Crônica: Por trás da fama - A história de heroísmo e caridade de um astro

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Leia também: Quem oferece flores - E quem oferece lama?

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Publicada há 3 horas

Minutinho: Quem oferece flores

Por: Redação do Momento Espírita

Quem oferece flores está sempre perfumado.

A frase é uma das muitas adaptações já sofridas por um possível provérbio chinês antigo.

Em outra versão lê-se que Um pouco de perfume sempre fica nas mãos de quem oferece flores.

Na essência dessa ideia está o ensino de que somos nós os maiores beneficiados por uma boa ação praticada, por uma doação, por um gesto de carinho.

Quem recebe as flores poderá se perfumar ou não, se encantar ou não, ficar agradecido ou dar pouca importância.

Porém, quem oferece o ramalhete já está perfumado.

Não temos controle sobre a reação do outro. Não sabemos se irá aproveitar bem, se saberá dar o verdadeiro valor àquilo que fizemos ou dissemos.

Mas, ao tomar a decisão de colher as rosas já estamos nos encharcando de sua essência delicada e bela.

Depois, transportando-as e permanecendo em sua companhia por um tempo, presenteamos nossos próprios olhos e pensamentos com imagens floridas.

Por vezes nos preocupamos em demasia em como o outro irá receber, se saberá valorizar, se saberá agradecer, e acabamos intranquilizando a alma.

A alma de quem oferece florescências não precisa se angustiar, pois já está mergulhada no bem, inundada de amor, do verdadeiro amor, aquele que não espera retorno nem reconhecimento.

É claro que sempre torcemos pelo sorriso no rosto de quem recebeu nosso presente, como se ele fosse a confirmação de que nossa ação foi nobre.

Porém, a confirmação maior está em nossa consciência, que sempre nos avisa, que sempre nos sinaliza quando estamos no caminho dos sentimentos nobres.

Aí está o pouco de perfume que permanece em nossas mãos.

Sempre saímos ganhando quando nos doamos, quando nos preocupamos com o outro. Essa é uma das grandes bênçãos da caridade. Ela nos preenche.

Igualmente, se pensarmos pelo lado negativo, das ações maléficas, imaginemos mãos cheias de lama, prontas para atirar no outro.

Quem atira a lama já está coberto dela. É o primeiro que se suja e se prejudica e, mesmo que a jogue longe, mirando em algo ou alguém, sempre permanecerá com as mãos lamacentas.

Imagem: Ilustração / Fonte: Chat GPT

Isso nos leva a entender que sempre temos a escolha: de estar com as mãos perfumadas ou cheias de lama.

Crônica: Por trás da fama

Por: Autoria desconhecida

Quando olhamos para as luzes cinematográficas, acreditamos que o sucesso se resume aos aplausos, aos prêmios da Academia e às cifras astronômicas.

Desconhecemos o que existe por trás da fama, do tapete vermelho visitado tantas vezes. Tragédias domésticas, dores profundas, doenças insidiosas.

É nessas oportunidades que se revela o heroísmo, a dedicação, a renúncia de atores que passamos a admirar muito além da sua atuação.

Um desses aplaudidos e premiados atores, quando sua carreira começava a decolar em direção ao estrelato mundial, sofreu um abalo familiar.

Uma de suas irmãs recebeu o diagnóstico de leucemia. Seu amor o fez se decidir por vender sua própria casa para residir mais perto dela, focando integralmente em sua assistência e necessidades diárias.

Por quase dez anos, ele colocou em pausa diversas oportunidades profissionais para ser a rocha sobre a qual sua irmã poderia se apoiar em seu processo de cura.

Ele lhe foi o provedor financeiro. Também aquele que lhe preparava cada refeição, administrava os medicamentos com precisão e, acima de tudo, fazia-lhe companhia.

Ao descrever o papel dele em sua vida, a irmã o descreveu como seu príncipe, destacando que ele ouvia cada palavra sua com atenção, valorizando cada vírgula de seu desabafo.

Contudo, ele não se limitou ao círculo familiar. Doou setenta por cento dos seus ganhos com um longa de sucesso, uma quantia que superou os quarenta e cinco milhões de dólares, para financiar a pesquisa contra a leucemia.

Igualmente para apoiar o tratamento de pessoas que enfrentavam a mesma batalha de sua irmã.

O que torna esse ato ainda mais sublime é ter sido realizado sob o manto do anonimato. Ele não buscou as manchetes, não convocou coletivas de imprensa nem permitiu que seu nome fosse associado à doação, por muitos anos.

A notícia só viria a público muito tempo depois. Ele agiu conforme o ensinamento de que a verdadeira caridade é aquela que não espera reconhecimento, movida apenas pela empatia sincera com o sofrimento alheio.

Atitudes como essa nos dizem que a maior obra de arte que podemos construir é a nossa própria dignidade.

A fama é passageira. Rapidamente transita de um para outro foco, bastando que algo mais extraordinário se apresente.

Mas o amor ao próximo e a renúncia em favor da vida são tesouros que as traças não corroem e o tempo não apaga.

A gratidão de quem recebeu carinho e cuidados durante os desafios da enfermidade, de quem encontrou ouvidos atentos a lhe escutar os lamentos nas noites doloridas jamais perece.

E todos os beneficiados pelo resultado de pesquisas empreendidas graças à generosidade de um doador, com certeza, erguem sua prece aos céus, pedindo bênçãos para quem elegeu o próximo como seu beneficiado.

A mão esquerda pode não saber o que a direita ofereceu. Contudo, vidas que prosseguem jamais poderão esquecer quem se transformou em seu herói, longe das câmeras, mas bem perto do coração.

Nós o conhecemos como Keanu Reeves.

O texto é de livre manifestação do signatário que apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados e não reflete, necessariamente, a opinião do 'O Extra.net'

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