ELEIÇÕES 2026
Dois candidatos locais têm patrimônio zerado e outros dois R$ 10 mil ou menos
Dois candidatos locais têm patrimônio zerado e outros dois R$ 10 mil ou menos
Baixos – ou nenhum – valores surpreendem; Pinato e Ortunho superam os R$ 600 mil
Baixos – ou nenhum – valores surpreendem; Pinato e Ortunho superam os R$ 600 mil

Números baixos – baixíssimos – e até zerados!
Eis o retrato bastante peculiar da representação fernandopolense na eleição deste ano daqueles que buscam o seu – o nosso - voto.
Entre os seis candidatos considerados como ‘nativos’, os moradores da cidade, há dois com patrimônio declarado de zero, dois igual ou abaixo de R$ 10 mil e outros dois acima de R$ 600 mil — sendo um deles na casa do milhão.
Patrimônio zerado
As declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral pelos candidatos fernandopolenses nas eleições de 2026 revelam situações bastante distintas entre os seis nomes que buscam espaço na disputa por vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Dois deles declararam patrimônio zerado: Cidinho do Paraíso (Agir), ex-vereador e candidato a deputado federal, e Elizandra Sartin (Podemos), acadêmica de Direito e que concorre a uma cadeira de deputada estadual.
Ou seja: nos dados apresentados oficialmente à Justiça Eleitoral, ambos afirmam não possuir qualquer bem ou direito a declarar.
Outros dois com patrimônio igual ou abaixo de R$ 10 mil
Na ponta dos candidatos com patrimônio mais modesto aparecem Rogério Chamel (PSB) e Flávia Resende (PRD).
Chamel, que já ocupou uma cadeira na Câmara Municipal de Fernandópolis e agora disputa uma vaga de deputado federal, declarou R$ 10 mil, correspondentes a quotas de participação em uma empresa.
Já a advogada Flávia Resende, candidata a deputada estadual, advogada e ex-secretária municipal informou patrimônio total de R$ 2.680,46.
Pinato supera R$ 1 milhão e Ortunho os R$ 600 mil
Completando o sexteto fernandopolense, aparecem dois nomes com patrimônio declarado significativamente superior: o atual deputado federal Fausto Pinato (União Brasil), candidato à reeleição em busca do quarto mandato, e Rodrigo Ortunho (Podemos), que concorre novamente a um cargo eletivo após ter disputado a Prefeitura de Fernandópolis em 2024.
Pinato declarou à Justiça Eleitoral patrimônio total de R$ 1.079.513,87.
Na eleição de 2022, quando também disputou uma vaga na Câmara Federal, o deputado havia declarado aproximadamente R$ 712 mil em bens. A evolução positiva, portanto, é de pouco mais de R$ 366 mil em quatro anos.
Ortunho, por sua vez, declarou atualmente R$ 617.100,13 em patrimônio.
Em 2024, quando concorreu à Prefeitura de Fernandópolis, havia informado bens avaliados em R$ 552.832,00. Em dois anos, a variação declarada é de aproximadamente R$ 64 mil.
Os números e o que eles dizem — e o que não dizem
As declarações de bens fazem parte do registro de candidatura e têm caráter público, permitindo ao eleitor conhecer o patrimônio informado pelos candidatos no momento da disputa eleitoral.
Mas há uma ressalva importante: patrimônio declarado não é sinônimo de renda, salário ou capacidade financeira, e a evolução entre duas eleições também não representa necessariamente aumento líquido de riqueza. Os valores podem variar por aquisição ou venda de bens, alterações societárias, valorização ou desvalorização patrimonial e outros fatores.
Por: Beto Iquegami
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