prazeroso, não é para sempre! A vida é assim: feita de altos e baixos. Tudo passa.
O texto é de livre manifestação do signatário que apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados e não reflete, necessariamente, a opinião do 'O Extra.net'.